Saiba como as fintechs revolucionam o mercado financeiro

Crescem as empresas que unem finanças à tecnologia digital e deixam nosso cotidiano mais prático e fácil

11/06/2018 às 9:00

A FinTech Conference aconteceu em São Paulo, em 6 de junho, trazendo novidades que estão mudando o mundo financeiro. Eventos como esse são essenciais porque ajudam a desmistificar um tema que parece ser complexo, mas pode ser facilmente entendido. O tema consiste nas fintechs, empresas que unem finanças e tecnologia. Elas oferecem serviços e soluções de maneira ágil e prática.

As fintechs são startups, empresas que começam pequenas e tendem a crescer rapidamente. Isso graças a modelos de negócio inovadores e farto uso de tecnologia. E no caso, como o próprio nome indica, utilizam a tecnologia em operações financeiras.

Fintechs utilizam a tecnologia em operações financeiras

Mais de 300 no Brasil

As fintechs são uma mão na roda na hora de pagar contas ou conseguir um empréstimo. Quem já enfrentou filas para abertura de conta em um banco ou pagamento de boletos sabe como agilidade é fundamental.

Tecnologias avançadas garantem pagamentos mais ágeis e simples

No Brasil, atualmente operam mais de 300 fintechs. Certamente o segmento com maior número de empresas é o de pagamentos. Em 2017, eram 86 empresas na área, representando 28% deste mercado. Depois vinham as de gestão financeira empresarial, com 58 fintechs. E, em terceiro lugar, as fintechs de crédito, que tinha 38 startups. O volume de fintechs de crédito segue aumentando. É que elas ajudam a reduzir as taxas de juros, o que é muito desejado, concorda?

Produtos inovadores

O crescimento das fintechs no país é de mais de 40% ao ano. Algumas, como Nubank, Guia Bolso, Creditas e Magnetis, atingiram tamanho suficiente para causar impacto na vida de milhões de pessoas. 

No entanto, existe uma tendência das fintechs de focarem no público formado por pessoas que não têm conta bancária tradicional. E até para conquistar novas clientelas, os bancos reagem – o Itaú comprou a XP, o Bradesco criou o Next Bank. Enfim, o mercado se mexe na rota de melhores serviços e menores custos para os usuários finais.

Investimentos crescentes

O mercado para as fintechs está muito aquecido no país. Assim, só nos dois primeiros meses de 2018 foram investidos em fintechs mais que o dobro de todo 2017. Veja nesta reportagem de Conexão Fintech uma relação de financeiras tecnológicas que receberam bons aportes de recursos neste ano.

Em meados de 2017, uma consultoria norte-americana listou as quatro fintechs brasileiras mais promissoras

Mercado está aquecido no Brasil

Portanto, é por essas razões que agências bancárias ficaram quase obsoletas. Então, as fintechs plantaram suas sementes na internet e mobilidade de smartphones e tablets, e agora colhem os frutos.

Mais inovadoras do mundo

No mundo, o crescimento das fintechs impressiona. No primeiro trimestre de 2018, o investimento em tecnologia financeira cresceu 67% em relação ao mesmo período de 2017. O total? US$ 5,3 bilhões, algo como R$ 20,1 bilhões.

Em 2017, a consultoria KPMG elegeu 15 empresas como as fintechs mais inovadoras do mundo. Contudo, repare que a brasileira Nubank está na 12ª posição. Detalhe importante: das dez maiores, cinco são chinesas.

  1. Ant Financial
  2. ZhongAn
  3.   Qudian (Qufenqi) 
  4. Oscar
  5. Avant
  6. Lufax 
  7. Kreditech
  8. Atom Banko
  9. JD Finance
  10. Kabbage
  11. SoFi
  12. Nubank
  13. Funding Circle
  14. Klama
  15. Square

Tecnologias de mobilidade

A primeira fintech surgiu nos Estados Unidos, em 2003. Mas foi só com o aperfeiçoamento das tecnologias de internet e mobilidade que elas começaram a se tornar importantes.

Aliás,  são várias as tecnologias que estão sendo usadas nos aplicativos de finanças. A inteligência artificial (I.A.) é uma delas, podendo auxiliar tanto em personalização de serviços, como big data, entre outros. Outra é a blockchain, que permitiu moedas digitais criptografadas, cuja primeira versão totalmente descentralizada é a polêmica bitcoin.

