ProXXIma 2018: o que aconteceu na manhã do segundo dia

Varejo, cases e transformação digital na favela: descubra o que rolou na manhã do segundo dia de evento

09/05/2018 às 18:56

A manhã do segundo dia do ProXXIMA 2018 trouxe temas provocativos para as marcas, como realidade aumentada, o consumidor omnichannel e a Internet das Coisas. E também surpreendeu com o case da agência Tudo Nosso, que desmistifica como ninguém o business de comunicação em plena favela carioca. Tudo para comunicar a mensagem principal da manhã: internet é para todos.

Realidade aumentada/virtual/mixed reality: qual seu impacto no marketing, na realidade?

A revolução digital mudou o cenário que conhecemos, abrangendo as mais diversas áreas, indo de simples sites, chegando às redes sociais e, agora, aos wearables. Nesse contexto, o social faz toda diferença, com a criação de shareable content, hashtags, geolocalização e calls-to-action.

A experiência acontece desde antes do uso do óculos de VR e vai muito além depois. No salão do automóvel, a VZ Lacan criou uma ação especial para simular de uso dos carros. Para a Faber Castell, criou uma coleção de animais que eram desbloqueados por meio de realidade virtual e mostravam animais em extinção que podiam ser colecionados, com cards informativos sobre a espécie.

5 conclusões criativas de VR para as marcas:

  1. Tem que valer a pena para o usuário.
  2. Precisa ser um conteúdo exclusivo para Realidade Virtual.
  3. A metáfora criativa não é o cinema, são os parques de diversões.
  4. Realidade Virtual coloca as pessoas dentro da experiência. Isso valoriza os atributos de marca. Realidade Aumentada coloca a experiência do meio das pessoas. Isso melhora os atributos do produto.
  5. A venda não pode aparecer antes do entretenimento.

Como trazer experiências imersivas?

No exemplo dado no painel, um médico explica o uso e efeito de uma medicação ao paciente no consultório. O desafio é transformar os primeiros usuários (conhecidos como os early adopters) em usuários do cotidiano (mainstream). O Uber, por exemplo, surgiu em 2009 e somente agora se tornou super popular no Brasil.

O André, da Ideas Farm, mostrou em seu painel no ProXXIma o case da HTH, que precisava de uma ferramenta mais veloz para o controle de visual merchandising. Com a VR, o problema foi resolvido. Os produtos aparecem simulados em prateleiras e no chão de lojas, evitando o trabalho que se tinha antes. O segredo da tecnologia de VR bem aplicada é trocar experiências por vivências, tornando a tecnologia útil e acessível para que as pessoas usem sem se darem conta.

A grande sacada é levar a tecnologia para mais pessoas, e não só para encantar um público específico. Apesar de o tamanho do projeto depender do orçamento, é possível fazer muito com pouca verba e, mesmo assim, atingir muitas pessoas.

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O futuro do varejo: Omnichannel or Die

O jogo do omnichannel é de grande investimento. Isso não significa que as lojas físicas vão sumir. Lá as pessoas conhecem os produtos, se divertem, vivem a experiência. O problema é o check out: como pagar e como levar. Isso custa caro, por isso os investimentos necessários de e-commerce. As marcas devem evoluir nisso, como serem criativos e assertivos na compra, seja onde ela for realizada.

Palestrantes no palco do ProXXIma

Painel teve como assunto o futuro do varejo.

Fabíola Paes, co-fundadora da startup Neomode e gestora do ecossistema de startups de varejo no Oasislab.

Estamos nos preparando para nos tornar omnichannel. O consumidor é um só, então deve-se sair de uma diretoria vertical para horizontal e entregar um experiência única para o consumidor. Varejistas regionais cada vez mais tem grande atuação, enquanto o consumidor deseja manter a relação com a marca original independente do canal. Ele mescla as compras e é omnichannel por natureza. O ponto é que devemos mudar a forma de gerenciar para ganhar força.

Patrícia Amaro, Diretora de Ecommerce e Digital, Unilever.

O trabalho da Unilever sempre foi entender o consumidor e criar soluções claras para ele por meio dos varejistas. Os produtos da empresa são relacionados à compra em supermercado. Então não faz sentido vender direto ao consumidor porque ele teria que comprar outros produtos de outros setores. A estratégia é criar e-commerces para os varejistas.

Paulo Silva, CEO, Walmart.com.

