IoT ganha novos protagonistas

Apple, Google e Amazon apresentam seus assistentes virtuais sob novos formatos e suas plataformas para desenvolvedores.

21/06/2017 às 20:19

A Internet das Coisas (IoT) voltou a ser o centro das atenções nas últimas semanas com as novidades apresentadas nos eventos I/O e WWDC, respectivamente, onde o Google e a Apple apresentaram as suas novidades para sistemas operacionais e gadgets. As grandes surpresas dos gigantes do Vale do Silício evidenciam como seus assistentes virtuais devem ganhar espaço além dos smartphones e a diversidade de tarefas que serão delegadas a eles em ambientes domésticos.

Assistentes virtuais

Tanto o Homepod, da Apple, como o Home, do Google, cumprirão a função de um alto falante que também recebe comandos por voz dos usuários para a reprodução de mídia, realização de buscas e exibição de conteúdos em dispositivos conectados a eles, como tablets, smartphones e televisores.

Apesar do anúncio quase que simultâneo de ambos, o lançamento da Apple tem gostinho de revanche. No mesmo passo, correndo por fora, vem a Amazon, que também apresentou o seu assistente, o Alexa, com uma abordagem tecnológica semelhante a do Google: sua plataforma será aberta para desenvolvedores conectarem dispositivos e proporem novas aplicações.

A entrada da Amazon como uma terceira força brigando por espaço entre o Google e a Apple só reforça a ideia de que o mercado está deixando para trás a visão de que IoT é um conceito distante do dia a dia. De acordo com a consultoria IDC, atualmente, existem 13 bilhões de dispositivos conectados à internet. A projeção é que, em 2020, sejam 30 bilhões. É possível, em pouco mais de dois anos, conectar outros 17 bilhões de dispositivos?

Carros autônomos, Indústria 4.0 e wearables

No passo em que o Google e o Uber vêm testando seus veículos autônomos pelas ruas da Califórnia e a forma como grandes empresas estão aderindo à visão de Indústria 4.0, as conexões serão ampliadas rapidamente.

Em Ansbach, na Alemanha, funciona desde o ano passado a primeira Speed Factory da Adidas, que iniciou suas atividades entregando um tênis todo desenvolvido por robôs, o Futerecraft M.F.G. Nesse modelo de gestão e fabricação, todo orientado por máquinas, a marca alemã consegue reduzir em 18 meses o processo que envolve a pesquisa, o desenvolvimento, a produção e o lançamento de um modelo de tênis totalmente novo.
O que IoT tem a ver com tudo isso?

Com redes de informações cada vez mais conectadas e dispositivos conectados a elas, a indústria consegue identificar tendências de consumo e comportamento mais rapidamente e ativar toda a sua cadeia de fornecedores quase que ao mesmo tempo que percebe as mudanças nas ruas e as demandas dos consumidores nas lojas.

Onde os lançamentos do Google e da Apple conectam-se com a Speed Factory?

A conectividade proporcionada pelas IoTs tornarão informações e serviços mais acessíveis. Isso aumentará a produtividade de pessoas e empresas, como é o caso da Adidas, e o acesso a informações complexas ou que nem mesmo tínhamos disponíveis há bem pouco tempo.

Os wearables são um bom exemplo de como podemos desfrutar hoje dos benefícios da IoT. Pulseiras como a Vivofit, da Garmin, monitoram as atividades e a qualidade de sono dos usuários. Por bluetooth e através do app Garmin Connect, um usuário pode visualizar qual é a sua média de sono à noite, como está sua rotina de atividades físicas e obter insights com recomendações para realizar mais exercícios ou buscar noites mais tranquilas de sono.

Em um futuro não muito distante, esses dados poderão ser compartilhados diretamente com serviços de saúde, que farão em tempo real recomendações personalizadas e com respaldo médico.

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