Já imaginou transformar o seu pensamento em texto? Avanço da tecnologia na saúde caminha nessa direção

Neuralink, empresa de Elon Musk, apresenta projeto que pretende conectar o cérebro humano a computadores.

11/04/2018 às 12:16

Parece até coisa de ficção científica, mas é real. Depois da fabricante de carros elétricos Tesla e dos foguetes da Space X, o empresário Elon Musk anunciou outro projeto de extrema relevância. Através da Neuralink, pesquisas objetivam ampliar a capacidade do cérebro humano, conectando o órgão a computadores. De fato, um avanço da tecnologia na saúde jamais visto.

Não é preciso ter medo. Com toda certeza, o progresso dessa inovação no tratamento de doenças será surpreendente. A partir de um cérebro conectado, as pessoas serão mais capazes de competir com avanços da inteligência artificial.

O projeto ainda está bem no início, mas a ideia é desenvolver uma interface entre o cérebro e o computador. O implante de um chip, fazendo tal conexão, promete refletir em uma evolução significativa na memória e na interação com dispositivos eletrônicos.

Musk tem falado sobre a Neuralink e a combinação entre cérebro e máquina, dando pistas sobre seus planos. A ideia do cérebro conectado a computadores levaria à mescla da inteligência biológica com a digital.

Hoje, já existem algumas interfaces desse tipo, que através de impulsos elétricos tratam o Mal de Parkinson, a epilepsia e outros distúrbios cerebrais. Por enquanto, são tecnologias simples, mas que a Neuralink pretende desenvolver ao máximo.

E se você pudesse transformar seu pensamento em texto?

Elon Musk promete ir além do tratamento de distúrbios cerebrais. Na próxima década, a Neuralink pretende desenvolver a telepatia por meio de chips implantados no cérebro. Avanço que possibilitará transformar seu pensamento em texto e o acesso direto do seu cérebro à memória da internet.

Os problemas a serem resolvidos antes de façanhas como a telepatia envolvem os limites de processamento e velocidades de transferência de informações. Em outras palavras, os computadores conseguem receber, transferir e processar gigabytes (1 bilhão de bytes) por segundo, ou até terabytes (1 trilhão de bytes). Capacidades que só tendem a aumentar com os anos.

Enquanto isso, as pessoas são limitadas a formas singelas de entrada e envio de informação, como falar, digitar, ler e ouvir. De fato, todas lentas quando comparadas a tecnologia, com apenas alguns bits por segundo.

Foto do Elon Musk, empresários responsável pela Neuralink, focada em avanço da tecnologia na saúde através de pesquisas sobre cérebro conectado

Elon Musk propõe inovações jamais vistas, inclusive a possibilidade de ciborgues / Foto: The Mind Unleashed

E ser um ciborgue, já imaginou?

A principal proposta de Musk inclui um computador ligado ao cérebro com banda larga expressiva. Atualmente, já existem tecnologias que fazem a interface entre cérebro e máquinas em eletroencefalogramas, mas ainda são lentas perto do avanço da tecnologia na saúde proposto pela Neurolink.

Ao fim de todos esses avanços, você teria um cérebro conectado a máquinas através de um chip. O que possibilitaria uma comunicação com eletrônicos sem qualquer interface além do seu próprio pensamento.

Ou seja, esse laço neural envolve eletrodos implantados no cérebro para transferir pensamentos para um computador ou vice-versa. Dessa forma, você se tornaria uma espécie de ciborgue, em sua maior parte humano (orgânico), mas com um segmento do cérebro cibernético.

Parece irônico, mas Elon Musk quer combater a inteligência artificial com projetos de AI, e isso tudo faz sentido. Em entrevista reproduzida pela Hypescience, ele afirmou que não gosta da ideia de ficar refém da inteligência artificial. “Acredito que uma das soluções seja adicionar uma camada de inteligência artificial, que poderia funcionar simbioticamente”, concluiu.

A neurociência ainda precisa avançar

Antes de tudo, para possibilitar os avanços propostos, a Neurolink ainda precisa trabalhar muito para uma revolução no campo da neurociência, base para as propostas da empresa. Exatamente por isso, Bryan Johnson, da Kernel, também está envolvido no projeto, a frente das pesquisas em cognição humana, que pretendem desenvolver novos softwares e implantes acessíveis.

Simbiose para chegar à metainteligência

Simbiose é a palavra-chave, que promove a diferença entre o conceito de Elon Musk e a inteligência artificial autônoma. Para isso, a Neuralink também conta com o suporte de Peter Diamandis, da fundação Xprize, que revelou uma visão de novos seres humanos, com uma inteligência diferente. “A interação levará a uma nova consciência global, que eu chamo de metainteligência”, afirmou à Hypescience.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos também tem realizado estudos nesse campo. Através do DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), o governo norte-americano se debruça sobre tecnologias similares. “É a oportunidade de trabalhar com máquinas de forma diferenciada”, disse Justin Sanchez, diretor do Escritório de Tecnologias Biológicas da DARPA, que injetou US$ 65 milhões (cerca de R$ 211 milhões) em pesquisas.

Tem vagas de trabalho na Neurolink

Ficou interessado por tudo isso? Conhece alguém que trabalha na área e tem tudo a ver com esse tipo de pesquisa? O site da Neuralink, fala pouco sobre o projeto em si, entretanto oferece  emprego para pessoas “de excepcional habilidade e com histórico de construir coisas que funcionam”. Acesse a página para conferir as vagas para cargos como engenheiro elétrico, engenheiro de software e gerente de laboratório. Todos os postos de trabalho são em São Francisco, Califórnia.

Visto que ainda faltam profissionais na equipe e que a Neuralink projeta esses feitos para a próxima década, é de se pensar que as inovações propostas ainda estão bem longe de sair do papel. De qualquer forma, quem imaginaria um dia ver um carro em órbita? Ao que tudo indica, Elon Musk, mais uma vez, entrará para história.

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