Pagamento por aproximação: saiba onde a opção é a mais usada

Contrariando o rígido controle da internet, transações por smartphone são mania na China. Em outros países “cartões sem contato” ganharam espaço.

26/02/2018 às 15:49

Do ponto de vista ocidental é senso comum dizer que a transformação digital começa nos Estados Unidos. Mas quem vivencia a rotina de compra na China percebe o verdadeiro significado de abundância tecnológica. O pagamento por aproximação, feito com smartphones, através de “superaplicativos”, está disponível em todos os comércios chineses. Até feiras de rua, por exemplo, aceitam o que no Brasil ainda é uma alternativa.  

O mais surpreendente disso tudo? Observar o contraste entre a utilização da tecnologia financeira e o rígido controle da internet e redes sociais no país.

Mesmo com esse cenário, as empresas asiáticas avançaram, oferecendo um novo modelo de tecnologia financeira. Em particular duas delas: Tencent, desenvolvedora do WeChat, e o Alibaba, dona do Alipay. Elas mudaram os hábitos dos chineses e avançam para tornar o país o primeiro do mundo a não usar mais dinheiro.

Aproximadamente 60% dos pagamentos na China são feitos usando os aplicativos WeChat e o Alipay. Os dois promovem um número crescente de conveniências ao permitir uma vida sem dinheiro e contemplam recursos que facilitam o comércio eletrônico, passeios, reservas de bilhetes, pedidos de alimentos, pagamento de faturas, investimentos e muito mais.

Aliás, a forma de fazer pagamentos do WeChat e do Alipay é semelhante. O app gera um código QR na hora do pagamento que deve ser apresentado ao vendedor. O dinheiro é debitado imediatamente da conta bancária. Como alternativa, o comerciante ainda pode gerar códigos QR. Nesse caso, o cliente aproxima a câmera do celular e digita o valor a ser pago.

Números expressivos

O Wechat – também chamado de “superaplicativo” – chegou à China como um app de mensagens, que é tão popular quanto o WhatsApp no Brasil. Entretanto, foi além. Atualmente, o Wechat integra diversas outras funcionalidades e possibilita que os usuários realizem diversas ações sem sair do aplicativo.

Esse pode ser um dado importante sobre o porquê o formato de pagamento se alastrou com facilidade no país. Levando em consideração que os chineses já eram fãs do Wechat, seguir usando as atualizações do app, digamos, é mais fácil que aprender a usar uma nova tecnologia. Talvez a febre não fosse a mesma se eles tivessem de aprender a usar um aplicativo específico para uma única função, recém lançado, algo inédito no mercado. 

Bem, teorias à parte, duas funções do Wechat são bastante populares. Tem o Scan-and-Pay, que viabiliza o uso de QR Codes para pagamentos offline. Pra completar, a Go Dutch, que facilita o atendimento em restaurantes e bares ao permitir pagar no próprio app.

Os “superaplicativos” chineses registram números expressivos. O Wechat é responsável por cerca de 40% dos pagamentos mobile, enquanto o Alipay por 54%.

Pagamento por aproximação: saiba onde a opção é a mais usada.

Imagem: reprodução

Seguindo os passos da China

Austrália, Canadá e alguns países europeus também mudaram seus hábitos de compra. Não exatamente como os chineses que pagam com celular, mas parecido. A opção são os chamados “cartões sem contato”. Nesses locais, grande parte da população opta por usar esses cartões que também utilizam a tecnologia Near Field Communications.

E no Brasil, quando o pagamento por aproximação vai pegar?

Seguindo a proposta de “superaplicativo”, no Brasil existe a 4All. Assim como algumas outras startups brasileiras, a ideia da empresa nacional é fazer pegar o pagamento por aproximação.  A 4All vai um pouco além do Samsung Pay, pois além de pagamento mobile, permite pedir comida, chamar táxi, reservar restaurante.

Além dessa iniciativa, outros aplicativos, cartões, pulseiras e adesivos já foram lançados por aqui. Mas, de fato, o brasileiro ainda não abriu mão dos cartões de crédito e débito. Não se pode  prever quando o pagamento por aproximação vai pegar em terras canarinhas, como na China, na Austrália, no Canadá e Europa. O jeito é aguardar para saber!

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