Proteja-se: saiba como denunciar casos de assédio na internet

Conheça diferentes canais que ajudam a detectar e denunciar casos de assédio na internet

09/07/2018 às 14:00

Infelizmente, o assédio virtual tem se tornado cada vez mais comum. Para reduzir esse problema tão recorrente na web, o Twitter decidiu comprar a Smyte. É empresa de tecnologia que oferece ferramentas para impedir abusos online, assédio e spam. Com a integração dos serviços oferecido pela companhia à rede social, haverá uma intensificação nos sistemas automatizados de combate ao conteúdo indevido. O objetivo do Twitter é proteger as contas.

O assédio virtual pode se manifestar de diferentes formas, como o cyberstalking (quando as redes sociais são usadas para perseguir a vítima). Também há a pornografia de vingança (quando fotos íntimas de uma pessoa são compartilhadas sem o seu consentimento) e a violência moral. De acordo com um estudo feito pelo Pew Research Center, os casos de assédio só aumentam na internet. Além disso, cerca de 41% dos adultos afirmam terem vivido isso pessoalmente, enquanto 73% deles dizem terem visto alguém sofrer com o problema.

E quando o assunto é assédio, as mulheres são as mais perseguidas virtualmente. Segundo o estudo, 53% dizem ter recebido imagens explícitas indesejadas. Aproveite para conhecer mais sobre os movimentos Queer e feminino nos games, que ajudam a reduzir o preconceito e os casos de assédio.

Mulheres sofrem mais com o assédio virtual

Pornografia de vingança

O revenge porn, ou melhor, a pornografia de vingança, cresceu muito nos últimos anos. E como a responsabilidade pelo sofrimento das vítimas também está nas mãos das redes sociais, as plataformas têm ajustado suas políticas internas para minimizar a exposição dessas pessoas.

Para ajudar os jovens que tiveram vídeos ou fotos íntimas expostas na internet, o Facebook se uniu ao Unicef. Juntos, criaram uma espécie de “chatbot”. Trata-se de um espaço de conversa, dentro do Messenger, para evitar o crime e ainda informar o que deve ser feito caso você seja (ou conheça alguma) vítima dele.

Batizada de “Projeto Caretas”,  a iniciativa possibilita a interatividade com Fabi Grossi, uma personagem fictícia que cometeu suicídio após ter um vídeo de sexo compartilhado na internet pelo ex-namorado, Diego. A história é fake, mas foi baseada em histórias reais.

O projeto é o primeiro da Unicef no mundo a usar essa estratégia no Facebook Messenger

O projeto foi testado com 7,4 mil adolescentes, totalizando 1,6 milhões de mensagens. Cerca de 40% deles concluíram a experiência. Destes, apenas 39,7% declararam saber o que era sexting e como se proteger da violência online e do cyberbullying. Após a conclusão dos passos, o percentual cresceu para 90,5%.

Assédio virtual e as redes sociais

O Facebook criou outras ferramentas para detectar casos de asédio. Entre elas um bloqueio mais eficiente dos assediadores. Assim, quando eles decidem criar uma nova conta após serem banidos, a plataforma cruza os dados do usuário, como o endereço do IP. O objetivo é impedir que ele envie mensagens ou solicitações de amizade para a vítima que já o bloqueou anteriormente. Além disso, também existe a função ignorar mensagens no Messenger. A ferramenta foi criada para evitar o contato com alguém sem ter que bloquear o remetente.

De todos os comportamentos ofensivos, agressivos e difamadores no mundo virtual, 95% têm como alvo as mulheres. O dado é resultado de um estudo feito pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Enquanto muitos encaram a internet como “uma terra sem lei”, a maioria das plataformas mostra que não é bem assim. No WhatsApp, por exemplo, tudo que você disser pode ser usado contra você. Quem manda mensagens com teor ofensivo ou abusivo pode ser responsabilizado. Isso ocorre tanto na esfera criminal quanto na civil.

Dessa forma, quando o conteúdo é disseminado em grupos de conversas, mesmo aqueles que se mantêm calados podem ser enquadrados como cúmplices.

Mulheres recebem, em média, o dobro de ameaças online que os homens, diz pesquisa

Tecnologia contra o assédio

Como uma em cada três mulheres já sofreu violência online, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerá-la um problema global de saúde de proporções pandêmicas.

Para combater esse tipo de abuso, celebridades romperam o silêncio e criaram o movimento #MeToo (#EuTambém, em tradução livre). O objetivo é denunciar casos de assédio sexual As famosas passaram a incentivar e apoiar outras mulheres que, por muito tempo, sofreram caladas. Com esse estímulo, decidiram compartilhar suas histórias.

A violência digital contra a mulher está presente em todos os idiomas e se manifesta de diferentes formas. Entre as principais, assédio moral e sexual, ameaça (envolvendo crimes como estupro e morte) e chantagem. Além disso, há bullying, ofensas, linchamento virtual e doxxing (quando um grupo se reúne para encontrar e divulgar dados pessoais da vítima).

Apps que evitam o problema

Os apps de mobilidade urbana são pauta constantemente quando o assunto é assédio. Afinal, todos os dias uma mulher relata uma história após usar um aplicativo deste tipo. Por isso, foram criadas plataformas exclusivas para o público feminino, como Lady Driver e FemiTaxi.

Em meio a tantos assédios sofridos, o FemiTaxi decidiu instalar câmeras de segurança e adotar um “botão do pânico” no interior dos veículos. O objetivo é criar um reforço na segurança de motoristas e passageiras.

App Sai pra Lá mapeia casos de assédio nas ruas

Quando tinha apenas 16 anos, Catharina Doria foi assediada por um homem mais velho na rua. Naquela noite, não conseguiu dormir bem e teve a ideia de criar o Sai Pra Lá, um app que tem como objetivo mapear casos de assédio.

A página no Facebook ensina como usar o app. Depois de fazer o download, a mulher pode escrever o endereço em que ela foi assediada, escolher o período do dia, classificar o tipo de assédio (que pode ser “verbal”, “sonoro”, “físico” ou “outros”) e o que foi dito. O melhor é que tudo é feito de maneira anônima, sem a necessidade de escrever nome, idade ou e-mail. Disponível para iOS.

O app ajuda as mulheres a registrar, de forma anônima, os assédios sofridos na rua

É importante lembrar que antes de consumir e compartilhar qualquer informação, desconfie! Aproveite também para aprender a identificar fake news e a denunciar conteúdos duvidosos.

Gostou da notícia?

campo obrigátório

Cadastro efetuado com sucesso!

Em breve você receberá o melhor da tecnologia no seu email