Arte e tecnologia: combinação aguça os sentidos

Exposições inovadoras são potencializadas por recursos tecnológicos. Você pode até ter as sensações de Alice no País das Maravilhas.

20/02/2018 às 16:02

A tecnologia invadiu todos os âmbitos de nossas vidas e revolucionou a forma como nos comunicamos, aprendemos, fazemos compras, fechamos negócios. No campo da criatividade não poderia ser diferente.

Se a primeira vista, arte e tecnologia soam como uma combinação improvável, a controvérsia logo aparece. Sem dúvida, essa parceria apresenta obras bastante frutíferas e inovadoras.

No Brasil, diversas ações unem as duas pontas com maestria. No âmbito dos museus, boas opções existem do sul ao nordeste. Já do lado de fora desses grandes espaços, a gama torna-se ainda maior e mais encantadora.

Gigantesco

Entre as exposições de destaque, claro, o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica, considerado o maior festival de arte e tecnologia do país. O evento acontece anualmente, desde 2000, em um dos mais icônicos prédios da Avenida Paulista, em São Paulo, o Fiesp.

Intitulada O Borbulhar de Universos, a 18ª edição, realizada em 2017, reuniu 360 trabalhos entre instalações interativas, jogos eletrônicos, gifs, vídeos, animações, projeções. Tudo extremamente tecnológico.

O destaque ficou por conta da instalação The Floor, composta por um tapete musical coletivo. A partir de 36 sensores, o público pôde compor sua própria música ao ficar em pé ou dançar sobre o tapete.

Cibernética

Outra iniciativa recente que uniu arte e tecnologia foi a mostra Consciência Cibernética, que lançou um olhar artístico – e muito reflexivo – sobre a evolução das máquinas.

A mostra comparou o cérebro humano ao computador digital. “Se é inviável uma pessoa funcionar como computadores digitais, programas e máquinas cada vez mais complexas e rápidas realizam funções que antes eram executadas por cérebros biológicos – e o fazem a um ritmo inacreditável. Até onde esse poder das máquinas evoluirá? Existirá um limite?”, questiona a sinopse da exposição.

A exposição cibernética ficou em cartaz no Itaú Cultural, de junho a agosto de 2017, também na capital paulista. Inclusive, o espaço é conhecido por explorar a temática. Por lá seis edições da Bienal – Emoção Art.Ficial aconteceram até 2012.

Em cartaz

Alice – A Wonderland Adventure da vida ao clássico do cinema. A exposição high-tech de Alice no País das Maravilhas está em cartaz até 8 de abril no Shopping Iguatemi de Porto Alegre

Se a obra de Lewis Carrol por si só já aguça os sentidos, essa experiência promete potencializá-los a partir de recursos tecnológicos. O chamado Sensory4 apresenta os conteúdos de forma dinâmica, misturando animações em estilo retrô, projeções em diversos ângulos, áudio de cinema e narração de roteiro. Tudo para criar uma vivência única, que tanto arte quanto tecnologia sabem construir muito bem.

Foto da exposição Alice: A Wonderland Adventure

Imagem: divulgação

Foto da exposição Alice: A Wonderland Adventure

Imagem: divulgação

Foto da fechadura high-tech que integra a exposição Alice: A Wonderland Adventure

Imagem: divulgação

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