Telefones em automóveis: conheça a história

Os telefones em carros existem desde 1940 e usavam tecnologia com a mesma base dos celulares contemporâneos.

26/02/2020 às 14:00

Atualmente, nada mais comum, prático e simples do que usar telefones em automóveis. É possível ouvir música, ou ainda usar o GPS para se orientar nas viagens. Dá também para usar o bluetooth e falar no smartphone, sem usar as mãos. Entretanto, telefones portáteis só se popularizaram recentemente. Porém, isso não significa, que eles não estivessem presentes em alguns automóveis há mais de 70 anos.

Inegavelmente, eram outros tempos e outras tecnologias, que vale a pena lembrar em uma viagem com imagens surpreendentes. Faça conosco um passeio pela história logo abaixo, você irá gostar!

Tudo começou com Motorola

Em 1930, a Motorola desenvolveu um rádio para carros. Porém, não parou por aí. Em 1946, os primeiros telefones para automóveis. Eram geringonças gigantes, cujo mecanismo principal ficava em uma caixa no porta-malas e pesava nada menos que 40 quilos.

Telefones em automóveis: conheça a história.
Na década de 1940, era permitido falar ao telefone e dirigir ao mesmo tempo.

Telefones com rede de células repetidoras

Para que o sistema funcionasse, a Motorola estabeleceu parceria com a empresa telefônica Bell, que instalou uma rede de repetidoras de sinais de rádio pelos Estados Unidos. Em 1948, o sistema abrangia 60 cidades e tinha cerca de 4 mil usuários, com os telefones funcionando através de ondas de rádio.

Telefones em automóveis: conheça a história.
Homem falando no telefone de seu carro na década de 1950.

Ondas de rádio são a base do sistema

Cada uma das repetidoras (caixas à prova d’água, presas em postes nas ruas e estradas) era chamada de “célula”. E assim nasceu o conceito da telefonia celular, que na base não mudou em nada até hoje. Similarmente, os sinais continuam se propagando por ondas de rádio.

Telefones em automóveis: conheça a história.
Há cerca de 70 anos, nada era mais moderno que um telefone no carro.

A Motorola logo ganhou a concorrência de muitas outras companhias, e o sistema de telefones em carros se espalhou pelos país mais rico da época. Aliás, vale a pena conferir este vídeo dos anos 1950, da Grã-Bretanha, que também aderiu ao sistema:

30 minutos para conseguir uma ligação

Todavia, o serviço era caro e nem funcionava bem: eram muitas as áreas sem cobertura. Mas não impediu a febre e logo todo mundo queria ter um telefone em seu automóvel. Filas de espera de quatro a cinco anos chegaram a se formar nas empresas fornecedoras dos telefones.

Na época, em Nova York, 2 mil usuários compartilhavam apenas 12 canais de rádio. Em conformidade, o tempo de espera para conseguir uma ligação era normalmente de 30 minutos. Já nos anos 1960, o tamanho e o peso do equipamento diminuíram, mas os telefones de carro ainda estavam longes de ser portáteis.

Inclusive, vale destacar que o primeiro alerta sério sobre os riscos de telefonar e dirigir ao mesmo tempo foi dado em 1969 por Martin Cooper, o engenheiro da Motorola que posteriormente criaria o celular portátil.

Como se fosse “Bond, James Bond”

Com a evolução da tecnologia, no final dos anos 1960, algumas companhias desenvolveram telefones para carros que cabiam em uma maleta executiva. Veja só:

Telefones em automóveis: conheça a história.
O máximo em sofisticação: um telefone dentro de uma maleta.

Era o sonho de consumo naqueles anos! Em síntese, havia a promessa de que todos os usuários se sentiriam como o agente secreto James Bond, o 007. Ao mesmo tempo, surgiam os primeiros milagres da eletrônica, como memória para dez contatos e memorização automática do último número discado.

Telefones em automóveis: conheça a história.
Na foto dos anos 1970, um dos primeiros celulares.

Portanto, isso levaria ao fim dos telefones feitos especialmente para veículos. Porém, durante toda a década de 1980, os aparelhos feitos para carros ainda seriam mais populares que os celulares. O boom da telefonia celular só ocorreu a partir de 1990, e então os telefones para automóveis enfrentaram o fim de sua existência.

Uma bela trajetória tecnológica

Entretanto, é inegável que foi uma história rica e que deixou as pessoas mais próximas uma das outras. Veja este anúncio de revista do início dos anos de 1960:

Telefones em automóveis: conheça a história.
“Homem chegando em casa a 186 mil milhas (197 mil quilômetros) por segundo” – era isso que os telefones nos carros faziam.

Em síntese, os telefones para carros foram extintos pelo avanço da tecnologia, que permitiu a miniaturização dos componentes. Hoje, graças a esses avanços, o telefone para carro é o mesmo para o trabalho ou para a casa. E não apenas é um telefone, mas também uma ferramenta com múltiplas funções.

Aliás, aproveite o tema e leia sobre tecnologias antigas. Além disso, veja também um texto que fizemos sobre museu de sons de antigos. E já que o assunto é carro, temos uma matéria bem especial sobre compartilhamento de automóveis. Ganhe conhecimento e divirta-se!

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