Por que as startups quebram?

Vários cases comprovam: iniciar uma startup é fácil e empolgante. Mantê-la cada vez mais revigorada e desejada, nem um pouco.

O case da Pebble, que em 2012 arrecadou mais de US$ 10 milhões no site de crowdfunding Kickstarter e fez os VC´s implorarem para investir fez os investidores ficarem receosos de repetir o mesmo erro. O financiamento de risco para startups de hardware atingiu uma alta de oito anos em 2016, com investidores despejando US$ 4,4 bilhões em 624 startups, de acordo com o provedor de dados CB Insights.

Da mesma forma, os empresários de hardware estão ansiosos para usar uma campanha bem sucedida de crowdfunding como evidência da demanda do cliente por seu produto. O pensamento vai nesse sentido: se muitas pessoas estão dispostas a doar dinheiro ou pré-encomendar um produto que ainda não existe, certamente milhões vão querer comprá-lo. E mais de metade das startups de gadgets levantaram seu primeiro financiamento em um site de crowdfunding.

Muitas startups se foram

Mas leva tempo e muito dinheiro para trazer hardware para o mercado, e no último ano várias startups de hardware se foram. A Wearable Jawbone, apoiada em US$ 930 milhões, vendeu seus ativos. A empresa de cigarros eletrônicos Njoy, apoiada em US$ 181 milhões, fechou no ano passado e liquidou seus ativos. A fabricante de utensílios de cozinha Juicero, apoiada em US$ 100 milhões, também. Fuhu, de tablets; Zeebo, de console de jogos; e Olá, de rastreador de sono;  cada um com mais de US$ 50 milhões, cessaram as operações.

As razões das falhas

A principal falha identificada pelos analistas seria uma falta de demanda dos consumidores. A segunda razão seria o overspending, e a terceira o declínio do interesse após uma campanha de crowdfunding inicial. Os motivos não são muito diferentes daqueles que todas as startups falham. Resumidamente, os criadores mal sucedidos acreditam que suas empresas falharam porque não há uma necessidade de mercado para seu produto.

Crowdfunding e o futuro dos investimentos

Pode parecer óbvio, mas o culto ao empreendedorismo faz os fundadores iniciantes ignorarem os sinais de falha de suas ideias. Construir o futuro em torno da própria visão requer um pouco de irracionalidade. O crowdfunding exacerba esse problema de falsas esperanças, fazendo com que a demanda do cliente pareça mais forte do que realmente é. Os investidores impressionados por campanhas publicitárias robustas fariam bem em lembrar como a história de Pebble terminou: em dezembro de 2016, a startup fechou, vendendo seus ativos ao competidor Fitbit.


Fonte: Wired


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