Vero: o que você precisa saber sobre a mais nova rede social

Lançamento bombou ao garantir gratuidade para o primeiro milhão de usuários, mas não se livrou de polêmicas.

16/03/2018 às 17:18

Certamente, você usa rede social: Facebook, Instagram, Pinterest, Twitter, LinkedIn. Todas gratuitas. E que tal uma nova, que cobra do usuário, mas promete ir além? Traduzindo: uma opção que não sofra a interferência de algoritmos que alteram o conteúdo nem permita anúncios irrelevantes ou perfis falsos, gerenciados por robôs.  A Vero chegou com essas promessas que são mesmo muito atraentes, no início de 2017. E, como cereja do bolo, ainda garantiu aos primeiros 1 milhão de usuário acesso free for life (gratuito por toda vida).

Tudo parece legal, se não fosse o passado nada admirável do CEO da empresa. Vero? Sim, parece até série televisiva. Entenda os detalhes da rede social do início.

Precisa pagar para participar?

Em um universo de redes gratuitas, parece insensata a ideia de pagar para estar na Vero. Mas é isso mesmo. Os criadores do aplicativo, para iOS e Android, acreditam que existem brechas no segmento das redes que permitem tal exigência.

As brechas são justamente as promessas lá do início desse texto. De acordo com a Vero, o público deseja redes sem algoritmos, perfis falsos e publicidade. As pesquisas ainda apontam que muitos usuários reclamam, mas não são atendidos.

Baseado nisso, o modelo de negócio da Vero cobra assinaturas. Quem quiser participar, precisa ter em mente a máxima do “pagar para não se incomodar”.

Por enquanto não custa nada, corra!

Durante o lançamento da Vero, a procura por inscrições foi impressionante, mesmo em versão Beta. Logo,  1 milhão de sortudos baixaram o app e começaram as tentativas para publicar conteúdo. A demanda foi tanta que a rede ficou instável, os servidores não suportaram.

Então, os administradores aumentaram o prazo para que você possa se inscrever gratuitamente na Vero. Enquanto isso, otimiza a tecnologia para restabelecer a estabilidade da rede.

Mas quando começa a ser paga? De acordo com a Vero, o anúncio será feito com antecedência. Até o momento, nenhuma data foi anunciada.

Mas como a Vero funciona?

A nova rede social não é diferente em sua essência das demais que existem. Entretanto, você precisa baixar o aplicativo, não existe opção de navegação para desktop. O próprio visual parece com o do Instagram, porém com fundo escuro. Como outras redes sociais, serve para compartilhar fotos e links, entre outros assuntos que conectem você a filmes, músicas, lugares, livros. Depois basta esperar as curtidas e os comentários. Segundo a Vero, por não ter filtro de algoritmos, as conexões passam a ser mais reais, mais verdadeiras. Será, mesmo? Só o tempo irá dizer.

Ordem cronológica e categorização dos seguidores

A Vero levou em consideração outras características que atraem muita gente. A rede social mostra os posts em ordem cronológica. Você ainda pode categorizar quem adiciona, como conhecido, amigo, amigo próximo ou apenas seguidor. Tem ainda pluggin de privacidade, para que, você consiga escolher para quais categorias sua publicação será mostrada.

Prints de tela da Vero rede social

Utilizar esta rede com ordem cronológica de postagens, sem perfis falsos, publicidade ou algoritmos terá seu preço.

Aposta é passar Facebook e Instagram

O nome Vero vem do italiano, significando “verdadeiro”, e seu slogan “True social” apela para um valor tão almejado atualmente. O público das redes se queixa das fake news, das publicações sugeridas, dos filtros, dos algoritmos que reduzem o alcance. A rede social garante que não apresentará esses problemas. Com isso, pretende ultrapassar o Facebook e o Instagram, campeões em números de usuários.

CEO envolvido em polêmicas

A Vero é considerada uma inovação em redes sociais, mas será que tudo é mesmo tão lindo e maravilhoso? Com o avanço da transformação digital, você sempre sabe se existe algo nebuloso.

Alguns dias após o lançamento da rede social, a mídia lembrou o passado polêmico de Ayman Hariri. O CEO da Vero é ex-proprietário da megaconstrutora do mundo árabe Saudi Oger, que faliu em 2017, com US$ 3,5 bilhões de dívidas. Pior, deixou milhares de trabalhadores sem salário ou indenização.

E agora: Vero ou não Vero?   

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