Moda e tecnologia: ser high-tech é tendência

Cetim feito com casca de laranja. Modelos para carregar a bateria do celular. Tecidos que se regeneram. Até a Miroslava apostou nessa!

15/02/2018 às 9:17

Casacos grossos de inverno são guardados em sacolinhas que cabem na palma da mão. Tecidos com filtro de proteção solar contra queimaduras. Camisetas sempre cheirosas. Vestidos que brilham no escuro ou mudam de cor. Tênis para aumentar o desempenho na corrida diária. Sapatos com painéis de LED que permitem a criação de mensagens luminosas. Em suma: moda e tecnologia desfilando lado a lado.

Impossível vestir os lançamentos da indústria de confecção e calçados, sem nos darmos conta do quanto a tecnologia acompanha a moda. As fashion weeks, que apresentam as tendências para as próximas estações, trazem novidades próximas a filmes de ficção científica. As peças também refletem o espírito da contemporaneidade: uma moda sustentável, que pede por consumo consciente. 

As maravilhas da high-tech fashion

Inspire e expire

A marca britânica CuteCircuit faz roupas e acessórios que se comunicam digitalmente, para homens e mulheres. Já inventou bolsa clutch e vestido que recebem mensagens de texto, minissaia que troca de estampas por um aplicativo. Sem falar no vestido com Grafeno, material maleável e condutor de eletricidade, que muda de cor de acordo com o ritmo da respiração.

Foto do vestido criado com Grafeno pela CuteCircuit. Imagem ilustra texto sobre moda e tecnologia

Imagem: divulgação

Energia limpa

Não é de hoje que a designer de moda holandesa Pauline Van Dongen cria roupas tecnológicas. Entre elas, modelos que carregaram a bateria do celular. Para isso, basta conectar o smartphone a uma entrada micro USB que fica dentro do forro, bem escondida, sem nenhum volume. E claro ficar sob o sol por pelo menos duas horas. A ideia de Pauline é difundir a moda sustentável, afinal a roupa usa energia limpa – a solar – para carregar a bateria, sem deixar de ser fashion.

Foto de duas modelos usando o vestido que carrega celular de Pauline Van Dongen. Imagem ilustra texto sobre moda e tecnologia

Imagem: divulgação

Foto do mecanismo que recarrega o celular e fica escondido no forro da roupa assinada por Pauline Van Dongen. Imagem ilustra texto sobre moda e tecnologia

Imagem: divulgação

Sempre nova

E que tal um tecido que se regenera? Sim, se a sua camiseta rasgar ou furar, basta esfregá-la por poucos segundos. A partir da fricção e do calor, o tecido se recompõe. Um incrível exemplo de moda e tecnologia que além de tudo é sustentável! A criação é da Imperial Motion, empresa norte-americana que lançou o nano tech cure com essa possibilidade.

By Miroslava Duma

Investir na dobradinha fashion & tech – em português moda e tecnologia – é algo que rende mais até que bitcoins. Até a Miroslava Duma deixou um pouco os flashes de lado para pôr seus bilhões em tecnologia de moda. Ao que tudo indica, a iniciativa aconteceu, pois a russa se preocupa com a poluição causada pela indústria têxtil. Com o objetivo de reduzir o impacto ambiental gerado pela fabricação de tecidos e outros produtos, a it girl criou a Fashion Tech Lab, nos Estados Unidos. O capital inicial: 50 milhões de dólares.

Toque de fruta

No portfólio da FTL, há produtos que nos surpreendem, como o uso de fibras de casca de laranja para o desenvolvimento de tecidos de luxo, por exemplo, o cetim. O estilista italiano Salvatore Ferragamo já aplica essa inovação em suas coleções.

Foto da campanha Orange Finger que mostra uma camisa feita em seda de fibra de laranja. Imagem ilustra texto sobre moda e tecnologia

Imagem: divulgação

Moda e tecnologia nas fashion weeks

Bem, as semanas de moda da Europa e EUA já começaram e se estendem até março. São lançamentos que provam que se preocupar com o ambiente é tendência, tanto quanto investir em tecnologia. E, claro, em breve, tudo – ou quase tudo – tem destino certo: o seu guarda-roupa. 

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