Não sabe se escolhe o iPhone X ou o iPhone 8? Psicólogos têm nome para essa sua indecisão

Para os Applemaníacos a decisão entre o modelo normal e o Plus já era difícil. Agora veio o X, para complicar ainda mais. Precisamos de ajuda.

05/11/2017 às 17:13

Eles são caros. Check. Eles são irresistíveis. Check. Até o ponto de considerar se você precisa de fato deles e está disposto a pagar a fortuna que custam (ainda mais no Brasil) é um longo percurso. E isso recebeu até classificação psicológica.

“É um exemplo clássico do que chamamos de tarefa de decisão multiatributo”, diz Ben Newell, psicólogo cognitivo da Universidade de Nova Gales do Sul, de Sydney, entrevistado originalmente para esta reportagem. É um termo para situações nas quais você considera múltiplas opções, cada uma com atributos usados para tomar a decisão. Se você já comprou um laptop, uma TV, ou qualquer coisa que precise de comparações e análises, lidou com uma decisão de atributo múltiplo.

A compra de telefones celulares e carros são bons exemplos desse processo. “Quando executamos experimentos que examinam os tipos de escolhas que as pessoas fazem e suas razões, muitas vezes os fazemos decidir entre telefones”, diz Newell. Eles são fáceis de desconstruir em suas especificações constituintes, como o número e a qualidade de câmeras, tamanhos de tela, a superioridade relativa de suas telas e, claro, os preços.

A chave da questão é o que Newell chama de “estratégia aditiva ponderada para a tomada de decisão”. Nela, atribuímos para cada especificação um número correspondente à sua importância relativa. Por exemplo, o que você mais valoriza? Um telefone que se encaixa em seu bolso traseiro ou uma bateria que não acabe em poucas horas? Se for o último, a vida da bateria recebe um número maior do que o fator de forma.

Simples na teoria, mas na prática, quase ninguém se preocupa com esse cálculo. Gadgets cheios de funções e com design apurado podem minar decisões racionais.

É o caso dos iPhones, especialmente com o lançamento do X, que complica ainda mais as coisas. Muitas pesquisas sugerem que adicionar uma terceira escolha a um campo de duas pode afetar a avaliação. As pessoas baseiam suas decisões de compra não apenas nos atributos do produto que estão comprando, mas nos atributos daqueles que não compram.

Os psicólogos chamam isso de efeitos de contexto, e um dos melhores estudados é um fenômeno conhecido como efeito de compromisso. Digamos que você tenha duas opções (A e B) que diferem em duas dimensões (qualidade e acessibilidade). A opção A é mais agradável, mas a opção B é mais barata. Adicionando uma terceira opção, C, que é ótima, mas cara, produz o efeito de compromisso: na presença da opção C, a opção A torna-se uma opção de compromisso e sua atratividade aumenta.

Os iPhones lançados em 2017 seguem exatamente essa lógica. No caso dos 8 e 8 Plus, o 8 é mais acessível, mas o Plus mais desejável. Duas câmeras em vez de uma, mais modos de fotografia, maior exibição e assim por diante. Quando a Apple adiciona o iPhone X às ofertas, o iPhone 8 Plus torna-se um compromisso entre a acessibilidade do 8 e o padrão premium do X. Só o tempo vai dizer o quanto a teoria faz sentido. Enquanto isso, se estiver considerando a compra, tente avaliar pelo modo racional.


Fonte: Wired

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