Previsões 2019 de Asimov: o que já temos em nossas vidas?

Escritor de ficção científica fez previsões para 2019 em 1983. E acertou muito, como sobre o uso massivo de computadores.

07/02/2019 às 17:00

Há 36 anos o escritor de ficção científica Isaac Asimov foi convidado pelo jornal canadense Toronto Star a fazer previsões sobre como seria a vida na Terra em 2019. Afinal, o ano chegou. E então, será que Asimov acertou alguma coisa em suas previsões 2019? Vamos mostrar para você!

Em primeiro lugar, é importante lembrar quem foi Isaac Asimov. Originário da Rússia, ele se naturalizou norte-americano, viveu e escreveu nos EUA. Nascido em 1919 e falecido em 1992, tem uma vasta e muito popular obra de ficção científica.

Dessa forma, juntamente com Arthur C. Clarke e Robert Heinlein, ele forma o grupo dos três grandes desse gênero literário. Asimov escreveu, então, mais de 500 livros, sendo que a “Trilogia Fundação”, sobre o Império Galáctico, é considerada sua obra mais importante.

Retrato artístico de Isaac Asimov, autor do best seller "Eu, Robô".

Isaac Asimov foi um dos maiores escritores de ficção científica e fez previsões 2019.

“Eu, Robô”, grande livro e filme

Entretanto, todos seus livros sobre robôs e robótica são fundamentais no contexto da ficção científica. Asimov criou as “leis da robótica”, uma série de padrões éticos para o comportamento das máquinas. E seu livro “Eu, Robô”, além de best seller, foi transformado em um grande filme. Veja o trailer:

Contudo, como foram as previsões do escritor para o ano de 2019? Aliás, futurologia é uma arte com baixíssima precisão. Em geral, futurólogos erram feio em suas visões de futuro. Mas com Asimov foi diferente: seu índice de acertos é bem alto nas previsões 2019.

Previsões 2019: ascensão da informática

Dessa forma, ele acertou em cheio ao prever o crescimento do uso de computadores, que era bem pequeno em 1983. Em resumo, o PC com Windows só surgiria em novembro de 1985.

Previsões 2019 do escritor Asimov incluíam o uso massivo de computadores.

Computador IBM de 1983, anos em que Asimov fez suas previsões 2019.

Entretanto, Asimov afirmou ao jornal canadense que as complexidades da sociedade tornariam impossível a vida sem computadores. E mais: que eles mudariam para sempre o trabalho e, além disso, seriam fundamentais nos lares.

Acertou em cheio, não é mesmo? Especialistas dizem que essa visão de futuro nas previsões 2019 foi extraordinária com os dados disponíveis. Na época, computadores eram pouco utilizados e tinham pouquíssimas funções.

Quer conhecer os celulares que vão mudar o mercado em 2019?

Mas e a vida repleta de lazer?

Outra previsão 2019 certeira de Asimov veio em uma de suas áreas de especial interesse, os robôs. Ele afirmou em 1983 que os robôs revolucionariam a maneira como se trabalha. E que ainda assumiriam atividades em escritórios e indústrias, forçando as pessoas a procurar novas carreiras.

Tudo isso aconteceu e acontece. Entretanto, ele exagerou ao prever que, com os robôs, as pessoas poderiam então optar por uma vida “rica em lazer e diversão”, sem trabalho. Isso permanece sendo uma utopia.

Dentre as previsões 2019 de Asimov, estava o domínio de robôs para diversas áreas de trabalho.

Uma das previsões 2019 se confirma: robôs mudaram completamente o trabalho na Terra.

No campo da educação, sua previsão foi de que, em 2019, crianças precisariam de professores apenas “para inspirar curiosidade”. Assim, elas aprenderiam tudo que necessitassem diretamente de seus computadores, em casa. A previsão não se confirmou, mas muitas escolas têm computadores em sala de aula. O que, entretanto, é diferente. Estudo somente em casa, sem professor humano, ainda é coisa de ficção científica? Nem tanto: alguns apps de ensino de línguas já funcionam assim.

Outra das previsões 2019 de Asimov: “Máquinas vão saber o que cada estudante precisa aprender. Não há maneira de o ser humano igualar esse poder educacional”. O escritor sofreu eventualmente algumas críticas por não ter previsto o surgimento da Inteligência Artificial. Mas ele não estava errado. Afinal, machine learning não usa obrigatoriamente IA? E nem seus robôs?

Degradação ambiental da Terra

Outras de suas previsões 2019 completamente acertadas foram sobre o grande crescimento populacional na Terra e, como consequência, o enorme avanço da poluição. Tudo isso aconteceu.

Mas Asimov eventualmente demonstrou uma excessiva confiança no ser humano. De acordo com ele, em 2019 a humanidade já teria desenvolvimento tecnológico para criar ferramentas capazes de reverter a degradação do ambiente. Infelizmente, estamos longe disso.

Isaac Asimov e o espaço

No entanto, Asimov errou suas previsões sobre o homem e o espaço. De acordo com ele, em 2019 a humanidade teria colonizado a Lua, tendo lá estações de mineração e uma usina de energia solar. Mas digamos que ele errou apenas por alguns anos. É que, hoje, várias empresas planejam ir nos próximos anos à Lua em busca de minérios, iniciando sua colonização. Quer saber mais? Leia este nosso artigo especial.

Asimov também disse, em suas previsões 2019, que a construção de uma estação espacial estaria adiantada. Entretanto, a ISS já está operacional há muito tempo.

Na verdade, a exploração da Lua deixou de ser prioridade com o colapso da União Soviética, em 1991. Sem o desafio de superar os soviéticos, a NASA passou a ter seus orçamentos reduzidos e optou por programas menos custosos, como os ônibus espaciais e a ISS. Contudo, o interesse pela Lua voltou a crescer muito nos últimos anos, especialmente pelas riquezas de seu solo. Empresas privadas, então, já se organizam para ir até lá.

Previsões 2019 de Asimov viam colonização e exploração de minérios lunar.

Previsões 2019 de Asimov erraram por pouco quanto à exploração da Lua. Afinal, a China já está lá.

A China começou a visitar nosso satélite (inclusive seu lado oculto). E a própria NASA, aliás, anunciou em 2017 um projeto de voltar à Lua, construindo instalações permanentes para pesquisa e exploração. Além disso, o empreendedor Elon Musk quer oferecer voos turísticos particulares para a Lua a partir de 2023.

Em síntese: na questão da exploração espacial, Asimov apenas se adiantou alguns anos porque imaginava que a competição EUA x URSS prosseguiria por muito tempo.

A arte de olhar para o futuro

Dessa forma, no que se equivocou nas previsões 2019, Asimov errou por pouco e de forma muito interessante. E o exame de suas previsões também demonstra como a arte de olhar para o futuro pode ser útil. Asimov eventualmente se perdeu em alguns detalhes, todavia descreveu com clareza as linhas gerais do desenvolvimento da humanidade.

Sua visão sobre a contaminação ambiental foi brilhante. Da mesma forma, a previsão de que iríamos à Lua em busca de seus minerais. E é uma pena que Asimov não esteja mais conosco para fazer novas previsões. Daqui a 30 anos a vida humana na Terra será, certamente, muito diferente. Novas profissões e atividades surgirão, muitas outras serão extintas.

Teremos que achar coisas diferentes para fazer. E, quem sabe, a previsão de Asimov de uma vida rica em lazer e diversão possa se tornar realidade.

Afinal, o certo é que as tecnologias não param de evoluir. Veja só as novidades apresentadas na CES de Las Vegas deste ano.

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