Vício em internet? Entenda os termos associados ao tema

Acumulador ou dependente digital? Saiba mais sobre os problemas relacionados a comportamentos que podem fazer parte da sua rotina.

07/02/2018 às 18:48

Quantas horas você gasta conectado à redes sociais? E o espaço de armazenamento do seu smartphone está como? Essas questões são bem simples de responder, mas é importante ter atenção a resposta. Você corre o risco de estar desenvolvendo um transtorno aparentemente bobo, mas que podem implicar à sua saúde mental. Já existem até pesquisas sobre o que muitos chamam de vício em internet.  

Afinal, dependência digital é vício em internet?

Recentemente, o CEO da Salesforce, Marc Benioff comparou o mal uso do Facebook ao hábito de fumar. “É como cigarros. Não são bons para você. Com certeza a tecnologia tem qualidades viciantes que temos que abordar, e os designers de produtos estão trabalhando para tornar esses produtos mais viciantes. Nós precisamos controlar isso”, afirmou o executivo à CNBC.

Já no Brasil, outra declaração que causou burburinho está atrelada a uma famosa com mais de 23 milhões de seguidores. A atriz Marina Ruyi Barbosa afirmou usar app para policiar o número de horas que gasta com redes sociais. “Tenho um aplicativo que mede quanto tempo você passa usando o telefone e em que aplicativos fica mais tempo conectado. E passei a me policiar, realmente”, revelou ao Purepeople.

E na verdade, essas notícias apenas reforçam o alerta para o quê você sempre soube. A conexão com o mundo digital precisa de limites. Ficar o tempo inteiro interagindo com o virtual faz mal. Não a toa, existem os dispositivos e apps com funções de controle parental, por exemplo.

Inclusive, um estudo da Universidade do Sul da Califórnia começou a estudar o uso excessivo do Facebook. O motivo? Tentar entender se esse tipo de comportamento pode ser enquadrado como vício em internet.

Ainda de acordo com o estudo, assinado por Ofir Turel, é muito difícil separar os efeitos dos muitos fatores que influenciam o comportamento do usuário. Por isso, classificar as redes sociais como causa do “vício” ainda gera discórdia. Em suma, chamar dependência digital de vício em internet não seria correto, devido as essas controvérsias.

Agora um dos dados revelados pela pesquisa, você pode levar em conta. A percepção alterada do tempo é um dos fenômenos associados a padrões viciosos. Já reparou que as horas parecem correr quando está conectado?

Faça como a Marina

Apesar do termo “vício” ainda não ser válido para exemplificar a dependência digital, não custa ficar atento ao tempo desperdiçado. Existem boas opções de aplicativos gratuitos para que você controle o tempo gasto com redes sociais, por exemplo. Entre eles, BreakFree e Menthal para Android, além do Checky e do Moment (opção da Marina Ruy Barbosa) para iOS. Então, se cuidado nunca é demais, basta baixar e começar a usar!

Agora, se você anda percebendo que algo muito maior associado a sua conexão, não existe em procurar por um especialista. Com certeza, um profissional da saúde, como psicólogos e psiquiatras, darão a atenção necessária ao problema.

Acumulador Digital, o termo é este mesmo

Se por um lado as questões sobre dependência digital como vício em internet continuam caminhando, a classificação “acumuladores digitais” está embasa em uma pesquisa. Então vale prestar atenção para saber se você se encaixa neste quadro.

Um estudo conduzido pela Western Digital (WD), empresa de armazenamento digital, chegou a respostas. De acordo com os resultados, 43% dos participantes confessaram medo de perder ou ficar longe de seus smartphones por muito tempo. Até aí tudo bem. O problema surge no próximo número.

Duas em cada cinco pessoas têm problemas em administrar os documentos que guardam neles e admitem se sentirem em meio a um caos digital. São 27% que acreditam que 1/4 da capacidade de seus celulares está ocupada com coisas inúteis. Aqui estão os chamados acumuladores digitais. E se você tem esse perfil, muito provavelmente, faz parte do grupo.

Os acumuladores digitais são pessoas que literalmente acumulam todo tipo de arquivo. Fotos, vídeos e apps não usados, inúteis, fazem parte do conteúdo em questão. Aliás, essa é uma característica importante dos acumuladores: eles não pensam sobre a relevância de seus arquivos. O acúmulo acontece de forma quase indiscriminada.

A pesquisa da WD foi conduzida nos Estados Unidos e entrevistou 2 mil pessoas. A intenção, ajudar! “Os usuários querem continuar capturando o mundo que os rodeia. Isso não vai mudar. Estamos criando o simples, soluções amigáveis para ajudar as pessoas a gerenciar e armazenar facilmente os conteúdos mais importantes sem interrupções e sem terem de mudar seus estilos de vida”, concluiu Jim Welsh, vice-presidente sênior da Western Digital, ao New York Post.

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