Como o Reino Unido prevê o avanço do trabalho dos robôs

Pesquisa sugere que a tecnologia poderia eliminar a atuação humana, aumentar a produtividade e os salários.

05/10/2017 às 11:15

Quatro milhões de empregos no setor privado britânico devem ser substituídos por robôs na próxima década. Esse impacto potencial equivale a 15% da força de trabalho atual no setor e apareceu recentemente em uma pesquisa realizada pela YouGov para a Royal Society of Arts.

Áreas em risco

Os mercados de finanças e contabilidade, transporte e distribuição e mídia, marketing e publicidade são os mais prováveis ​​de serem automatizados na próxima década, segundo a pesquisa. Há quatro anos, estudantes da Universidade de Oxford previam que 35% dos empregos poderiam estar obsoletos pela nova tecnologia, enquanto o Banco da Inglaterra previu em 2015 que até 15 milhões de empregos na Grã-Bretanha estavam em risco por causa dos robôs.

Pesquisas da Universidade de Oxford e Deloitte no ano passado previram que mais de 850 mil empregos do setor público poderiam ser perdidos até 2030 por causa da automação. Não há dúvida que tudo isso irá causar a perda de alguns empregos, mas ao mesmo tempo as novas tecnologias podem elevar os níveis de produtividade e, portanto, oferecer salários mais altos, e ainda permitir que os trabalhadores se concentrem em papéis centrados no ser humano, fora do alcance das máquinas.

Muitos acreditam que haverá uma grande mudança no mercado de trabalho e na forma como as pessoas trabalham, mais do que eliminá-los. Isso, combinado com a criação de novos tipos de empregos, levaria a uma maior prosperidade em longo prazo.

A eficiência da inteligência artificial

Nós já mostramos aqui que lares de idosos também estão usando robôs como força de trabalho. Uma delas, em Lincoln, planeja implantar o sistema para ajudar os residentes a lembrar as necessidades diárias, como tomar medicação. O robô irá monitorar seus movimentos e hábitos, como uma enfermeira. Em Londres, a Three Sisters Home Care pretende usar robôs para levantar pessoas, para que seja usado apenas um cuidador humano, e não dois. O tempo que essa pessoa usaria para isso será substituído por cuidados humanos como uma conversa e um chá com os idosos.

As limitações técnicas dos robôs restringiriam a velocidade com que os trabalhos seriam automatizados, portanto tarefas intelectualizadas ainda são preferencialmente humanas. Por outro lado, a Inteligência Artificial e a robótica poderiam resolver algumas lacunas e problemas no mercado de trabalho com trabalhos pouco remunerados, chatos, sujos e perigosos, que ninguém realmente quer preencher.


Fonte: The Guardian

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