Assistentes virtuais: confira índices de acertos e de erros

Os assistentes virtuais melhoram a cada dia, mas estão longe de garantir a confiabilidade que todos esperam.

14/08/2019 às 9:00

Os assistentes virtuais, certamente, já fazem parte da nossa rotina. Eles são ferramentas recentes (o mais antigo é a Siri, da Apple, de 2011), porém evoluem rápido. Apesar disso, ainda falta muito para que a Inteligência Artificial (AI) deles seja 100% confiáveis. Quer entender os motivos? Mais abaixo te contamos tudo.

Mas antes, o que são os assistentes virtuais? Na verdade, são softwares movidos por Inteligência Artificial, capazes de executar pequenas tarefas e fornecer informações solicitadas pelo usuário. Eles partem, em resumo, da conta do usuário e de sua geolocalização para acessar várias fontes sobre clima, trânsito, horários, entre outros temas.

Grandes marcas investem muito em seus assistentes virtuais.
Assistentes virtuais são úteis em nossa rotina, mas ainda não conseguem fazer todas as contextualizações necessárias.

Desta forma, todo mundo que tem conta no Google pode usar o Google Assistente. O pessoal da Apple sempre está com a Siri a seu lado. Já os usuários de smartphones Samsung possuem o Bixby à sua disposição. E qualquer um com gadgets da Amazon vai poder utilizar a Alexa. Ainda existe a Cortana, a assistente virtual dos usuários de computadores equipados com sistema operacional Windows 10.

Assistentes virtuais são jovens

Como mencionamos acima, os assistentes virtuais são recentes. A Siri completará oito anos em outubro. O Google Assistente foi lançado apenas em maio de 2016. E os demais surgiram depois disso, como uma ação para aumentar a fidelização. De lá para cá eles só evoluem, aprendendo mais a cada dia.

Dificuldade para contextualização

Contudo, muitas vezes recebemos informações incorretas. É que os assistentes podem não entender as perguntas ou não saber contextualizar os temas muito bem. Por exemplo, se você perguntar ao Google Assistente se vai chover hoje, vai receber uma resposta um tanto enigmática, como “Pode ser que você precise de seus óculos de sol”. Fica até engraçado, concorda?

Assistentes virtuais ainda erram muito, entenda os motivos.
Assistentes virtuais ainda têm conhecimentos e habilidades limitadas

Na verdade, os assistentes virtuais simplesmente não conseguem acertar muitas respostas. O grupo de investimentos Loup Ventures, de Mineápolis (EUA), fez recentemente um teste de precisão com os principais assistentes. Portanto, veja o percentual de acertos de cada um:

Google Assistente – 88%

Siri – 75%

Alexa – 72%

Cortana – 63%

Ou seja, o mais eficiente é o assistente do Google. Ele entende sua pergunta e acerta a resposta em 88 de cada 100 perguntas. Mas isso é suficiente? De acordo com especialistas, não.

Assistentes virtuais ainda comentem muitos erros.
Falha da Alexa: a pessoa pediu fraldas Pampers, a assistente entendeu câncer.

Google Lens também falha

E por vezes os erros são ainda mais frequentes. A empresa norte-americana de pesquisas Forrester testou os assistentes virtuais com perguntas sobre compras e recebeu 65% de respostas incorretas. O que é considerado um índice elevado.

E isso não ocorre apenas com assistentes virtuais. O fenômeno também ocorre com outros programas. O Google Lens é um exemplo: ele deveria dar informações cada vez que o usuário apontasse a câmera para algo. No entanto, a maioria das respostas são erradas ou ruins.

Assistentes virtuais ainda erram muito, entenda os motivos.
Falha da Siri: ao pedido de rota até uma loja, a indicação do caminho para aeroporto nas Ilhas Canárias.

Talvez por isso, apenas 6% dos consumidores usaram assistentes virtuais para auxiliá-los em compras nos últimos seis meses.

Bons para tarefas simples

Os assistentes virtuais somente são usados com frequência e sucesso, portanto, para coisas bem simples. Fazer um lembrete, agendar uma ida ao dentista, falar sobre o clima, ou pedir um vídeo do YouTube. E as evidências são de que esse uso restrito se deve especialmente às suas limitações.

Tanto Google quanto Apple, Amazon ou Microsoft apostam muitas fichas em seus assistentes virtuais. Mas ainda há um longo caminho até que eles atinjam seus objetivos mais ambiciosos e se tornem realmente parceiros dos usuários.

Um sonho, por exemplo, seria um carro comandado pela voz do proprietário. Entretanto, quem confiaria em algo assim atualmente? A Inteligência Artificial, nesse caso, tem uma evolução lenta, porque ela precisa entender a cabeça dos humanos e assim se preparar para atendê-los. E o cérebro dos humanos é extremamente complexo para ser decifrado.

Aliás, já escrevemos bastante sobre o Google Assistente aqui no Vivo Guru Blog. Portanto, temos dicas sobre o que é possível pedir a ele e também sobre como organizar seu dia com ele. Além disso, aproveite para conhecer oGoogle Home, o alto falante inteligente que ouve suas perguntas em casa.

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