Quais são as redes sociais mais usadas para veicular fake news?

Antes de encaminhar uma mensagem ou fazer retuíte, é importante checar as informações para não espalhar boatos por aí.

03/10/2018 às 17:00

Atualmente, é muito difícil – para não dizer impossível – encontrar alguém que não saiba o que são fake news. O termo, que está cada vez mais em ascensão, se tornou uma preocupação constante. Principalmente nas redes sociais, que são terrenos para lá de férteis para o surgimento e, consequentemente, a difusão de notícias falsas.

O problema das fake news ainda está longe de acabar. Pelo simples fato de que, no dia a dia, as pessoas compartilham notícias que tem alto apelo emocional. Independentemente de serem comprovadas ou não. E, por isso, acabam não verificando a procedência.

Diante desse cenário, o objetivo das redes sociais é dificultar esses boatos que se espalham cada vez mais pela web. E para isso, as plataformas passaram a investir no desenvolvimento de uma série de ferramentas. Descubra quais são as redes que mais disseminam as fake news e o que elas estão fazendo para acabar com isso.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

5. Twitter

Quando o assunto são as notícias falsas que se espalham pelo Twitter, um dos principais problemas são os robôs. Também conhecidos como “bots”, eles são usados para manipular opiniões, atacar e para sufocar debates de temas que são importantes.

Diante da multiplicação das fake news, essas plataformas estão fazendo de tudo para lidar com esse problema. E, no caso do Twitter é importante sempre prestar atenção nos usuários que você segue e entender que, afinal, nem tudo que está na internet é, necessariamente, verdade.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

Por conta do combate contra os bots e perfis falsos, a rede social teve uma queda significativa no número de usuários.

Mas ao invés de banir o usuário responsável por compartilhar o conteúdo falso, o microblog prefere tomar atitudes mais brandas. Uma vez que não possui recursos o suficiente para conseguir revisar tudo que é postado em busca de inverdades.

Desta forma, eles utilizam o “modo leitura”, que permite que a conta continue ativa. Mas sem a permissão de interagir com outros usuários ou gerar algum tipo de conteúdo.

Recentemente, a empresa divulgou um comunicado onde afirma que tem o objetivo de promover um ambiente cada vez mais saudável na plataforma. Assim, para as eleições deste ano vai focar na verificação de contas de partidos e candidatos para evitar que perfis falsos divulguem informações e causem confusão entre os eleitores.

4. Google

Veja as redes que mais disseminam fake news.

Facebook, Google, Twitter e YouTube criaram uma série de recursos para evitar a proliferação das notícias falsas.

Em ano de eleição, claro que as principais notícias falsas e boatos espalhados tem ligação direta com candidatos e partidos políticos. Tanto é que o termo “fake news” é um dos mais presentes no debate político atual.

Após receber muitas críticas por mostrar em seus resultados de pesquisas informações falsas sobre fatos históricos, como o Holocausto. O Google passou a evitar usar esse termo e adotou o conceito de “conteúdos enganosos, manipulados e fabricados”.

Em favor do combate às notícias falsas, a Google News se junta com as empresas de produção de conteúdo para destacar algumas informações usando dados, gráficos e planilhas nos resultados de pesquisa. Ou seja, quando o usuário fizer uma busca, a pesquisa mostra alguns detalhes no topo dos resultados.

Mas, para que a iniciativa funcione, é necessário que as empresas de informação adicionem os materiais estruturados nos bancos de dados existentes. Para que a Google consiga encontrar as informações e administrar a exibição de tudo isso para o internauta.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

3. YouTube

Para valorizar o conteúdo de notícias e também combater a desinformação, o YouTube passou a dar preferência ao jornalismo profissional. Em vez de promover os vídeos de canais que falam sobre fatos noticiosos. Com isso, a plataforma pretende ajudar a evitar a disseminação de fake news, que crescem cada vez mais na rede.

Muitas vezes, para tornar o conteúdo viral, alguns perfis apelam pela compra de views, likes e deslikes. Apesar da empresa informar que as fake views representam apenas 1% do total da audiência do YouTube, esse é um negócio em ascensão. Por isso, a plataforma luta cada vez mais para identificar essas atividades com a ajuda de sistemas de inteligência artificial.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

Com as principais fontes de notícia em destaque, os usuários terão uma experiência melhor no YouTube. Uma vez que a desinformação não vai se espalhar com tanta rapidez.

