Os benefícios de dirigir um carro sem condutor

Descubra quais foram as primeiras impressões do investidor Albert Wenger sobre pilotar veículos autônomos.

O fenômeno dos veículos autônomos já é uma realidade, liderado por diversas empresas novas no segmento, como Tesla e Google, e por tradicionais montadoras, como Volvo e Nissan. Esses automóveis contam com um complexo sistema de sensores integrado a um GPS para que possam operar automaticamente, sem a ajuda de motoristas.

Muito se tem falado sobre esses veículos e, por isso, Albert Wenger, parceiro de uma investidora dos Estados Unidos, decidiu testá-los e expor as suas impressões. Após dirigir – ou nem tanto – um carro autônomo ao longo de um final de semana, ele identificou as duas maiores mudanças que impactam os motoristas quando comparamos a veículos tradicionais.

Imagem de uma pessoa dentro do carro, com as mãos no volante
Crédito da imagem: David Paul Morris | Bloomberg | Getty Images

Dirigindo em tráfego intenso

Em rodovias de tráfego intenso, como as que nos levam a aeroportos, por exemplo, é muito comum que tenhamos que parar e acelerar o carro a todo momento à medida que o trânsito flui. Esse processo pode ser muito entediante para um motorista, que precisa ter a atenção focada sempre no veículo à frente.

É neste momento no qual sentimos o grande impacto do piloto automático dos veículos autônomos. Com o sistema de sensores, ele identifica os carros à frente, parando e acelerando de acordo com a fluidez do trânsito. Assim, o motorista pode se envolver ativamente em uma conversa com os passageiros, por exemplo, e sentir o tempo passar muito mais rápido.

Menos velocidade, menos multas

A segunda conclusão à qual Albert chegou em sua experiência com veículos autônomos tem relação com as multas por excesso de velocidade. Ele percebeu que dirigir acima do limite era algo que ele fazia para se manter ocupado ao volante. Mais uma vez, o piloto automático entrou no jogo para mudar a experiência.

Com a oportunidade de realizar outras atividades enquanto o carro é pilotado, o sistema, automaticamente, respeita os limites de velocidade da rodovia e nunca conduz a uma velocidade maior do que o permitido. Além de tornar a experiência da viagem mais agradável, ele evita as numerosas multas por excesso de velocidade.

Atualmente, o piloto automático desses veículos ainda exige que o motorista posicione as mãos sobre o volante. Caso a ordem não seja seguida, o condutor é alertado e o sistema de direção automático é desativado durante o resto da viagem. Mesmo assim, o novo formato de condução vem com tudo e em breve. A Ford, por exemplo, anunciou que pretende comercializar os veículos a um preço acessível até 2025.


Fonte: Continuations


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