Games online: atenção para os pequenos não esvaziarem o seu bolso!

Na Grã-Bretanha, foram registrados vários casos de crianças que usaram cartões dos pais em games online.

21/10/2019 às 9:00

Aconteceram recentemente na Grã-Bretanha diversos casos de crianças e adolescentes que gastaram muito dinheiro (dos pais, é claro!) em games online. Igualmente houve um caso na Flórida, Estados Unidos: as economias de uma família desapareceram, gastas pelos filhos jogando Fifa.

Na terra da rainha Elizabeth, o fato provocou um grande debate. Afinal, o controle dos pais é suficiente? Qual é, portanto, a responsabilidade dos adultos?

Um deputado já pediu uma “regulamentação mais apertada” para games online. Ele alega a possibilidade de os jogos de internet se tornarem um portão de entrada para os jogos de azar. Damian Collins, dirigente da entidade britânica que controla meios digitais, cultura, mídia e esportes, garante que o problema é muito real e toma dimensões importantes.

 Games online são ótimos, desde que não causem prejuízo.
Games online são ótimos, desde que não causem prejuízo.

Para Collins, as empresas que vendem games online deveriam emitir alertas quando notassem atividade suspeita. Da mesma forma, deveriam avisar quando há grande aumento de frequência por parte de um jogador. Dessa maneira, ele quer um procedimento similar ao dos bancos, que notificam o correntistas em caso de movimentações estranhas em uma conta.

Prejuízos com games online

Vale a pena conhecer algumas das histórias relatadas para a agência de notícias britânica BBC:

Um pai contou que tem um filho de 22 anos com paralisia cerebral e capacidade cognitiva similar à de uma criança de 7 anos. Suas únicas diversões são seu iPad e seu Play Station. Em apenas três meses, sem que os pais notassem, o jovem gastou cerca de R$ 16 mil em um jogo chamado Hidden Artifacts.

 Games online são ótimos, desde que não causem prejuízo.
Jovem com paralisia cerebral gastou sem saber muito dinheiro no jogo Hidden Artifacts.

Os pais tentaram recuperar o dinheiro, sem sucesso. Susan Breare, a mãe, disse ainda que é “extremamente triste que pessoas vulneráveis sejam vítimas do que deveria ser um jogo educacional”.

Já a escocesa Susan Taylor contou que seu filho de 16 anos gastou mais de R$ 10 mil com o jogo NBA, da Electronic Arts. Em suma, ele usou o cartão bancário da mãe, que só notou quando ficou sem fundos. A Electronic Arts não foi sensível a seus pedidos de reembolso. E o rombo nas finanças familiares virá exatamente das economias para pagar a faculdade do filho.

Sem reembolso

Por outro lado, um inglês chamado Anon relata um prejuízo de cerca de R$ 3.500 com jogos online. No caso, com o jogo Clash of Clans, preferido pelo filho de 12 anos. De acordo com Anon, o menino tinha sua própria conta bancária infantil, subsidiada pelos pais, e usou-a para comprar itens para o jogo. Ele não entendeu a relação entre suas compras e dinheiro real, e acabou sem fundos. Anon tentou ainda reaver o dinheiro, mas só ganhou um pequeno brinde da produtora do jogo.

Outra história é ainda contada por Julia Pennycuick. Em apenas poucas horas de um dia R$ 500 sumiram de sua conta, quando sua filha de 11 anos baixou o mesmo jogo (Minecraft) por três vezes. Aliás, a menina de agora em diante só pode jogar offline, fora da internet.

Para evitar gastos indesejáveis com games online, não libere cartões de crédito ou senhas para crianças e adolescentes
Games online são ótimos, mas já existem relatos de crianças gastando muito dinheiro sem que os pais saibam.

Semelhantemente, uma mãe chamada Claire conta que instalou o jogo Mini Golf King em seu telefone para a diversão de seu filho de 5 anos, que é autista. O menino sabe que não deve gastar dinheiro em games online, mas de alguma forma o jogo conseguiu vender-lhe itens no valor de R$ 1.500. Os pedidos de reembolso não tiveram sucesso, apesar da argumentação de que a criança autista é vulnerável.

Assim, diz a Claire que o menino ficou inconsolável, porque acreditava que as moedas fossem de faz de conta. Foi então falha de supervisão da mãe? Ela simplesmente confiou que um jogo descrito como “para crianças de 3 anos e mais” fosse seguro.

Amostra grátis custou caro

Existem ainda muitos outros casos tão preocupantes quanto esses. Um menino de 15 anos gastou de uma vez só R$ 5 mil no jogo Fortnite. Ele vai reembolsar a família lavando o carro dos pais por 15 anos. Outra mãe deixou um telefone velho com login no Google Play e seu filho pequeno acabou gerando uma conta de R$ 480 por uma “amostra grátis” de um jogo. O período de teste durou uma semana e depois a cobrança foi afinal feita.

Cuidado com as senhas

Aliás, não existem relatos públicos de casos semelhantes no Brasil. Mas parece improvável que nenhum pai ou mães tenha até agora enfrentado prejuízo com games online dos filhos.

Mas, então, como evitar essas situações? Em primeiro lugar, não liberando cartões de crédito ou suas senhas para crianças e adolescentes. Em segundo lugar, quem tem criança em casa deve cuidar para não armazenar no telefone suas senhas de cartões.

Family Link, ferramenta de proteção

A loja do Google Play é especialmente vulnerável uma vez que você já tenha feito alguma compra lá com cartão. Todo cuidado é pouco, e assim até o próprio Google tenta ajudar. Ele criou a ferramenta Family Link. com a qual são gerenciados permissões e apps de cada membro da família. Por exemplo, é possível criar uma senha que só você conhece e que precisa ser usada cada vez que uma compra for feita pelo celular – inclusive na própria loja Google Play.

Games online: atenção para os pequenos não esvaziarem o seu bolso!
O app Family Link permite monitorar o uso do celular por crianças.

Vale ainda bloquear os celulares das crianças em determinados horários e conferir os apps que elas utilizam. E até mesmo saber sua localização quando estão fora de casa. Para saber mais sobre o Family Link, este é o seu site. Se gostar, instale o app em seu telefone com Android ou com iOS.

Aliás, o que você acha desse problema tão contemporâneo? É preciso sempre estar alerta com os filhos, concorda? E já pensou se videogame pode ser vício ou doença? E aproveite ainda para saber sobre as vantagens de ficar um tempo sem celular. Boas leituras!

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