Além disso, quando alguém pesquisar por algo que esteja em alta, vai aparecer no topo da página um link para uma reportagem.

É importante entender que um boato se dissemina muito mais rápido que o vídeo produzido pelos veículos de notícias. Até porque esse material leva um tempo para ser produzido.

2. Facebook

Com certeza não dá para falar em fake news sem pensar, automaticamente, na rede social de Mark Zuckerberg. Para se eximir da responsabilidade sobre o conteúdo publicado na plataforma. Por muitos anos, o mantra da empresa foi: “O Facebook é uma plataforma de tecnologia e não uma editora ou empresa de mídia”. Atualmente, esse argumento já não existe mais. Pois, a rede social tem buscado diferentes formas de acabar com a proliferação das publicações falsas.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

Neste ano, a rede anunciou uma parceria com o Boom – um verificador de notícias. Com o objetivo de melhorar o feed de notícias da Índia antes das eleições locais. Até porque a proliferação de fake news  no país resultou na morte de mais de 20 pessoas acusadas injustamente de sequestrar crianças. A parceria foi positiva e o Facebook decidiu repercutir em outros países, inclusive no Brasil.  Assim, aqui fez parceria com as agências Aos Fatos e Lupa.

De acordo com Zuckerberg, a plataforma só estará pronta para enfrentar as fake news no final de 2019. Quando todos os problemas de segurança e conteúdo da rede estiverem resolvidos.

1. WhatsApp

Basta a mensagem ter algum apelo e pronto: rapidamente foi compartilhada para todos os grupos e contatos do aplicativo. E em poucas horas está viralizada. Não é à toa que essa é a ferramenta que mais ajuda a propagar as famosas fake news. 

Segundo uma pesquisa do Monitor de Debate Político no Meio Digital da Universidade de São Paulo (USP), os grupos de família são os principais propagadores de notícias falsas do WhatsApp. Então, atenção: sempre desconfie das “notícias” suspeitas que aquela sua tia compartilha.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

Pensando em como acabar com essa disseminação constante de notícias falsas, o WhatsApp decidiu criar um novo recurso que limita o uso do “encaminhar mensagem”. E, consequentemente, seu potencial de viralização. Assim, com a novidade, o usuário não poderá mais encaminhar a mensagem para mais de 20 pessoas ou grupos.

Uma vez que todas as mensagens trocadas no app são criptografadas, não existe uma maneira de deletar as notícias falsas, como acontece no Facebook. Por isso, a empresa decidiu criar uma maneira de ajudar a conter a disseminação dos boatos: o sinal de que a mensagem foi encaminhada de outra conversa.

Com isso, o usuário consegue saber que, originalmente, a pessoa que enviou determinada foto, texto ou vídeo pegou aquele conteúdo de outra conversa. Deste modo, fica mais fácil reconhecer uma corrente, tentativa de golpe ou notícia falsa

É fake news ou não é?

Uma vez que estamos expostos constantemente às notícias falsas que se espalham, é preciso ficar atento a algumas características para identificar se o boato se trata ou não de uma notícia maliciosa. Além disso, conheça ferramentas que te ajudam na identificação das notícias falsas.

A primeira coisa a ser feita é sempre verificar a URL do site. Pois, muitas vezes, algumas páginas imitam o nome e o visual de veículos da imprensa. Por isso, toda atenção é necessária. Os títulos das notícias falsas sempre são feitos com o objetivo de causar emoção ao leitor. Assim, a maioria utiliza muitos pontos de exclamação e até palavras escritas em letras maiúsculas.

É também preciso observar a data de publicação e a foto destacada. Se você desconfiar, basta fazer uma “busca por imagem” para verificar se a reprodução que está ali pertence a outra notícia com um contexto completamente diferente.

Veja as redes que mais disseminam fake news.

Sempre verifique a URL do site.

Enquanto as notícias falsas seguem aparecendo nas suas redes sociais, é essencial que você sempre pense duas vezes antes de compartilhar uma informação. Mesmo que você concorde com o que está escrito, é necessário checar as informações antes de compartilhar para evitar a desinformação. Então, para evitar que as fake news se propaguem, pense muito bem antes de encaminhar uma mensagem, compartilhar algo em seu perfil ou retuitar um amigo. Para se prevenir sempre, confira um novo jeito de combater as notícias falsas.

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