Conta digital: o que é e como funciona

O Nubank e o Banco Original abriram um nicho que está deixando os bancos tradicionais atentos. Todos querem ser digitais.

07/05/2018 às 14:18

No ano passado, o Bradesco lançou a Next, plataforma digital que substituiu a Digiconta. Depois veio o Banco do Brasil, que suspendeu a BB Conta Digital, e lançou a Conta Fácil. As anteriores eram free, e as novas passaram a ser pagas. Já o Santander recentemente investiu na conta pré-paga Superdigital, um relançamento da antiga ContaSuper. O banco Itaú suspendeu a iConta, e não lançou nenhuma nova conta digital até o momento. São as principais instituições bancárias brasileiras querendo se atualizar com a tecnologia.

De acordo com a Febraban, ao menos 940 mil clientes já fazem transações bancárias no Brasil por meio de uma conta digital, movimentadas pelo celular e abertas sem a necessidade de ir a uma agência física. Se hoje já é possível fazer quase tudo pelo celular, não faria sentido ser obrigatório nos deslocarmos até as agências bancárias para abrir e movimentar nossas contas.

Quero ser 100% digital

Há duas maneiras de abrir esse tipo de conta digital. A primeira é ir até uma agência e pedir pessoalmente. A segunda é via internet. Essas contas abertas totalmente de forma digital são diferentes das primeiras versões criadas pelos bancos. Antes era necessário levar os documentos a uma agência para validar a sua abertura. Nesse processo de revolução da experiência financeira, as novas contas permitem fazer todas as transações por meio dos seus aplicativos (todos disponíveis para Android e iOS).  A promessa é descomplicar o jeito de lidar com o dinheiro, tornando mais simples e transparente.

Mas isso não significa que elas também sejam gratuitas. E nem que os outros bancos estejam defasados. Todos possuem serviços online, que eventualmente são grátis. É preciso avaliar suas necessidades para identificar o que vale a pena contratar, e não. A tendência tende a aumentar na medida que outras tecnologias, como os chatbots e a inteligência artificial, passarem a ser mais usadas. Esse tipo de inovação pode transformar ainda mais a maneira como as pessoas enxergam o dinheiro, o futuro e como devem usar seus recursos.

Uma questão de segurança 

O maior desafio dos bancos tradicionais passa por superar os processos antigos e também mudar a forma de atender ao cliente em todos os canais de contato. Cara a cara com o celular, esse novo usuário rompe a barreira da espera, da linguagem ultrapassada e da burocracia. Um atrativo bem interessante para a geração millennial, que tem revolucionado as formas de interação dos serviços tradicionais.

Mas para ser digital é preciso ser seguro, por isso, os bancos investem muito no assunto. Os sistemas disponíveis conferem eletronicamente a autenticidade de documentos. Por meio da tecnologia também já é possível fazer o reconhecimento facial para checar a identidade das pessoas. Além disso, em alguns bancos existe atenção redobrada ao padrão de movimentação, averiguada em qualquer ação bancária que fuja do normal. O próprio Banco Central determina a adoção de procedimentos e controle para todas as instituições. Eles devem garantir a identidade de que quem quer abrir a conta e a autenticidade das informações exigidas.

Oferta diferenciada na conta digital

Assim como as startups financeiras, como o Banco Inter e o Nubank, os grandes bancos estão na disputa desse mercado. Sem querer ficar para trás, lançaram serviços pagos para competir com as chamadas fintechs. Quando tudo começou, porém, os serviços eram gratuitos para atrair o consumidor para o ambiente virtual, incentivar o esvaziamento das agências, e assim reduzir custos. Agora, os bancos já atingiram esse propósito, promoveram essa migração, e a tendência é de que essas contas desapareçam dos grandes bancos.

