Como usar smartphones na sala de aula?

A tecnologia na educação com o uso de celulares permite mais interação, conhecimento e exploração de novas possibilidades. Confira!

30/01/2019 às 9:00

Somente um quadro, um caderno, uma caneta e um professor palestrante já não são mais suficientes para manter os alunos interessados em aprender. Inegavelmente, a tecnologia está inserida em todos os segmentos da vida moderna. Essa lógica se tornou comum para resolver a maioria de nossas questões atuais. Contudo, por que na sala de aula seria diferente? Veja como pode funcionar a tecnologia na educação.

Dados da TIC Educação 2017, pesquisa sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação nas escolas brasileiras, mostra números surpreendentes. Enquanto que em 2015 o percentual de professores que adotavam smartphones para desenvolver atividades era de 39%, em 2017 pulou para 56%. Que eles estão na mão de todos é inegável. No entanto, o desafio está em saber como usar a tecnologia na educação de forma inteligente.

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Auxiliar importante do aprendizado, o celular está presente na sala de aula atual.

Uma valiosa ferramenta de trabalho

Considerando tudo que um smartphone contempla, fica fácil entender como pode ser útil também no contexto pedagógico. Desse modo, temos aplicativos de todos os tipos, câmera, gravador de voz, calculadora, mapas, editor de texto. Além, claro, de toda fonte de pesquisa que o acesso à internet permite.

Mas, não é apenas isso! A comunicação com pessoas de outros países também ajuda a expandir os horizontes de ensino. Ou ainda o uso da Inteligência Artificial, outra tecnologia usada na educação que já mostramos aqui no Vivo Tech. Seja como for, funcionalidades e facilidades que auxiliam no ambiente de ensino como prática educacional.

Indispensáveis hoje, as redes sociais, como Facebook, Instagram, YouTube e WhatsApp, também são complementos úteis. Elas podem servir como base para a criação de grupos de discussão, debates e fóruns. Além de promover a interação dos alunos durante as aulas, a prática ainda permite que essa proximidade se expanda para além do ambiente acadêmico. Nada mais útil para o competitivo mercado de trabalho do que uma rede de networking.

Para além do espaço da sala de aula, os alunos têm um recurso ótimo para consultar o que foi desenvolvido durante o momentos das aulas. Por exemplo, gravações em áudio e vídeo das explanações são algumas delas. Apostando em tantos recursos, o celular pode ser usado para tornar os alunos mais interessados na busca por conhecimento. Como resultado, as aulas se tornam mais divertidas e dinâmicas e os alunos acabam absorvendo muito mais.

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A adoção de meios digitais contribui para uma sala de aula mais interativa.

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Acesso e liberdade da tecnologia na educação

Porém, conforme dados do TIC Educação 2017, o acesso ainda não acontece da forma como deveria. Nas escolas rurais, por exemplo, apenas 36% dos alunos disseram ter acesso à internet. Enquanto 48% afirmaram que não há infraestrutura para acesso na região onde a escola está localizada. Em relação ao uso do celular, 48% das escolas usam em atividades administrativas. No entanto, desses, 42% são de uso pessoal. Portanto, não custeados pelas escolas.

Outro ponto a ser analisado é como a liberação dos celulares pelos alunos deve ser medida. Isso de fato não significa que os estudantes podem usar os dispositivos à vontade e em qualquer momento. Conversas, troca de mensagens, jogos e interações em redes sociais sem propósito podem atrapalhar o bom andamento das aulas e comprometer o aprendizado. Por isso, os professores e gestores devem criar regras e refletir com alunos sobre espaços e horários para o uso do celular. Nesse sentido, deve-se estabelecer quais aplicativos serão permitidos, a importância da ferramenta para o aprendizado e como usar de forma consciente.

O que as instituições recomendam

Até a Unesco já recomendou o uso de smartphones em sala de aula em um guia apresentado durante uma edição da Mobile Learning Week há alguns anos. São 13 motivos citados para tornar o celular um aliado na educação. De acordo com a instituição, ele amplia o alcance e a equidade em educação, melhora a educação em áreas de conflito ou que sofreram desastres naturais e assiste alunos com deficiência.

Além disso, otimiza o tempo na sala de aula, permite que se aprenda em qualquer hora e lugar, constrói novas comunidades de aprendizado, dá suporte a aprendizagem in loco, aproxima o aprendizado formal do informal, provê avaliação e feedback imediatos, facilita o aprendizado personalizado, melhora a aprendizagem contínua, melhora a comunicação e maximiza a relação custo-benefício da educação.

Em São Paulo, a Assembleia Legislativa aprovou, em outubro de 2017, uma proposta que permite o uso de celulares em sala de aula. O projeto de lei nº 860/2016 altera a lei 12.730/2007, que proibia o uso de celulares em escolas estaduais. A previsão era de que até outubro de 2018, sistema Wi-Fi e banda larga fossem instalados em todas as 5 mil escolas da rede.

Na contramão do fenômeno, países europeus, como a França, proibiram o uso de celulares em escolas públicas. A lei é uma promessa de campanha do presidente Emmanuel Macron contra a distração nas salas de aula. Na última volta às aulas, em setembro de 2018, todos os objetos conectados, como smartphones, tablets e relógios, em écoles e collèges (para crianças de 6 a 14 ou 15 anos) foram proibidos. De fato, a medida apenas reiterou o código educacional da França, que já proibia o uso de celular durante “qualquer atividade de ensino”.

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Em São Paulo, uso do smatphone em sala de aula é permitido por lei estadual.

Tecnologia: presente!

Ainda conforme a pesquisa do TIC Educação 2017, o celular se tornou essencial para a pesquisa online, especialmente nas escolas públicas. Os dados mostram que 18% dos alunos usam a internet apenas para acessar a rede nas escolas urbanas. Nas escolas públicas, esse índice é 22%, enquanto nas particulares, 2%. Metade (50%) dos estudantes de escolas particulares afirmaram ter acesso à internet na escola. Nas escolas públicas, esse percentual é de 37%.

As possibilidades existem, mas merecem ser melhor exploradas. Em diferentes níveis, a tecnologia na educação instiga o conhecimento e facilita o aprendizado. Iniciativas do tipo já acontecem de outras maneiras. Como as bibliotecas digitais. Realidade possível em diferentes parte do mundo, servem de inspiração para a validação da ideia. Acesse aqui uma matéria que fizemos sobre o assunto e saiba mais sobre essa tendência. Aproveite também para ver como Inteligência Artificial está mudando a educação. E siga conosco aqui no Vivo Tech!

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