Praças públicas digitais

Diferentes aplicativos - e o Facebook, claro - integram as tecnologias que promovem novos formatos de discussão, sobretudo, no período eleitoral.

20/02/2018 às 10:48

As redes sociais, em especial o Facebook, se transformaram em um campo de batalha diante do debate político nas últimas eleições presidenciais brasileiras. Ofensas públicas e até rompimento de amizades virtuais foram destaque. Como não lembrar da polarização entre partidos e das brigas na defesa por candidatos tão notória nesse período?

Para as eleições deste ano, as fake news são destaque por darem margem a manipulação através de meios digitais. O receio é que essas notícias falsas polarizem ainda mais a corrida eleitoral no Brasil, assim como aconteceu durante as eleições nos Estados Unidos. De tão quente, o assunto despertou o interesse do exército, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Polícia Federal. Unidos, esses órgãos prometem policiar a atuação dos robôs na internet.

Apps focados em debate político

Aplicativos surgem a todo momento com as mais diversas propostas. Inclusive, para promover o debate, ajudar a definir perfis políticos, ficar atento a propostas, e até expor denúncias relacionadas. Vale ficar por dentro desses novos formatos de discussão, sobretudo, nesse período que antecede a eleição presidencial brasileira.

From USA

Pensando exatamente nesse ambiente repleto de divergências, há pouco mais de dois anos, surgiu o Brigade. Trata-se de um aplicativo que funciona como uma rede social para discussões políticas. No app, hoje usado especialmente nos Estados Unidos, o usuário encontra diversos fluxos de debates nos quais pode votar. Ou seja, declarar se concorda ou discorda com determinado tópico.

Novidade em território nacional

No Brasil, uma proposta semelhante acaba de chegar. A Himni, empresa norte-americana, lançou por aqui o chamado VoteFace, plataforma para discussão política, que pretende atuar em todo o mundo. Ao baixar o app, o usuário responde a questões específicas e passa a opinar sobre consultas públicas em andamento no congresso nacional, por exemplo. Deste modo, todo eleitor pode conhecer melhor o seu perfil político. A partir disso, tem acesso a informações de candidatos que apresentam ideias semelhantes às suas.

Para educar os eleitores

Outra opção que instiga o debate político atende por Mixmind, e vai além. Para garantir uma discussão construtiva, o aplicativo atribui pontos ao usuário que se mostra respeitoso e educado no bate-papo. Em contrapartida, os desagradáveis e desrespeitosos perdem pontos. Os eleitores escolhem qual assunto desejam discutir e podem contribuir com posições conforme o assunto. Desenvolvido por Felipe Grinsztajn, estudante de design de mídia digital no Rio de Janeiro, o app é gratuito e está sendo desenvolvido sem fins lucrativos.

Inteligência artificial denuncia

Também tem uma iniciativa com um viés de delação e busca por provas. O chamado Serenata do Amor criou a Rosie: uma inteligência artificial capaz de analisar os gastos reembolsados, feitos por deputados federais e senadores em exercício, identificando suspeitas e incentivando a população a questionar os envolvidos. A Rosie já identificou R$ 3,6 milhões de reembolsos duvidosos.

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