Como os robôs irão mudar o espaço de trabalho

A substituição de pessoas por robôs é um dos assuntos mais pertinentes do futuro do mercado de trabalho.

19/12/2017 às 11:00

Não é apenas o trabalho manual que está sendo substituído por máquinas mecanicamente mais fortes e mais resilientes. Um robô pode produzir relatórios muito mais precisos do que seres humanos. O mesmo acontece com a análise de dados e até o recrutamento de empregos.

De acordo com pesquisa realizada pela Mckinsey & Company, quase metade do trabalho feito por pessoas hoje poderia ser automatizado. Nos Estados Unidos, isso se traduz em aproximadamente 60,6 milhões de empregos. A mesma pesquisa diz que 25% do tempo de um CEO é investido em atividades que podem ser feitas por máquinas, como análise de relatórios e dados para informar a tomada de decisões.

A automação de tarefas humanas, além de proporcionar ganhos em eficiência e velocidade, reduz muitos erros. As motivações financeiras para a substituição de profissionais qualificados e, portanto, mais caros, são ainda maiores do que para substituir funcionários que realizam trabalhos repetitivos e manuais. A estimativa é que esse reposicionamento teria um impacto total de US$ 7,5 trilhões em salários. Por esse motivo, precisamos começar a pensar sobre as vagas perdidas, o que fazer com essas pessoas e as possibilidades de encarar novas funções.

Automatização na história

O cenário pode parecer catastrófico, mas a humanidade já se adaptou a outras ondas de automação no passado – como na indústria do vestuário. No final do século XVI, a rainha Elizabeth negou uma patente para o inventor da nova máquina de costura, acreditando que a invenção privaria muitas “jovens donzelas” de seu “pão de cada dia”.

Em 1850, um grupo de alfaiates de Nova York ameaçou atacar caso seu empregador não parasse de usar máquinas de costura, o que eles acreditavam que traria consequências inevitáveis ​​para os costureiros.

No entanto, mais de 400 anos e uma grande quantidade de automação depois, esses profissionais continuam a ser contratados na indústria do vestuário.

Na década de 1950, a Ford automatizou mais de 500 operações de fabricação de automóveis, reduzindo custos e deixando muitos proprietários de carros fora do trabalho. O advento da carruagem sem cavalos foi um golpe mortal para a indústria do transporte, mas criou milhares de novos empregos, fazendo vendas e serviços de automóveis.

Hoje, em meio a conflitos entre motoristas de táxi e motoristas de Uber, nos perguntamos como serão nossas vidas com o advento de veículos autônomos. A história mostra que as pessoas, cujos empregos podem ser substituídos por máquinas, devem direcionar seus talentos para atividades de maior valor.

A inteligência Artificial surgiu para ajudar, não para substituir

As soluções criadas pela inteligência artificial hoje parecem mais como super ferramentas que podem aumentar a nossa produtividade nas tarefas do dia a dia, em vez de algo que substituirá completamente o trabalho criativo.

Na verdade, a criatividade e a empatia são dois traços humanos difíceis de replicar. Nossa visão do desenvolvimento da Inteligência Artificial é mais otimista do que pessimista. Imagine que algum dia no futuro não haverá necessidade de os gerentes dizerem aos funcionários o que fazer. As máquinas poderão priorizar as atividades de acordo com as estratégias da empresa, escolher os profissionais mais qualificados e eficientes em certos tipos de tarefas e garantir que os deveres sejam cumpridos.

A parte chata do trabalho vai diminuir, porque ninguém mais vai precisar se preocupar com o que os outros estão fazendo ou deveriam estar fazendo. Os algoritmos encontrarão profissionais, equipes, softwares e empresas que executarão melhor as tarefas. As máquinas saberão quem treinar e quem promover. Os seres humanos realizarão tarefas especializadas, inteligentes e estratégicas para organizações. As equipes serão autogestionadas, sem chefes permanentes, levando a uma grande redução no número de gerentes tradicionais.

E os “robobosses”?

Os robobosses (junção das palavras em inglês “robot” e “boss”, que respectivamente se referem a “robô” e “chefe”) estarão distribuindo, rastreando e avaliando a qualidade das tarefas realizadas e quem as realizou. Eles serão capazes de gerenciar muitos projetos ao mesmo tempo, sempre usando diretrizes organizacionais.

Como? Após uma revisão rápida e imparcial, o roboboss tomará as decisões necessárias, sem obscurecer as opiniões enraizadas, inseguranças e falsas impressões tão comuns para nós humanos. Eles não terão formas humanóides ou farão contato visual com as equipes sob sua administração, como estamos acostumados. Mas eles serão uma ferramenta eficaz para evitar conflitos humanos, gerar avaliações mais justas e apontar os funcionários que merecem reconhecimento.


Fonte: Oracle

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