Uber ocultou grande violação de dados

Empresa afirmou recentemente que o problema que ocorreu no ano passado afetou 57 milhões de clientes e motoristas.

15/12/2017 às 11:13

Mais uma violação para a história da empresa Uber que, em janeiro de 2017, foi multada em US$ 20.000 por não divulgar uma violação consideravelmente menos grave em 2014. Desta vez, a empresa sofreu uma invasão de hackers em 2016 que resultou na divulgação de informações de clientes e motoristas.

De acordo com o site Bloomberg, responsável pelo furo da notícia, os invasores tiveram acesso a 57 milhões de nomes, endereços de e-mail e números de celular. Deste número, 600.000 motoristas tiveram detalhes de licença expostos.

Ainda segundo Bloomberg, o ex-executivo-chefe da empresa, Travis Kalanick, sabia sobre a violação há mais de um ano, mas optou por pagar aos hackers US$ 100.000 para excluir os dados.

A Uber não confirmou os detalhes sobre como a violação aconteceu (e não se sabe quais países foram afetados), mas, ao que tudo indica, dois hackers conseguiram acessar uma área privada do Github, um recurso online para desenvolvedores e, a partir daí, entende-se que eles encontraram as credenciais de login da Uber para os Serviços da Web da Amazon, serviço de computação em nuvem para armazenar dados.

“Embora eu não possa apagar o passado, posso garantir em nome de todos os funcionários da Uber que aprenderemos com os nossos erros”, anunciou Joe Sullivan, ex-Chefe de Segurança da Uber que, na sequência, deixou a empresa.

Como forma de reparar o erro, os motoristas receberam proteção gratuita de monitoramento de crédito, mas, de acordo com a declaração da Uber, os clientes afetados não receberão o mesmo.


Fonte: BBC

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