Blockchains e criptomoedas

As blockchains também são conhecidas como protocolos de confiança. Consistem em um tipo de base da dados que guarda registro de forma permanente e inviolável. Já o bitcoins é uma criptomoeda descentralizada, que oferece uma economia alternativa e existe desde 2008. Várias fintechs negociam criptomoedas, moedas que usam tecnologia blockchain para sua validação e criação de novas unidades de si mesmas. Pois elas são uma alternativa de investimento polêmica e bastante utilizada.

Bitcoins têm dado o que falar no universo de investimentos

Independentemente da tecnologia, as fintechs querem mesmo é mudar a relação entre entidade financeira e usuário. Em vez de um atendimento lento e por vezes falho, o foco é atendimento rapidíssimo, personalizado e impecável. Entretanto, as fintechs não querem ser um banco, tido pelos clientes como um mal necessário. As fintechs são ambiciosas: querem ser amadas por seus usuários.

Fintechs: quebra de paradigmas

Com tudo isso, o que está acontecendo é uma grande disrupção e quebra de paradigmas. As fintechs mudam as ideias convencionais sobre meios de pagamentos, bancos, investimentos, moedas, e outras questões financeiras. Como a contratação de seguros, que tem na YouSe um bom exemplo com sua venda de seguros online.

Os investimentos, antes caixas pretas, estão deixando de ser algo complicado e se tornando cada vez mais simples e transparentes. Existem várias startups de investimentos interessantes e com focos diferentes.

Um universo chamado China

Mas tudo que acontece no Brasil e na maioria dos países em relação às fintechs é insignificante perto da China. Tudo lá é muito maior e mais avançado, e até por uma razão singela. Como a China começou a crescer recentemente, as classes trabalhadoras puderam ter acesso a serviços bancários quando fintechs já operavam. Assim, muitos chineses começaram operando direto com fintechs, sem passarem por contas bancárias.

China domina o universo de fintechs

E a tecnologia na China é de ponta. Veja o app WeChat, da empresa Tencent, que é o Facebook da China mas também principal meio de pagamentos. Todo mundo tem WeChat e, nele, sua carteira eletrônica de pagamentos. Contudo, um chinês comum pode passar meses sem usar um cartão de crédito de plástico. 

AliPay, a maior do mundo

O WeChat só não é maior que o gigantesco AliPay, fintech do gigante de e-commerce Alibaba. Administrado pela holding Ant Financial, o Alipay foi criado em 2004, cinco anos depois do Alibaba. E se resumia, no início, a ser a plataforma de pagamentos on-line do próprio e-commerce.

Assim, o objetivo era fornecer tecnologia para que os clientes do site pudessem fazer transações online. A ideia deu tão certo que a tecnologia se tornou líder em transações pela internet na China. Também passou a ser usada para fazer o pagamento de serviços presenciais, como táxis. São cerca de 10 milhões de micro e pequenos comerciantes que utilizam a solução.

451 milhões de clientes

Quer conhecer números realmente estonteantes? Veja os do grupo chinês Ant Financial, dono da plataforma de pagamentos AliPay, maior e mais inovadora fintech do mundo:

  • 451 milhões de usuários;
  • 153 milhões de transações diárias;
  • 60 bilhões de dólares (R$ 228 bilhões) é o valor da marca;
  • 35% de taxa média de crescimento de usuários de todas as empresas do grupo;
  • 90% de crescimento por ano, desde 2013, em empréstimos a pequenas e médias empresas.

Também vale comparar para entender melhor a grandiosidade dos números. O total de 451 milhões de usuários é mais de duas vezes a população brasileira! O norte-americano PayPal, principal concorrente do AliPay, tem 180 milhões de usuários ativos.

Como tudo na China, o crescimento é rápido. Há três anos só o Alipay estava na lista das maiores fintechs, hoje são muitas as chinesas. O próprio tamanho do mercado de 1,379 bilhão de pessoas – a população da China – força o crescimento. E a concorrência exige serviços para sempre melhores.

Dá para ver que devemos ficar muito atentos às fintechs, concorda? Não é à toa que elas se popularizam cada vez mais em nossa realidade de transformação tecnológica. Aproveite e leia também o artigo do Vivo Tech Conta digital: o que é e como funciona.

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