3 dicas para ajudar você a proteger suas informações no Facebook

Há três coisas que você pode fazer na tentativa de proteger as informações que estão dispostas sobre você no Facebook. Confira quais são!

16/04/2018 às 15:21

Mark Zuckerberg não está em um bom momento. Após o escândalo Cambridge Analytica, que afetou milhões de pessoas, incluindo 443 mil brasileiros, o criador do Facebook perdeu mais de US$ 50 bilhões e teve que prestar depoimentos ao Congresso dos Estados Unidos. O que provavelmente levou muitos usuários a seguinte pergunta: como faço para proteger minhas informações no Facebook?

Antes, saiba que em publicação ao NewsRoom, Mike Schroepfer, Chief Technology Officer contou que várias alterações foram feitas para melhor proteger as informações de todo mundo que usa Facebook. E que outras virão nos próximos meses.

No entanto, você não precisa ficar de mãos atadas enquanto Mark Zuckerberg encontra novas formas de reconquistar os usuários através de “Políticas de Privacidade” mais claras. Há três verificações que você pode fazer na tentativa de proteger as informações que estão dispostas no seu perfil. Além delas, considere ler sobre a Política da Plataforma do Facebook.

Atenção ao rolar o Feed de Notícias

Antes de aceitar qualquer teste gratuito para fins profissionais ou de entretenimento, tipo aqueles que descobrem qual personagem da série La Casa de Papel você é, compreenda qual a moeda de troca.

Se a marca está oferecendo o conteúdo em troca de “acessar seus dados do Facebook”, busque descobrir quais são esses dados e se você está confortável em divulgá-los.

Verifique os apps conectados ao seu perfil

Sabe quando você entra pela primeira vez em um app para solicitar delivery e, ao cadastrar-se, aceitar realizar login com seu perfil do Facebook? Pois bem.

Na maioria das vezes, ao escolher esta opção você está automaticamente concedendo permissão para que terceiros acessem suas informações. Para quê? Personalizar sua experiência. Ou como o Facebook gosta de dizer, para “personalizar o conteúdo do aplicativo para que fique mais interessante ou relevante para você”.

Confira na imagem abaixo ou na Caixa de Entrada de Suporte da rede social.

Print da tela da área "configurações" do Facebook
Verifique os apps conectados ao seu perfil do Facebook.

E isso tudo é verdade. De fato, você está fazendo isso. Afinal de contas, quanto mais informações se possui, mais evoluções são realizadas. Essa lógica também funciona para compra e venda de produtos ou conteúdo. Porém, lembre-se de que, ao aceitar essa justificativa, você está fornecendo detalhes pessoais sobre seus hábitos de vida e consumo.

Portanto, verifique quais aplicativos estão vinculados ao ser perfil do Facebook através do passo a passo abaixo. As instruções valem tanto para quem usa iOS, quanto para quem utiliza Android. Sinta-se à vontade para realizar o procedimento através da versão Web.

  1. Acesse sua conta do Facebook
  2. Clique em “Menu”;
  3. Vá até a opção “Ajuda e Configurações”;
  4. Selecione “Configurações da Conta” e, depois, “Aplicativos”.

Seguindo fielmente os passos acima, você chegará na seguinte tela:

Print da tela da área "configurações" do Facebook
Para sua segurança, verifique quais aplicativos estão vinculados ao ser perfil do Facebook.

Agora que você chegou até aqui, é hora de explorar os tópicos “Conectado com o Facebook” e “Aplicativos, sites e Jogos”. Busque entender, não apenas quais aplicativos estão conectados à sua conta, mas se eles devem continuar ali ou não.

Feito isso, é hora de baixar uma cópia dos seus dados do Facebook para confira os tipo de informações são angariadas sobre você.

Aposte em redes sociais descentralizadas

A última dica é mais subjetiva e talvez a mais difícil de ser compreendida. Afinal, desprender-se, mesmo que de forma sutil, do perfil do Facebook é o mesmo que desconectar-se do mundo, correto? Na maioria dos casos, não.

A verdade é que você deixa de fazer parte de um espaço bem popular. Mas o convívio com as pessoas que você conhece não deixa de existir; ele apenas acontece em outros lugares, tanto físicos, quanto digitais.

Por quê? Porque você acaba descobrindo que, sim, a ferramenta facilita a interação entre pessoas, marcas e conteúdo. No entanto, é você a/o responsável por marcar aquela cerveja com os amigos e saber o que a sua marca favorita de calçados pensa sobre determinada questão social.

Em outras palavras, questionar-se sobre a interação excessiva com o Facebook não deve ser entendido como um “ato de rebeldia”, mas, sim, como forma de expandir nossa forma de comunicação.

Portanto, repense seu uso em relação ao Facebook. Nomes conhecidos como Twitter e LinkedIn são boas alternativas.

Prepare-se! Vem novidades por aí

Além dos nomes conhecidos, vem coisa nova por aí. De acordo com Ariella Steinhorn, membro do Blockstack Team, novas aplicações de redes sociais descentralizadas já estão sendo construídas e incluem aplicativos de compartilhamento de fotos e plataformas de microblog.

“Os dados dos usuários são armazenados com o usuário, e não os servidores de um intermediário que usa suas fotos, mensagens privadas e páginas de anúncios para vender aos anunciantes e criam algoritmos viciantes.”, afirma Steinhorn nesta publicação.

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