Senha do futuro: como desbloquear o celular com o poder da mente

O cérebro é capaz de gerar ondas que podem ser usadas como senha. Veja como funciona essa tecnologia e quais são os benefícios!

19/12/2018 às 14:00

Já parou para pensar na quantidade de senhas que você precisa decorar? Tem do celular, do banco, do computador do trabalho, das redes sociais, enfim, é muita coisa para o cérebro armazenar. Não é à toa que muitas empresas de tecnologia têm apostado em métodos de desbloqueio que dispensam o uso de combinações numéricas. Biometria e reconhecimento facial estão entre as opções mais usadas atualmente.

Senha do futuro usará o cérebro.

Estudo mostra que é possível gerar senhas com o poder da mente.

No entanto, alguns casos recentes mostraram que nem assim os nossos dados estão 100% seguros. Isso porque já existem exemplos de “roubo” de banco de dados de impressões digitais e até mesmo de informações relacionadas à face das pessoas.

Ou seja, a segurança continua comprometida. E pense bem: não haverá como cadastrar novas formas “chaves”, pois você tem apenas um rosto e dez dedos.

De olho nessa questão, o professor Wenyao Xu, da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, desenvolveu um novo tipo de biometria. Aliás, essa tecnologia funciona pelo poder da mente. Quer saber como funciona? Te mostramos a seguir!

Poder da mente

O professor Xu e sua equipe descobriram que cada cérebro responde de um jeito diferente a um estímulo externo. Ou seja, duas pessoas que olham para a mesma paisagem, por exemplo, terão atividades cerebrais distintas.

Senha do futuro usará o cérebro.

Ondas cerebrais são as responsáveis pelas senhas.

A partir disso, ele notou que era possível aproveitar essa “combinação” que acontece no cérebro humano criando senhas. E assim batizou a descoberta de “senha do cérebro”. Mas e como usá-la no dia a dia? O pesquisador afirma, no estudo, que será necessário colocar uma espécie de capacete com sensores em cada usuário.

Em seguida, o mesmo terá de observar uma série de imagens. Dessa forma, as ondas cerebrais serão captadas por sensores e armazenadas em um sistema. De acordo com o professor, várias leituras serão necessárias até a coleta de um registro inicial completo. “Nossa leitura verificou que as ondas emitidas seriam exclusivas e únicas”, disse o estudioso.

Ainda de conforme ele, para desbloquear algo usando a senha, a pessoa deveria colocar novamente um capacete ou chapéu e observar uma sequência de imagens. Então, um sistema iria comparar as ondas cerebrais para, então, liberar ou negar o acesso. O procedimento demoraria cerca de cinco segundo.

Por que usar

O professor Xu diz que se alguém invadir o sistema e roubar informações referentes às senhas de biometria ou de reconhecimento facial, não daria para cadastrar novas. E o motivo é simples: como já dissemos, as pessoas só têm dez dedos e apenas um rosto.

Com o cérebro isso é diferente. Elas podem ser estimuladas de maneiras distintas. Por exemplo: você reage diferente ao ver a imagem de uma praia e uma de trânsito.

Senha do futuro usará o cérebro.

As senhas cerebrais garantiriam total segurança, segundo os pesquisadores.

Segundo ele, as senhas cerebrais são reajustáveis quantas vezes for preciso. Aliás, as possibilidades de combinação são grandes.

Segurança da senha

Para Xu e sua equipe, a possibilidade de extrair muitas senhas do cérebro pode ser um fator negativo apenas em algumas situações. Pense bem: você precisa cadastrar a senha do banco e o computador exige mil testes para recolher os dados. O cliente pode se sentir invadido.

Por isso, os pesquisadores disseram que realizaram testes para reduzir a quantidade de sensores responsáveis por captar as “senhas”. Para se ter uma ideia, eles começaram com 32 e terminaram o estudo com três (localizados em pontos estratégicos).

Senha do futuro usará o cérebro.

A senha será lida pelos sensores e poderá ser reformulada sempre que necessário.

Assim, o dispositivo pode ser inserido, futuramente, dentro de um chapéu ou até mesmo de um fone comum. Tais apetrechos podem até ser roubados, mas somente o dono conseguirá liberá-los a partir das suas ondas cerebrais. Interessante, não? É a tecnologia a favor da segurança!

O sistema desenvolvido por Xu ainda está em fase de estudos, mas já representa uma movimentação do mercado para garantir senhas mais seguras. Aliás, aproveite para conhecer mais sobre reconhecimento facial em uma reportagem que fizemos recentemente

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