ProXXIma 2018: o que aconteceu na tarde do segundo dia

Confira tudo o que rolou no segundo e último dia de evento

10/05/2018 às 15:56

A tarde começou agitada no segundo dia do ProXXIma. Com a palavra, os jovens, tanto os de fato, quanto aqueles que teimam em aceitar a chegada da idade. Na primeira opção, foi a vez de os representantes das startups em exposição no evento exibirem seu negócio para a banca de avaliadores. Já na segunda opção, Edwin Wong, do Buzzfeed, fez uma apresentação sobre os kidults – adultos que adotam comportamentos juvenis – e como podem ser uma fonte de inspiração para as marcas. Também conversamos com Ricardo Sanfelice, vice-presidente de Digital & Inovação na Vivo. Ele nos contou sobre a realidade da transformação digital hoje na empresa. Mas tem muito mais, tudo a seguir.

Jovens lideram transformação digital

Edwin Wong, vice-presidente de Pesquisa e Insights do Buzzfeed, falou no ProXXIma sobre a diferença entre ser adulto e jovem e como desde sempre procuramos ser adultos de sucesso mas ainda com os medos e traumas da infância. Ele brincou o tempo todo com o meme de ser adulto, onde tudo é muito chato e complicado. Mas, e o marketing: está pronto para crescer? Devemos entender a audiência a partir desses fatores e oferecer os produtos certos para ela.

Slide da apresentação de Edwin Wong no ProXXIma 2018 com o escrito "Adulting is Hard".

Apresentação de Edwin Wong, do Buzzfeed

Logo depois, algumas startups que expuseram no evento puderam fazer seus pitches para a plateia, apresentando seus negócios. Uma banca formada por nomes influentes do mundo digital selecionou a vencedora do grande prêmio. Conheça cada uma delas e seus propósitos.

Concurso ProXXIma Startup

GAYA

A startup faz gerenciamento de campanhas com inteligência artificial em 4 passos: primeiro construir a base de clientes, depois segmentar essa base de clientes, aí então criar campanhas e por fim selecionar o canal ideal para a campanha.

PEEP

88% das pessoas confiam na recomendação de amigos e dessa forma, 2x mais vendas são fechadas dessa maneira. A empresa ajuda a criar defensores de marca, através de redes sociais. A plataforma é SAAS, baseada em gamificação. Eles já têm mais de 30 clientes.

FEEDZ

A ferramenta de People Analytics ajuda na redução de turnover, com iniciativas de engajamento. Tudo porque a maioria das pessoas está insatisfeita com seus trabalhos. 170 empresas estão usando o serviço. O lema é: “se você não entende de pessoas, não entende de negócios”.

SAMPLIFY

Realiza marketing de experimentação através de sampling. Eles têm mais de 3mil parceiros e simplificaram a contratação de amostras através de uma plataforma onde os clientes e os parceiros têm acesso em tempo real. São mais mais de 20 projetos em andamento.

FLOWSENSE

A startup usa dados de geolocalização em toda a jornada do cliente. Esses dados são de BI e CRM. Geobehaviour, geofencing e geomarketing dinâmico são as bases do negócio. Atendem a grandes clientes como Bradesco e OBoticário.

O vencedor do cheque de R$15mil mais isenção de taxas no banco que tem a conta, foi a startup FEEDZ.

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O papel das startups na transformação digital

No debate no ProXXIma, representantes de startups que estão fazendo diferença no cenário digital falaram sobre as novidades e tendência do meio, hoje.

Pedro Englert, Venture Captalist e CEO/Partner, da StartSe

A Startse conecta as pessoas em diferentes lugares do mundo através de conteúdo. Pedro elucida que a startup é igual as empresas: ambas devem casar os conhecimentos, uma com expertise, e a outra com criatividade. Os projetos hoje, segundo ele, devem ser de curto prazo e não de longo prazo, porque as pessoas se movimentam muito entre diferentes vagas na carreira. Colocar o cliente no centro das atenções.

Rodolfo Santos, Diretor CEO, BMG UpTech e Diretor Financeiro, da Bossa Nova Investimentos S.A

A Bossa Nova Investimentos realiza pulverização de investimento para ajudar na jornada do empreendedor. Rodolfo reforça que as agências devem se tornar cada vez mais tecnológicas, e sempre colocar o cliente no centro das atenções. Hoje o marketing das empresas investe mais em avanços tecnológicos do que a própria área tecnológica.

Pedro Waengertner, Sócio-Fundador e CEO, da ACE

Pedro lembra que muito do potencial de inovação está dentro das empresas e não fora. O grande erro é pensar que todo mundo está fazendo isso, então a empresa também precisa fazer. Mas apenas as que têm espírito engajador vão para frente. Precisamos acreditar que as startups irão continuar fazendo a diferença.

