Yeti: o que já sabemos sobre o videogame do Google?

Rumores dão conta de que o Google está produzindo o seu primeiro videogame. Saiba tudo sobre esse lançamento e como ele pode mudar a indústria dos games.

15/08/2018 às 17:00

Não é de hoje que o Google está de olho no cenário da produção de videogames. Em evento recente, a gigante da tecnologia celebrou o lado b da produção de games da América Latina. Além disso, boatos de que a empresa estaria trabalhando em um serviço de streaming de jogos, o Yeti, começaram a pipocar no começo desse ano. Isso evidencia que Google está atento às tendências mundiais e disposto a garfar o que puder do mercado em ascensão.

E o mercado dos games certamente se encaixa nesse quesito. Atualmente, poucos mercados são tão promissores quanto ele. A E3, maior feira de games do mundo, trouxe recentemente trailers de jogos que são capazes de deixar até os mais céticos de queixo caído. Games que simulam a vida real e jogos para celular que não requerem conexão também são amostras de como os jogos virtuais estão presentes de modo massivo em nossa vida.

Obviamente, o Google não quer ficar de fora disso.

Para garantir a sua fatia nesse bolo, existem informações que o Google está produzindo o seu próprio videogame: o Yeti. Determinado a bater de frente com os grandes nomes desse setor, como PlayStation e XBOX.

Quer saber como será esse lançamento? A gente conta todos os detalhes a seguir, e ainda explica como o Yeti pode mudar a cara da indústria dos videogames. Vem com a gente!

Como surgiu a ideia para o Yeti

Inicialmente, o Yeti surgiu como a ideia de um serviço que permitiria a execução de games em qualquer dispositivo. Desde o Chromecast a uma aba do Google Chrome, através de streaming.

Em sua ideia inicial, o Yeti seria um serviço disponível inclusive para ChromeCast.

Em sua ideia inicial, o Yeti seria um serviço disponível inclusive para ChromeCast.

Não seria muito diferente de soluções já apresentadas nesse sentido, como o PlayStation Now, por exemplo. No entanto, o Google procurava abrir vantagem negociando com as principais desenvolvedoras e distribuidoras do mercado de games. Com o objetivo de lançar uma plataforma com um catálogo bem abrangente de títulos.

Essa foi a ideia inicial, ventilada em fevereiro desse ano, e que acabou amadurecendo com o passar dos meses. Hoje, o que se diz é que o Google estaria indo além e desenvolvendo também um hardware próprio.

Como o Yeti vai funcionar

Com um hardware próprio, mas ainda tendo o streaming como base, o Yeti teria funções específicas e exclusivas. E usará a internet como principal arma para se diferenciar dos demais. Quer um exemplo? Você poderia assistir a um vídeo de walkthrough no YouTube ao mesmo tempo que tenta fazer essas ações no jogo, na mesma tela.

Não é a primeira vez que o Google se aventura pelo mundo dos games.

Não é a primeira vez que o Google se aventura pelo mundo dos games. O Nexus foi uma de suas primeiras tentativas.

A ideia de mixar hardware próprio com serviço de streaming é incrível. Com o Yeti, seria possível ter acesso a títulos exclusivos e jogá-los em qualquer lugar, em qualquer plataforma.

Não é uma tecnologia fácil, mas o Google vem trabalhando por ela. No começo do ano, trouxe para seu time profissionais como Phil Harrison, antigo membro do conselho diretor da Atari e da Gaikai. Além de recrutar constantemente talentos de estúdios como EA e PlayStation.

Além disso, o Google vem experimentando com hardwares de jogos há tempos. Quem lembra do Nexus Q, de 2012, ou do Nexus Player, de 2014? Esses produtos Google rodavam jogos e vinham até com controles opcionais. Com o Yeti, o Google busca ir além.

Como o Yeti pode mudar a indústria dos games

Imagine jogar em uma aba do Chrome e, na outra, pegar dicas dos jogos ou ouvir música, enquanto dá uma olhada em suas redes sociais. Esse é o conceito principal do Yeti: tornar a experiência de jogar videogame ainda mais ampla e inserida no cotidiano das pessoas.

Jogos parrudos como “The Witcher III” ficariam mais acessíveis com o Yeti.

Jogos parrudos como “The Witcher III” ficariam mais acessíveis com o Yeti.

E não para por aí. Um serviço de streaming para games é ótimo para as empresas e para o consumidor. Pois, elimina custos tanto de armazenamento quanto de produção, além da inegável mobilidade da coisa toda. Você pode jogar quando quiser, em qualquer dispositivo. Você pode melhorar o seu jogo, trocando de tela, entre smartphone e PC, sem perder em qualidade.

Seria a aposentadoria definitiva do modelo que conhecemos e usamos até hoje, de parar tudo o que está fazendo para jogar. Com o Yeti, você joga como parte das suas atividades diárias.

Apesar de toda a empolgação, o novo produto do Google ainda enfrenta algumas barreiras para que possa chegar aos seus consumidores. Assim como já aconteceu com outras plataformas que tentaram ir por esse caminho. Um dos principais impeditivos é que sistemas de streaming desse porte demandam uma conexão potente – e nem todo mundo dispõe de internet de alta qualidade e velocidade.

Tendo tudo isso em vista, por enquanto, só nos resta esperar para saber como o Google vai fazer para trazer o Yeti ao público. Ainda não existe informações sobre os jogos que o sistema poderia trazer ou seu preço final para o consumidor. Mas ainda assim, a expetativa para seu lançamento é gigantesca.

Sem anúncios oficiais do Google sobre o assunto, seguimos aguardando mais novidades. Você gostaria de ter um videogame como o Yeti? Continue com a gente para mais notícias sobre tecnologia e games!

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