Afinal, de onde vem a previsão do tempo?

Um sistema enorme e complexo fornece dados para a elaboração da meteorologia. Mas erros fazem parte do processo. Entenda!

20/02/2018 às 9:39

Você abre o Facebook e se depara com o alerta: “não vá se molhar, leve guarda-chuva ao sair de casa”. Ou o Google, sem que você peça, também avisa: “amanhã será três graus mais frio do que hoje”. E pronto, depois de conferir a previsão do tempo praticamente no automático, você sai de casa munido – ou não – de itens como casaco e guarda-chuva.

Print da tela do Facebook que informa a previsão do tempo

E não para por aí! Seu smartphone pode ter um app para informar a temperatura do dia bem na tela inicial. Além disso, outros aplicativos oferecem uma gama de dados meteorológicos. Da pressão atmosférica à umidade, os horários do nascer e do pôr do sol. De fato, a previsão do tempo está na palma da mão, mas nem sempre foi assim.

Até a 2ª Guerra Mundial, a previsão do clima era assunto específico para as forças armadas. Depois, passaram a ser fundamentais para a aviação comercial. E lá em 1950, foram unificadas e disponibilizadas a todos com a criação da Organização Meteorológica Mundial (OMM) pela ONU. A OMM é responsável por coletar, unificar e distribuir as previsões a partir de dados fornecidos pelos países membros. No total, são 182 países e seis territórios.

Por terra, água e ar

Mas de onde vêm todos esses dados? Bem, uma rede gigantesca faz parte do processo. São 11 mil estações meteorológicas de solo, ao nível do chão, que coletam dados de até dez metros de altura, e seguem pelas estações dos aeroportos. Essas por sua vez medem ventos, pressão atmosférica, chuva e umidade do ar.

E tem mais! Cerca de 3 mil aviões comerciais coletam e enviam automaticamente informação sobre as altitudes maiores até 10 mil metros. Acima deles, balões-sonda recolhem dados a 30 mil metros de altitude. E as informações sobre as águas partem de 900 boias meteorológicas e 9 mil navios mercantes.

Previsão do tempo via satélite

Tem ainda, claro, dados que são compartilhados por satélites. São seis geoestacionários (que estão sempre sobre o mesmo ponto do planeta) e cinco de órbita polar. A OMM recebe essa montanha de dados a cada três horas, em três centrais principais – Melbourne (Austrália), Washington (EUA) e Moscou (Rússia). E em outras 15 localidades menores. Depois, processa as informações recebidas de todos os países membros e distribui para que cada nação possa fazer suas previsões.

Mas porquê não é 100%?

No mundo ideal, as previsões deveriam ser infalíveis. Mas não são, e por um motivo simples. Existem muitos lugares da atmosfera por onde nenhum avião consegue voar, áreas marítimas não navegáveis, muita terra firme longe de qualquer estação. E como o sistema meteorológico da Terra é um só e o clima de um ponto interfere no de outro, mesmo distante, essas lacunas geram equívocos por falta de dados.

Outro detalhe: se você consulta a previsão de tempo em duas ou três fontes diferentes, nota que, às vezes, há diferença. Mesmo quando feitas no mesmo estado ou município podem trazer disparidades. Como isso é possível? Fácil de responder.

Não podemos esquecer do fator humano. Os dados são sempre interpretados por meteorologistas, de vários institutos e empresas especializadas. E é inevitável que esses profissionais interpretem as informações recebidas de forma diversa. Por isso, você se depara com informações um pouco diferentes. Num app diz que amanhã vai chover. Enquanto, na televisão, a moça do tempo garantiu que ficaria apenas nublado.

A sua maneira

O fato é que acompanhar as previsões meteorológicas já se tornou um hábito, no Brasil e em todo o mundo. E o tempo está entre os assuntos mais comentado em conversas informais. Até o Google pergunta sobre o clima na sua cidade (para aperfeiçoar sua precisão).

Tem gente que não dorme sem ver a previsão na TV. Outros consultam o clima no smartphone a cada meia hora. Pode ser divertido!

Quer um app de previsão do tempo no seu telefone? Tanto para iOS quanto para Android a oferta é enorme, e muitos são excelentes. Vale escolher um com boas avaliações e uma interface da sua preferência.

Já através do site do Instituto Nacional de Meteorologia, você pode ver dados mais aprofundados. Por lá, as chances de acertos são boas. Não custa tentar!

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