Palestrantes no palco do ProXXIma debatendo sobre transformação digital

Painel o Papel das Startups na Transformação Digital

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Dados, IA e Bots

Para Mitikazu Lisboa, CEO da Hive Marketing Technology, as coisas mudaram e as plataformas de mídia tradicional não funcionam mais. Ou você é o disruptor ou você é o “disruptado”. Então devemos aproveitar as oportunidades para crescer exponencialmente.

Para ele, dados são o novo petróleo. Isso é muito recente: 90% dos dados de todo o mundo foram gerados nos últimos dois anos. O problema é o que as empresas devem fazer com isso. A lição é pensar quais dados temos, quais usamos e quais perdemos.

Mitikazu Lisboa no palco do ProXXIma palestrando

Mitikazu Lisboa: dados são o novo petróleo

Tornar-se data driven é uma questão de sobrevivência. Ele comparou no ProXXIma a sabedoria de um taxista e do Waze: em quem você confia mais? O Waze é guiado por dados e o ser humano guiado por opiniões.

O futuro é chegar em uma loja e escolher conforme algoritmos o que mais fizer sentido para o cliente e não o que a publicidade quer. Na prática, a empresa deve ter a visão dos usuários unificada. Nessa base, segmentar as campanhas de forma preditiva converte muito mais.

Slide sobre réguas de relacionamento automatizadas por chatbot

Cada vez mais o relacionamento com o consumidor deve ser personalizado

Telecom, mas pode chamar de publisher mesmo

Tim Mahlman, President of Publisher Platforms, OATH – EUA.

O futuro de tudo se tornou conteúdo + distribuição + data. Isso tem a ver com empresas de todos os tipos, e não apenas de produção de conteúdo. O jeito que consumíamos mídia mudou: agora temos múltiplos canais. Grandes companhias de entretenimento adquiriram nos últimos anos empresas de conteúdo. Todas querem entrar no content game.

Quando temos um celular, confiamos na operadora e em tudo que ela proporciona. Os celulares são verificados, existe mais insights com o tráfego de dados, o conteúdo mobile permite novas experiências, e formas de anúncio exclusivas para mobile são criadas.

A empresa OATH possui muitos parceiros importantes.

Slide com números a respeito do consumo do Facebook, YouTube e TV

Dados são o ponto mais importante da empresa

Industry Trends:

location targeting: acionar o consumidor em qualquer lugar, onde ele estiver

– inteligência artificial: pesquisar o que o consumidor quer

– conteúdo interativo: trazer o consumidor para a realidade da marca

– 5G: uma nova geração de conexão

Gráfico comparando a velocidade de download de um filme de acordo com a tecnologia celular

Comparativo entre a velocidade de cada uma das tecnologias

Consumer Insights:

– existe uma batalha pela atenção do consumidor

– 60% das pessoas usam o cel como segunda tela ao assistirem TV

– consumidores amam marcas que respeitam sua privacidade

A publicidade está mudando:

– o modelo “influencer” está crescendo cada vez mais

– experiências de “advertorial” ou brand content

Ricardo Sanfelice, Vice Presidente de Digital & Inovação, Vivo.

Em sua participação no ProXXIma, Sanfelice falou que as marcas devem ser mais do que conectivas, e sim unir conteúdo a clientes e dados. A Vivo faz isso há 5 anos e tem diferentes produtos. Em diferentes mídias e de diferentes fornecedores. Com a aquisição do Terra, a Vivo oferece ainda mais soluções de conteúdo para clientes e marcas, e está focada em ser a melhor entrega de conteúdo.

O 5G é o futuro da comunicação e a Vivo tem os primeiros deployments comerciais há 5 anos. Para esse avanço, a barreira do atraso não existe mais, mas sim a da regulamentação. Mesmo assim, segundo ele, não estamos longe do que acontece fora. Carros autônomos já são conduzidos por 5G. Esse comando é fundamental para a Internet das Coisas, e será uma realidade possível em breve. Os brasileiros estão bem adiantados no assunto.

Sanfelice reforça que devemos ver a Netflix como amiga do conteúdo e não inimiga. As coisas mudam muito rápido e há quatro anos atrás poderíamos encarar isso de forma negativa. A Vivo colabora com produtores over the top e permite a melhor conexão para as pessoas assistirem a todo esse conteúdo com qualidade.

São várias estratégias para conquistar essa audiência qualificada. O 4G ajudou a desamarrar o gargalo de conteúdo que temos no Brasil através de um deployment massivo. Subscription é um dos modelos de monetização. Antigamente pagar por vídeos on demand era algo longe da realidade da maioria das pessoas, e hoje muitos fazem isso com regularidade.

Por fim, o vice-presidente de Digital & Inovação na Vivo comentou no ProXXIma sobre a chegada da Microsoft no mundo do conteúdo. Para ele, isso prova o quanto todos querem participar do game e que quanto mais provedores oferecerem isso, melhor. Finalizou dizendo que esse movimento é natural e esperado, e os players estão se movimentando rapidamente para esse mercado.

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