Inteligência Artificial do Facebook ajuda a detectar publicações suicidas

Quando necessário, a rede social entrará em contato com responsáveis locais para que eles ofereçam ajuda ao usuário em risco.

16/12/2017 às 11:13

Milhares de pessoas expõem informações íntimas em seus perfis do Facebook por desconhecerem o alcance e a amplitude que aquele conteúdo pode ganhar. E, sim, no geral, essas informações são banais, no sentido de que são retratos do dia-a-dia, ou são opiniões e compartilhamento de conteúdos que concordam com o perfil da pessoa. No entanto, a publicação também pode ser um alerta sobre o estado da saúde emocional do perfil.

Pensando nisso, o Facebook criou uma Inteligência Artificial que vai avaliar padrão de ideias suicidas em publicações e, quando necessário, enviará material sobre saúde mental para o usuário em risco, para seus amigos, ou vai entrar em contato com responsáveis locais para investigar o caso e, acima de tudo, oferecer ajuda imediata.

Com essa tecnologia, o Facebook vai conseguir reduzir o tempo de espera de ajuda para uma pessoa que está pensando em automutilação ou suicídio.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, elogiou a atualização do produto em uma publicação hoje, escrevendo que “no futuro, a AI poderá entender mais as sutis nuances da linguagem e também poderá identificar diferentes problemas além do suicídio, incluindo a detecção rápida mais tipos de bullying e ódio “.

No passado, a empresa de Zuckerberg já testou o uso de AI para detectar postagens preocupantes nos EUA. Agora, o Facebook irá explorar todos os tipos de conteúdo em todo o mundo com este IA, exceto na União Européia, onde as leis de privacidade da Proteção Geral de Proteção de Dados no perfil de usuários complica o uso desta tecnologia.

Suicídio no Brasil

Cerca de 11 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no Brasil, segundo o 1º boletim epidemiológico sobre suicídio, divulgado pelo Ministério da Saúde e comentado pelo Pragmatismo Político.

Em complemento, o sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, criador do Mapa da Violência 2017,  comenta para a BBC que o suicídio também cresce no conjunto da população brasileira. Isto é, a taxa aumentou 60% desde 1980. Em números absolutos, foram 2.898 suicídios de jovens de 15 a 29 anos em 2014, um dado que costuma desaparecer diante da estatística dos homicídios na mesma faixa etária, cerca de 30 mil.

Ainda de acordo com o estudo, uma das grandes dificuldades enfrentadas é falar com jovens sobre o assunto, uma vez que muitas vezes, estratégias que funcionam com adultos não têm o mesmo resultado quando usadas com adolescentes – e, entre as peculiaridades desse grupo, está a forma como usa a internet e as redes sociais.

É lendo relatos assim que compreendemos a importância do posicionamento do Facebook frente à questões que envolvem saúde mental. Como a maioria das pessoas está ativo na rede social, é importante que ela, como empresa, possua políticas e projetos de prevenção que prestem auxílio para os usuários e, por consequência, para a sociedade.


Fonte: TechCrunch, FastCompany

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