Como a Inteligência Artificial está mudando a educação

A IA está rapidamente se integrando a todos os aspectos de nossas vidas, e nem sempre estamos conscientes disso. Assim como os computadores e a internet, ela vai mudar tudo que sabemos sobre educação.

19/09/2017 às 11:12

Em uma aula do Institute of Technology da Georgia, ninguém estranhou o fato de o assistente de ensino do professor Ashok Goel ser um robô. Suas respostas foram breves, mas informativas, e sobretudo aliviaram a carga de Goel. Para a equipe que desenvolveu o robô, esse tipo de tarefa pode muito bem ficar com eles, enquanto os alunos se preocupariam com questões mais abertas. Robôs, inclusive, devem substituir professores em alguns casos. E o ensino deve preparar o mercado para lidar com os robôs e a informatização substituindo os profissionais.

Brincando e aprendendo

Exemplos dessa virtualização pipocam pelos EUA. O professor Einstein ensina crianças sobre ciência através de expressões faciais. Tudo foi desenvolvido pela Hanson Robotics e apoiado pelo IBM Watson e o chatbot Xiaobing da Microsoft. Enquanto isso, a startup Elemental Path apresenta o CogniToys, com uma série de dinossauros inteligentes educativos projetados para jogar, realizar conversas e ajudar as crianças a aprender a soletrar. Em ambos os casos, os lançamentos ampliaram significativamente os ganhos das companhias.

Contudo, o envolvimento de um aluno com IA só aumentará se ele estiver dedicado ao sistema escolar. Um exemplo disso é o Nestor, o software que analisa se aluno está prestando atenção na aula. Os brinquedos educativos serão substituídos por tutores cujo trabalho será identificar indivíduos de fraqueza e facilitar o treinamento adicional.Todos ganham com essas facilidades: o aluno fica livre para aprender com outros meios, e sem chatices, e o professor se libera de toda burocratização do sistema de ensino.

Um novo jeito de estudar

Qualquer aluno pode ter assim um parceiro de aprendizagem que o acompanharia ao longo da jornada escolar, que pode tanto ser um robozinho, como um simples app. Serviria como auxiliar no ingresso à universidade, como um “cérebro extra”, que acumulou informações durante todos os estudos e irá se ampliar ainda mais. O sistema informatizado do aluno pode se comunicar com o do professor, deixando todos os processos de troca de informação mais rápidos e eficientes.

Em situações onde a presença do professor é dificultada, como em lugares muito pobres e afastados, um sistema desse tipo seria ideal. A Fundação XPrize, que incentiva avanços radicais em benefício da humanidade, está oferecendo US$ 10 milhões para a equipe que desenvolver o melhor aplicativo de aprendizado básico capaz de substituir um professor para crianças que possam usar apenas um tablet no ensino. É provável que o sistema vencedor seja apoiado pela AI para fornecer lições mais personalizadas e dinâmicas.

Antes que tudo isso seja uma realidade, algumas questões importantes devem ser analisadas, como por exemplo: quem irá possuir todas as informações sobre os alunos, e quem terá acesso a ela? Os alunos se tornarão dependentes da tecnologia? E o que vai acontecer se o sistema falhar? Perguntas super difíceis, mas que valem qualquer esforço de serem desvendadas, já que tratam das mentes da próxima geração da humanidade.


Fonte: Digital Trends

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