Cidade do futuro: conheça exemplos de smart cities

O avanço da tecnologia e a necessidade de repensar os espaços urbanos refletem em ideias criativas e sustentáveis.

06/03/2018 às 9:07

Até pouco tempo, falar em cidade do futuro era algo que parecia ficção científica ou discussão acadêmica, mas isso mudou bastante. Existem vários conceitos para o assunto. De maneira geral, smart cities são aquelas que conseguem se desenvolver, aumentar a qualidade de vida dos habitantes e gerar eficiência nas operações urbanas.

De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School, dez dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade. São elas: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia nas cidades, meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e economia.

A tecnologia tem parte muito importante nessa história por sempre estar bastante ligada à evolução dos espaços urbanos. Não é de hoje que os avanços tecnológicos impactam na maneira como nos movemos, vivemos, trabalhamos e usamos desses espaços. Resumindo, faz tempo que a cidade do futuro está em pauta.

O tema tecnologia nas cidades torna-se ainda mais importante diante dos números. Projeções mostram que em cerca de 30 anos, a população urbana mundial crescerá 30%. A conta representa algo em torno de 2 bilhões de indivíduos a mais no planeta. Nesse sentido, surgem muitos desafios. Afinal, como será o trânsito? Haverá recursos e alimentos suficientes? E a saúde?

Partindo desses princípios, pensar em cidade do futuro é também uma questão de otimização, organização e redução de desperdícios. A boa notícia? Já existem exemplos concretos de smart cities. Sem falar nas muitas iniciativas e projetos encaminhados.

Smart city colombiana

Na Colômbia, Medellín se destaca por aplicar tecnologias que são sinônimos de smart city. Em 2011, a “favela” Comuna 13 ganhou escadas rolantes para facilitar a subida e descida dos morros. O projeto de mobilidade urbana reduziu o tempo de meia hora para apenas cinco minutos de trajeto.  

Foto área das escadas rolantes de Medellín

Conceitos de cidades inteligentes auxiliam no desenvolvimento das perfiferias. Imagem: Governo do Estado do RJ

Foto da escada rolante de Medellín

Acessibilidade é um dos grandes benefícios. Imagem: Extra / Globo

Na smart city colombiana, também foi adotado o processo de telemedicina. A iniciativa é responsável por conectar pessoas de vilarejos com médicos e outros agentes de saúde.

Cidade do futuro coreana

Songdo, na Coreia do Sul, também pode ser considerada uma cidade inteligente. Essa smart city foi construída sob demanda para ser um distrito internacional de negócios. O planejamento levou em consideração mobilidade e disseminação de espaços verdes. A cidade incorpora as mais avançadas tecnologias de construção, urbanismo, planejamento, meio ambiente, mobilidade e conectividade. Além de tudo, Songdo é controlada por sensores que monitoram desde temperatura ambiente até o descarte de lixo.

Foto área de Songdo, na Coréia do Sul

Songdo, na Coreia do Sul, foi planejada focando em mobilidade e espaços verdes. Imagem: Urban Hub

Iniciativas verde e amarelo

No Brasil, apesar de o assunto merecer mais atenção, já existem algumas frentes trabalhando para o avanço de projetos em smart city. Recentemente, a Qualcomm Incorporated anunciou a intenção de criar um centro de referência para o desenvolvimento de soluções de cidades do futuro no Brasil. A iniciativa tem como objetivo fomentar e acelerar a implementação de internet das coisas no país.

Outra grande de telecom que trabalha em soluções de IoT é a própria Vivo, através do Open IoT Lab. O laboratório, que fica no Rio de Janeiro, conta com parceria e apoio da Huawei, líder global em soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação. Também são parceiras do Open IoT Lab, as empresas U-blox, Quectel, e C.A.S. Tecnologia.

Vale lembrar que no Rio de Janeiro, o teleférico do Alemão e da Providência podem ser considerados bons exemplos de soluções para smart cities. Infelizmente, o serviço de mobilidade, muitas vezes, acaba sendo desativado por falta de manutenção do governo.

Foto do teleférico do morro do Alemão no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro conta com um trabalho, mesmo que pequeno, na direção de se tornar uma cidade inteligente. Imagem: Sandro Vox / Agência O Dia

Outra promessa que já surgiu por aqui foi a de aplicar o modelo colombiano de escadas rolantes em favelas do Rio. O projeto lançado em 2012 ainda não saiu do papel.

Projetos norte-americanos

Em São Francisco, a chamada OpenData apoia projetos de cidades inteligentes que visam atingir metas de redução de gases de efeito estufa e melhorar o serviço de transporte público. Programas de justiça ambiental da cidade também fazem parte da iniciativa.

Já a Singularity University lançou, no ano de 2017, um programa em parceria com empresas norte-americanas, chamado SU Smart City Accelerator. A proposta é acelerar startups que têm soluções ligadas a mobilidade, conectividade, internet das coisas, big data, energia e outras áreas de melhoria urbana.  

Tem ainda lançamento do SXSW 2018, uma trilha chamada Cities Summit, voltada para líderes civis, cidadãos criativos e urbanistas. O formato propõe que os participantes aprendam mais sobre o tema, desenvolvam projetos e formem parcerias para criar cidades mais equitativas, resistentes e habitáveis.  

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