Whow! Festival da Inovação: o que aconteceu no primeiro dia

Fique por dentro de tudo que está rolando no Whow! Festival da Inovação 2018.

24/07/2018 às 17:02

Começou na manhã deste dia 24, em São Paulo, a segunda edição do Whow! Festival da Inovação. O evento reúne executivos e profissionais das mais diversas áreas para discutir inovação, criatividade, design e estratégia.

O encontro segue até o dia 26 e a equipe do Vivo Tech está acompanhando o evento e traz uma cobertura para você ficar por dentro de tudo que rolou. Acompanhe, nesta matéria, os principais painéis que aconteceram na manhã do dia 24.

Whow! Festival da Inovação: a educação do futuro

Com o objetivo de discutir como a tecnologia vem criando novas formas de aprendizagem e mudando a relação entre alunos e professores, um dos primeiros painéis do dia 24 foi Educação, tecnologia e empoderamento em uma só perspectiva: os pilares do futuro.

De acordo com Thiago Samu, fundador, CEO da B-Abroad, a tecnologia vai trazer uma educação mais customizada para os alunos.  Enquanto que o professor terá um papel mais de articular ideias e conhecimento do que, necessariamente, ser o detentor do saber. “O professor será mais como um facilitador, um coach para ajudar os alunos a chegarem aos seus objetivos”, explica.

A ideia de educação customizada já é aplicada na Pepsico, conforme Marcelo Zanetti, diretor de Agro da empresa no Brasil. A companhia tem trabalhado em projetos que focam nas necessidades dos trabalhadores rurais. “Dez por cento da população trabalha com agricultura no Brasil e a maioria nem terminou o ensino médio”, ressalta.

Portanto, a ideia da Pepsico é levar cursos para o campo e mostrar tecnologias que dão certo e podem trazer um retorno financeiro melhor. Atualmente, um desses projetos é realizado com 100 agricultores no Nordeste.

Painel educação.

Especialistas em tecnologia e educação participaram de painel no Whow! Festival da Inovação

Aulas mais práticas

Colocar a mão na massa na hora de aprender. Esse é outro conceito que foi bastante discutido no painel. Os palestrantes acreditam que será exigida, cada vez  mais das instituições de ensino, a capacidade de formar alunos que saibam colocar em prática os conceitos aprendidos em sala de aula.

Segundo Maurício Garcia, vice-presidente de Ensino e Inovação da Adtalem Educacional do Brasil, uma tendência para mudar isso é ter professores mais generalistas. “Hoje temos muitos especialistas, mas o que realmente precisamos são professores mais rasos. Entretanto, que saibam de tudo um pouco e que trabalhem no mercado para passar essa prática”, argumenta.

Inovações para engajar mais o aluno

Os palestrantes também falaram sobre as inovações que as empresas realizam para atrair mais a atenção dos estudantes. E que a tecnologia é usada nesse processo.

Na Comschool, escola voltada para negócios, o sócio Maurici Júnior explica que eles decidiram inovar no EAD (Ensino a Distância). Lá, o EAD é ao vivo. E tem um moderador que interage com as pessoas que não estão presentes na sala de aula.

Na Adtalem, Garcia deu exemplo de uma disciplina online que discutia sociologia e filosofia e tinha taxa de rejeição alta. Diante disso, o grupo decidiu dividir a aula em oito temas polêmicos, como religião, política, drogas e terrorismo. E usar as redes sociais para chamar a atenção dos alunos.

“Falamos que aqueles temas eram uma prévia das discussões no Facebook. Fizemos uma plataforma e tudo. Entretanto, antes dos alunos postarem, eles têm que lê algum conteúdo. Além de escolher um personagem político ou filosófico como perfil. Isso instiga eles a aprenderem mais”, explica Garcia.

Whow Festival da Inovação

Durante o evento, os participantes contribuem com ideias em estandes interativo

Educação vai mudar

Sai o giz, a lousa, as carteiras e entra a inteligência artificial, IoT e plataformas de aprendizados compartilhados. Para Garcia, a tecnologia vai mudar a forma como conhecemos a educação hoje. “Tenho uma visão de que tudo que conhecemos sobre educação vai mudar. A ideia do professor, o aprendizado, a dinâmica com que as coisas acontecem, a quantidade de informações que são processadas, inteligência artificial… Tudo isso vai acontecer, e não é um problema”, enfatiza.

E sobre o fato da tecnologia distrair os alunos, Garcia argumentou que não acredita que esse seja o problema. “As pessoas nunca prestaram atenção na aula porque acham chato. Isso ocorre muito antes do celular. Não se trata de ver a tecnologia como empecilho, mas como oportunidade de transformação”, finaliza.

A jornada do cliente começa antes da loja?

Falar que o mundo está em transformação é algo óbvio. No entanto, é importante entender que essa transformação ainda não aconteceu no ponto final, junto ao consumidor. Esse foi o foco do painel A jornada do cliente começa antes da loja: soluções digitais em out of home media – um dos painéis mais concorridos deste dia 24.

Para Marco Frade, head digital, media & PR da LG Electronics, não existe um canal único para o consumidor comprar. Hoje, graças ao omnichannel, o cliente compra onde ele quiser: loja física, e-commerce ou no canal da marca. Porém, mais importante do que vender é construir marcas. “É preciso envolver a marca na vida das pessoas e ter a venda apenas como consequência”, revela.

Palestrantes jornada do cliente

Palestrantes falaram sobre como a comunicação das marcas mudou devido a tecnologia.

Bem-vindo ao novo mundo da comunicação

Com o IoT, as empresas têm a oportunidade de monitorar o consumidor. Isso transformou a comunicação de marcas completamente junto ao usuário. Agora, a comunicação é focada em resultados e dados. Por isso, é importante entender em que mundo estamos, quem é o usuário, quais seus hábitos e principalmente tomar cuidado com as coisas automatizadas. “Às vezes, fazemos coisas no automático, porque davam certo há 20 anos, mas hoje tudo mudou e precisamos mudar também”, ressalta Leander Menezes, Brasil Sales Manager da Adtrackmedia.

No entanto, os palestrantes alertaram sobre a abundância de dados que atualmente deixa os profissionais da comunicação obesos de informações, mas anorexos de insights. “O thinkprint que deixamos, de fato no Brasil, ainda não conseguimos colocar essa infinidade de dados em ações diferenciadas”, analisa Adrian Ferguson, head of Market and Business Development da In Loco.

Para isso, é preciso acompanhar hábitos reais dos consumidores. Na visão de Frade, a melhor forma de se fazer isso é pela coleta de dados dos aparelhos eletrônicos de nossas casas. Em contrapartida, Menezes alerta para o fato de pesquisas indicarem que cada vez mais as pessoas vão ficar mais tempo fora de casa e, portanto, precisarão ser impactadas pelas marcas na rua.

A arte de contar uma boa história

Mais do que simplesmente saber ler dados ou fazer propaganda, os palestrantes explicaram que bons comunicadores precisam saber contar boas histórias e que envolvam os usuários na marca. “É preciso criar conexão com o consumidor, mas, é claro, que não pode criar qualquer história. Ela precisa ter consistência, fazer sentido e não ser forçada. Caso contrário, o efeito da storyteller pode ser negativo”, ressalta Frade.

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