Confira a máscara Xiaomi, que vai se higienizar sozinha

Nova máscara protetora tem tecnologia sofisticada para combater a Covid-19

20/05/2020 às 9:00

A fabricante chinesa Xiaomi anunciou a produção de máscaras faciais, que evitam a contaminação pelo vírus causador da Covid-19. Primordialmente, a máscara Xiaomi tem como grande diferencial o fato de se autolimpar.

A auto higienização ocorre, em resumo, por meio de luz ultravioleta, sempre que for colocada na tomada para recarregar. Dessa maneira, a máscara é elétrica, mas definida como um produto inteligente.

Protótipo da máscara Xiaomi.
Protótipo da máscara Xiaomi que se auto-higieniza quando ligada em uma tomada.

Máscara Xiaomi de padrão hospitalar

O desenvolvimento da máscara Xiaomi é chamado pela fabricante de Project Aeri. Ela deverá ter o padrão de qualidade hospitalar definido pela sigla N95. Inegavelmente, esse é o padrão recomendado pela Organização Mundial de Saúde como o mais eficiente para barrar o novo coronavírus. 

Aliás, o produto deverá ter outras características. Em primeiro lugar, se uma pessoa estiver usando a máscara Xiaomi, ela não irá interferir nas câmeras de reconhecimento facial, e nem no desbloqueio dos celulares.

Depois, para evitar que usuários com óculos tenham as lentes embaçadas, a nova máscara terá ventiladores internos que expulsarão o ar da respiração.

Imagem da máscara Xiaomi com ventiladores.
Máscara elétrica com ventilador da Xiaomi.

Adaptação de uma tecnologia já comprovada

O desenvolvimento da nova máscara está sendo feito pela Huami, subsidiária da Xiaomi que também produz os relógios inteligentes da marca.

O sistema de ventilação do novo produto é usado em outra máscara da Xiaomi, chamada de Mi Airpop e criada para o mercado da Índia. Por lá, a Mi Airpop oferece proteção contra a poluição do ar, um problema comum de algumas cidades indianas.

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Foco em máscaras faciais

Antes da pandemia, em fevereiro deste ano, a empresa havia patenteado, nos Estados Unidos, mais um modelo de máscara que registra informações sobre a respiração do usuário.

Assim, dá para ver que a marca chinesa tem foco há tempos na pesquisa e na produção de máscaras. E, obviamente, no avanço da tecnologia envolvida.

Máscara Xiaomi com pequeno computador

Só para exemplificar, a nova máscara Xiaomi deverá ser equipada com uma espécie de pequeno computador. Nesse sentido, ele irá coletar dados da pessoa por meio de sensores, como acelerômetro e giroscópio. Todos esses dados serão armazenados pela própria máscara e, por fim, poderão ser transmitidos para outros aparelhos.

Os sensores irão verificar, no caso, se o usuário está parado, caminhando ou correndo. Os filtros de ar e todo o processo de desinfecção serão alimentados por uma pequena bateria incorporada à máscara Xiaomi.

Expectativa pelo lançamento

Ainda não foi revelada uma data de lançamento para o produto, e nem se sabe se ele chegará ao Brasil. Entretanto, se isso ocorrer, será por meio da loja oficial da Xiaomi em nosso país.

Aliás, a expectativa é de que o lançamento ocorra o mais rápido possível, para realmente colocar o produto no combate à pandemia.

A Xiaomi é uma das grandes produtoras de tecnologia digital no mundo, com uma gama de opções surpreendente e sempre com qualidade reconhecida no mundo.

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Máscaras made in Brasil

Não apenas a Xiaomi está desenvolvendo novos modelos tecnológicos de máscaras faciais, como também diversos outros centros de tecnologia do mundo. Aqui no Brasil está evoluindo uma parceria entre a startup paulista Nanox e a indústria de brinquedos plásticos Elka.

A máscara já está em início de produção e é construída com base em um polímero flexível muito semelhante à borracha. Por conseguinte, esse polímero se adapta aos contornos do rosto do usuário.

Imagem da máscara da Nanox e Elka.
Máscara da Nanox/Elka se adapta ao rosto do usuário.

Boa capacidade de filtragem

Sob o mesmo ponto de vista do uso de alta tecnologia, promete boa capacidade de filtragem graças a micropartículas de sílica e prata, incorporadas à superfície do material.

Segundo a Nanox, as micropartículas aumentam o nível de proteção da máscara, pois evitam a adesão em sua superfície de fungos e bactérias que facilitam a proliferação do novo coronavírus.

Médicos serão os primeiros clientes

A Elka é uma fabricante de brinquedos plásticos, como a Galinha Pintadinha. Desse modo, resolveu fazer parceria com a Nanox com o propósito não só de combater a Covid-19, bem como de compensar a queda na venda de brinquedos.

A capacidade de produção, que começou em maio, será de 600 mil peças por mês, a partir de junho deste ano. Em princípio, médicos e hospitais, serão o público preferencial, porém mais tarde haverá venda também ao público em geral.

Custo baixo e limpeza fácil

Aliás, a proposta é de que a máscara brasileira tenha padrão de qualidade hospitalar, porém com custo bem menor em relação aos modelos convencionais. Além disso, ela terá a vantagem de ser facilmente lavável, restando ao usuário apenas trocar os filtros.

Na região das bochechas, a máscara tem dois filtros, que são removíveis e devem ser trocados por novos. Só para ilustrar os bons resultados, testes feitos com protótipos demonstraram que a máscara tem eficiência de 95% na filtragem de bactérias e vírus, semelhantemente à máscara Xiaomi. Além disso, os filtros são recicláveis.

Valor para o consumidor final

Por fim, o preço para o consumidor final deverá ficar entre R$ 20 e R$ 30, para um kit com uma máscara e dez filtros de reposição.

E então, gostou de saber das notícias sobre as máscaras? Aqui, no Vivo Guru Blog, estamos sempre atentos às novidades tecnológicas que podem ajudar no combate ao coronavírus. Por isso, fique com a gente!

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