Robôs que cuidam de idosos já são uma realidade

Envelhecer e ficar sozinho pode ser uma importante causa de morte. Mas em diferentes partes do mundo robôs estão ajudando a mudar esse quadro.

Na maior parte dos países desenvolvidos a taxa de natalidade tem caído drasticamente. Ano passado, no Japão, ficou abaixo de um milhão pela primeira vez desde 1899. Lá, um quarto da população é idosa. E quem vai cuidar de todos esses velhinhos? O país, que aposta forte na indústria de robôs, está preparando esses seres tecnológicos para o serviço. Junto deles está parte da Europa e os EUA, mesmo que em menor parte.

Conheça o Care-O-Bot

Obviamente eles não substituem o calor humano, mas oferecem uma variedade de serviços, como atendimento e busca, comunicação e suporte emocional. O Care-o-bot faz exatamente isso na Alemanha. Ele leva comida e bebida e até disputa joguinhos com os moradores. Tudo com uma distância respeitosa, mostrando o que entendeu e o que pretende fazer, com gestos simples. O mesmo deve acontecer com o robô da Honda, Asimo, que está sendo treinado para evoluir no trato com pessoas.

Robô Care-o-bot
Care-o-bot; Foto: divulgação

Diga alô ao Dinsow e ao Elliq

Outros exemplos são o Dinsow, da TC Asia Robotics e o ElliQ. Pequeno e fofo, o Dinsow fica ao lado da cama e ajuda os idosos a se exercitarem, lembrar de tomar os remédios, rastrear sua saúde e responder automaticamente às chamadas recebidas da família e dos médicos.

Já o ElliQ é basicamente um robô interativo com tablet integrado. Pode verificar o tempo e sugerir atividades ao ar livre. Mais importante ainda, o sistema utiliza o aprendizado da máquina para descobrir as preferências e peculiaridades do usuário, para depois fazer recomendações de atividades baseadas nos gostos do usuário.

Robô ElliQ
ElliQ. Foto: divulgação

O Miro é um amor

Ele pode fazer a mesma coisa que os anteriores, além de ser um guardião. Em formato de cachorro, administra os comprimidos, faz companhia e lembra dos compromissos. Se comunica com as pessoas, e se nota que algo está errado, envia imediatamente uma mensagem aos familiares. A comunicação se baseia em uma pulseira de detecção biométrica que a pessoa usa para rastrear seus sinais vitais. Caso bata com ela no pulso, o sistema entende que está tudo bem. Mas caso não bata, o cuidador é acionado e todo cuidado antes da chegada médica é feito.

Robô Miro
Miro. Foto: divulgação

Vem, paro!

Se o seu velhinho preferir algo mais fofinho, tem o Paro. Projetado para se assemelhar a um filhote de foca, o Paro tem sido usado em lares de idosos japoneses desde 2003. É essencialmente uma bola de pelo que responde com movimentos reais a estímulos táteis, mas também reconhece temperatura, postura e luz. Diga seu nome ou faça elogios, e o Paro responderá.

Robô Paro
Paro. Foto: divulgação

Divergências médicas

Mesmo com tantas facilidades, envelhecer em uma casa de repouso, em áreas compartilhadas e com pessoas estranhas não é a mesma coisa que se fazer na própria casa, ao lado de familiares. Mas para quem vive sozinho, os robôs podem ser ótimos auxiliares, mesmo que não custem tão barato. Ao longo do tempo se tornam excelentes meios para vencer a depressão e outros problemas de saúde. Apesar de os efeitos terapêuticos serem impressionantes, eles ainda não são unanimidade entre os médicos. Alguns pensam que agravaria ainda mais a situação de isolamento e que humanos precisam de humanos.


Fonte: Engadget


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