Para vender um produto no mercado 4.0, o mais importante é entender que o comércio existe, independente do canal. As marcas devem considerar a loja ainda como o canal principal. Não se deve investir nos mesmos recursos do concorrente. O tratamento com o consumidor deve ser de fã e, principalmente, a entrega da compra deve ser rápida.

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Transformação digital na favela

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A agência digital Tudo Nosso tem sido disruptiva em sua atuação nas favelas.

Uma iniciativa surpreendente está acontecendo na agência de publicidade digital Tudo Nosso, do Rio de Janeiro. Da periferia para o mundo, a metodologia dela já impulsionou 63 empresas no Brasil e já alcança o Chile, a Argentina e a Indonésia. Dentro da comunidade, a agência trabalha para os pequenos negócios, gerando estratégias de comunicação, fazendo muito mais do que anúncios de Facebook.

Palestrantes da agência Tudo Nosso

A agência tem ajudado a desenvolver negócios presentes na perfieria.

Do churrasquinho ao salão de beleza de bairro, empresários precisaram se adaptar ao mundo digital por meio de workshops e consultorias. Dois mil empreendedores são atendidos nesses encontros. Eles desenvolvem um plano de gestão para as marcas, com inteligência focada em resultado e romper barreiras para impactar negócios. Eles olham o Brasil e miram no mundo.

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ProXXIma 2018: Internet das coisas, ok. Mas que coisas, cara pálida?

Estamos acostumados a gadgets comuns com internet, mas a Internet das Coisas (IOT) vai muito além do celular. A palestrante Flávia Verginelli, Diretora de Produtos e Inovação da Google Brasil, mostrou o exemplo do Nest, um dispositivo que deixa toda a casa conectada. Cada sensor custa US$49 em média, o que significa que está cada vez mais acessível aos consumidores. Os usos que temos da internet evoluíram desde os teclados até a voz. O impacto que teremos com a IOT será gigante.

Slide de apresentação sobre internet das coisas

A IOT é uma realidade e sua adoção é cada vez maior.

Todas as atividades resolvidas pela IOT economizam nosso tempo e nos permitem ter mais tempo para atividades sociais e pessoais. Flávia citou o case da Alibaba com a Ford na China, onde carros são liberados em 10 minutos por meio de face recognition permitindo, então, que as pessoas fiquem com o carro durante três dias para test drive.

Em Seoul, na Coreia do Sul, a prefeitura usa a digitalização no metrô para controlar o fluxo de pessoas e informar o tempo de deslocamento do trem em tempo real para os passageiros. Em Toronto, no Canadá, um projeto prevê a organização da cidade por meio de uma tecnologia onde a IOT funcionará com a função de assistência e de bem-estar para as pessoas. Nada de ficção científica e coisas fora da realidade. Na área da saúde, um sutiã ajudará a detectar câncer de mama. Para os bebês, uma meia avisará as mães quando ele está tendo refluxo.

A Google revolucionou a saúde com o projeto em parceria com o hospital Albert Einstein de São Paulo, onde foram criados quadros informativos sobre diversas doenças e sintomas, revisadas pelo próprio hospital. Isso traz mais credibilidade às buscas e o paciente acessa informação de qualidade.

Case Bingo Box

200 lojas completamente digitais na China detêm contagem de estoque, QR code para abertura das lojas e scan de produtos.

Slide com imagens de uma loja Bingo Box na ProXXIma 2018

Foi apresentado no ProXXIma o case da Bingo Box, mais de 200 lojas totalmente automatizadas.

Case Starbucks

Uma iniciativa da empresa vende cafés primeiro pelo app para que o consumidor chegue à loja e apenas retire o produto, sem esperas.

Slide de apresentação do case da Starbucks

O case da Starbucks, que realiza a venda do café pelo app também foi apresentado.

Esses exemplos apresentados no ProXXIma mostram que em nenhum momento estamos explicitando o uso da internet. Ela acontece naturalmente e flui sem a nossa percepção. Não existe mais profissional offline, somos todos conectados. A diretora finalizou o painel mostrando exemplos da de uso do assistente Google Home, marcando um horário no salão de beleza e no restaurante. Ainda deixou 3 dicas para transformação digital:

  • SEJA ALL LINE (online e offline)
  • SEJA RELEVANTE
  • SEJA RÁPIDO
Slide com apresentação de três dicas para a transformação digital

3 dicas para transformação digital

Tem muita coisa bacana acontecendo. Acompanhe aqui tudo que tem rolando no ProXXIma 2018.

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