Snapchat: as voltas da rede social que rejeitou um bilhão de dólares

Depois de Instagram, Facebook e Whatsapp, conteúdo na forma Stories chega às buscas do Google.

01/03/2018 às 9:13

O aplicativo Snapchat surgiu como febre. Muitos adolescentes passaram a usar a rede que viralizou e ganhou usuários em busca de um espaço não acessado por pais e pessoas mais velhas. Aliás, o conceito do conteúdo que expira em 24h atraiu também a atenção das marcas. A publicidade queria estar presente na plataforma e atingir esse público tão engajado.

Com essas peculiaridades, o Snapchat atingiu o primeiro milhão de usuários ativos diários em menos de dois anos. No final de 2016, com a gravação de vídeos curtos e construção de “histórias”, passou de 158 milhões.

Mas, parece que todo o apelo e atratividade inicial encontrou alguns obstáculos quando os concorrentes lançaram funções similares. Instagram, WhatsApp e o Facebook criaram recursos muito semelhantes, o que impactou o seu crescimento. Além deles, ao que tudo indica, o Twitter também deve apostar na funcionalidade do Snap, em breve. Assim como já acontece com a Google, que, recentemente, anunciou adesão ao conteúdo com formato Stories.

Snapchat ou Instagram?

O fato é que o lançamento dessas funções pelos concorrentes impactaram duramente a curva de crescimento do Snapchat. Até que no final de 2017 surgiram boatos de que a rede deixaria de funcionar.

Muitas tentativas, desde o redesenho do app ao lançamento de novos recursos, estão sendo conduzidas. A última novidade é a de que o Snapchat passará a compartilhar métricas específicas com seus principais influenciadores. Tal como já acontece no Instagram, que oferece essas informações a empresas e contas com muito engajamento.

A estratégia de abrir esses dados para influenciadores é determinante para que eles consigam se associar às marcas. Nesse sentido, o movimento é, provavelmente, um esforço para atrair o retorno desse público que migrou para o Instagram.  

O CEO do Snapchat, Evan Spiegel, muitas vezes, foi comparado a Mark Zuckerberg, embora a realidade dos dois seja bastante diferente. Com produtos muito maiores e mais escaláveis, o Facebook facilmente replicou os diferenciais do Snapchat.

A História do Snapchat

Uma curiosidade: em 2013 – em plena ascensão do Snapchat – o Facebook fez uma oferta de U$ 3 bilhões para aquisição do app. Proposta essa recusada. E é exatamente toda essa trajetória que Billy Gallagher retrata em How To Turn Down A Billion Dollars: The Snapchat Story (Como rejeitar um bilhão de dólares: a história do Snapchat).

Gallagher freqüentou Stanford com Spiegel e cobriu os primeiros dias do Snapchat pelo site TechCrunch. Mais tarde, ele ainda trabalhou com capital de risco, e agora, finaliza seu MBA pela Escola de Negócios em Stanford.

Ficou interessado? O livro está disponível pela Amazon. O valor é de aproximadamente R$ 60,00.

Foto da capa do livro do Snapchat

Imagem: divulgação

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