Claro que o caminho digital é irreversível também para as agências bancárias. O que muda é a tarifação, que passa de gratuita a ter tarifas reduzidas, apenas. Quando opta por uma conta digital, o consumidor precisa estar atento a irregularidades ou tentativas de venda casada, como seguros ou cartões de crédito, por exemplo, que costumam ter taxas altas. Segundo resolução do Banco Central, todo banco deve oferecer a opção de uma conta corrente básica, que inclui até quatro saques em caixa ou terminal de autoatendimento, duas transferências entre contas no mesmo banco e dez folhas de cheque por mês, além de consultas ilimitadas por meio eletrônico. Na poupança, os serviços básicos se resumem a dois saques, duas transferências para contas de depósito de mesma titularidade e dois extratos dos 30 dias anteriores. As consultas online são ilimitadas.

A seguir, confira uma lista das principais contas digitais e suas propostas:

Next, do Bradesco

O Banco Next chegou ao mercado com o intuito de atender principalmente ao público jovem e conectado. O banco tem quatro opções de plano de conta digital, definidos de acordo com a realidade do usuário. A mais simples é gratuita e dá direito a um cartão de crédito internacional.

Telas de divulgação do app do banco Next na iOS App Store.

O Next possui várias funcionalidades interessantes, como os “Objetivos”. Imagem: Divulgação

Conta Fácil, do Banco do Brasil

Existem duas modalidades de conta digital, uma paga e outra gratuita. A conta gratuita dá direito a um cartão de débito, quatro saques mensais e transferências ilimitadas entre contas BB, mas há limites de saldo de R$ 5 mil por mês e de pagamento de R$ 800 por dia.

Pessoal segurando smartphone com o aplicativo da conta digital Conta Fácil aberto.

A Conta Fácil do Banco do Brasil pode ser aberta pelo app da conta digital. Imagem: Divulgação

Superdigital, do Santander

Há uma opção de teste antes da assinatura. A conta digital tem um custo de R$ 9,90 e dá direito a um cartão físico, cinco cartões virtuais, e um saque ou transferência grátis para outros bancos. Além disso, gastando R$ 500 no mês em compras no cartão Mastercard (físico ou virtual), a assinatura do próximo mês sai de graça.

Cartão do banco com conta digital Superdigital e um smartphone com o aplicativo do Superdigital aberto.

A conta digital Superdigital promete não envolver papéis nem burocracia na relação com os clientes. Imagem: Superdigital

Banco Inter

A conta digital do Inter não tem tarifa, mas vale ficar de olho nas taxas cobradas nas movimentações. Existem três modelos de conta: Pessoa Física, Pessoa Jurídica e MEI. Na abertura, o cliente recebe um Cartão Mastercard habilitado na função débito para realizar compras e saques na Rede Banco 24 Horas.

Cartão de crédito do Banco Inter

A conta digital do Banco Inter é totalmente isenta de tarifas. Imagem: Divulgação


Nubank

Abrindo uma conta digital no Nubank, o usuário tem direito a uma conta para pagamentos com a vantagem de fazer o seu saldo render a uma taxa próxima à da Selic. Por enquanto, é só isso mesmo. Ele não disponibiliza um cartão de débito, só crédito.

 

Smartphone com a tela de saldo do aplicativo da NuConta

A NuConta inova no formato da exibição do seu saldo, com a projeção dos juros para os próximos meses. Imagem: Divulgação

Agibank

O Agibank tem a conta corrente digital pessoa física e uma especial para Pessoa Jurídica MEI, ambas dão acesso a empréstimos, seguros, consórcios e investimentos. A conta digital vem com um cartão de crédito e débito. Não há tarifa de manutenção, mas aqui também vale ficar atento aos valores das transações.

Você paga suas contas através de faturas digitais? Nessa matéria nós falamos sobre essa facilidade e ajudamos a lidar com o pagamento de boletos sem dramas. https://www.vivotech.com.br/voce-e-adepto-da-fatura-digital-para-pagar-suas-contas/

 

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