O Clubhouse é um app praticamente desconhecido e que existe há pouco tempo, tendo sido criado ainda em 2020, em São Francisco, Califórnia. É, em suma, uma espécie de rede social focada nos poderosos investidores dos Estados Unidos, além de celebridades interessadas em ideias e ações para melhorar o mundo.
Sua estrutura é bem pequena e tem somente dois funcionários. Surpreendentemente, o aplicativo já está avaliado em mais de US$ 100 milhões, algo como R$ 500 milhões.
Primeiramente, há o fator da exclusividade. Dessa maneira, nem pense em entrar em sua loja de aplicativos, seja do Google ou da Apple, para baixar e instalar o app do Clubhouse. Ele é aberto apenas para poucos e seletos convidados.
Outro ponto que ajuda a explicar porque o app está bem avaliados é seu uso pelas celebridades. Então, lá está o rapper norte-americano MC Hammer, e ainda ativistas, como DeRay Mckeesson, podcaster famoso nos EUA, vinculado ao movimento Black Lives Matter. Da mesma forma, frequentam o Clubhouse astros de Hollywood e muitos dos gênios da tecnologia. Afinal, São Francisco é uma espécie de capital do Vale do Silício.

Investimento de R$ 60 milhões
A Andreessen Horowitz é a empresa de investimentos que fez o Clubhouse decolar, injetando US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) de capital e colocando mais US$ 2 milhões (R$ 10 milhões) para comprar as quotas dos antigos proprietários.
Aliás, Marc Andreessen, um dos sócios, fez recentemente uma convocação a seus pares dizendo que o momento atual, afetado grandemente pela Covid-19, é justo o tempo de investir.
Andreessen reclama que os investidores norte-americanos são muito acomodados com sua privilegiada condição de vida.
Aos participantes do Clubhouse ele pediu, portanto, união para construir e desenvolver hospitais, reatores nucleares de energia limpa, drones de entrega e até hyperloops (túneis para viagens em altíssima velocidade), como os planejados pelo empresário e visionário Elon Musk.
Segundo complementa Andrew Chen, um dos sócios da Andreessen Horowitz, o conceito é mesmo de inovar.
Como fazer churrascos
Mas inegavelmente nem sempre a construção de um mundo novo é o assunto principal.
Aliás, uma pessoa que teve acesso a um dos chats do Clubhouse revelou que, recentemente, o tema principal era a técnica de fazer churrascos de Ben Horowitz, o principal sócio de Marc Andreessen.
Além disso, Ben falou detalhadamente sobre quais são seus restaurantes preferidos para jantar na Califórnia.
Salas de chat
E, afinal, como funciona a rede Clubhouse?
Primordialmente, são várias salas de conversação, somente com áudio, que desaparecem quando ninguém as usa. Uma vez dentro das salas, os usuários são segmentados por temas determinados pelos moderadores. Cada usuário pode entrar em uma sala, ouvir, participar ou escolher outra.

O app não tem nenhuma divulgação oficial e estima-se que os usuários totalizem apenas 1.500 pessoas. Entretanto, ele pode ser altamente viciante. Para uma reportagem recente do New York Times, uma mulher admitiu que fica mais de 40 horas por semana conversando no Clubhouse.

Alguns usuários falam que a rede social trouxe de volta a espontaneidade das conversas da vida real, que teriam desaparecido com o isolamento exigido pela pandemia. O criador de um app para marcação de passagens aéreas garante que fazer login no Clubhouse é semelhante a encontrar um conhecido na rua e seguirem juntos para um café.
“É como chegar em uma festa onde você sabe que as pessoas estão prontas para confraternizar”, disse em entrevista ao NYT Sonia Baschez, uma consultora de marketing digital que foi convidada a usar o Clubhouse. Sonia igualmente relata já ter ficado até cinco horas seguidas na rede.
Assuntos importantes
Por outro lado, é evidente que há tempo e espaço para coisas realmente importantes. A mesma reportagem do jornal New York Times conta que um negociador de reféns do FBI, a polícia federal dos EUA, proporcionou uma sessão de perguntas e respostas sobre o tema.
O escritor e diretor do Laboratório sobre Mídia do MIT – o conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts – Shaka Senghor e o ativista de direitos humanos Mckesson passaram horas discutindo a reforma do sistema penitenciário e a violência policial. Muitos usuários famosos também dão seus palpites, como os atores Jari Leto e Ashton Kutcher.

Às vezes, o Clubhouse também parece uma conferência sobre tecnologia. Não é raro que uma pessoa da área de TI falar para até 50 pessoas na sala de chat. Ou seja, nesses casos, se assemelha a um podcast com audiência ao vivo.
Entretanto, os temas importantes ficam restritos ao horário do expediente comercial. À noite, o Clubhouse parece mais um bar agitado, onde as conversas até podem resultar em algo que transcenda a vida virtual.
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E então, você gostaria de um convite para participar do Clubhouse?
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