Armazenamento de dados: as mídias que ficaram no passado

Conheça formatos diferentes de mídias para armazenamento de dados que já usamos. E descubra qual é a mais duradoura.

24/05/2020 às 9:00

Armazenamos dados nos discos rígidos ou memória flash de computadores, laptops e tablets. Também nas nuvens da Apple, Google e outros fornecedores. Ou ainda em pen drives, na memória interna ou em cartões de memória do celular. No pouco mais de um século de avanço da tecnologia, já experimentamos muitas mídias de armazenamento de dados. Então, surpreenda-se, vendo abaixo quais ficaram definitivamente no passado.

Armazenamento de dados em cilindros de cera

O inventor Thomas Edison (da lâmpada elétrica) criou, em 1877, um sistema para gravar, armazenar e reproduzir áudios: cilindros de cera, os Edison Cylinders. Há quase 150 anos, foi inegavelmente impressionante. Mas, sem dúvida, a qualidade de som era baixa e a durabilidade era pequena.

Imagem dos cilindros de ceras usados para armazenamento de dados.
Edison Cylinder, maneira primitiva de gravar áudio.

Mais tarde, para armazenamento de dados de áudio surgiram os discos de vinil, fitas cassete e DVDs.

Cartões perfurados

Na década de 1920, cartões perfurados também foram usados para armazenar áudio. A ideia, todavia, durou pouco, mas os cartões fizeram sucesso no início do uso dos computadores, antes da Segunda Guerra Mundial. O armazenamento de dados era todo feito em cartões como este:

Imagem de cartões perfurados usados para armazenamento de dados durante a Segunda Guerra Mundial.
Cartões perfurados eram a memória dos computadores bem antigos.

Discos magnéticos

Mas a evolução continuou e os cartões (e fitas) perfurados foram, então, substituídos por discos magnéticos, que aqui chamávamos de disquetes. Todos os programas de computador eram gravados em disco, assim como outros armazenamentos de dados. Esses dispositivos foram usados de 1975 a 1991.

Imagem de disquetes.
Disquetes eram feitos, comumente, em três tamanhos.

Aliás, os primeiros disquetes eram enormes, com 20 centímetros de diâmetro, e armazenavam só 8 kilobytes, algo como 4 mil palavras. Os últimos, de 1991, tinham 3,5 polegadas e armazenavam 2,88 MB, menos de uma música em formato MP3. Existiram mais de 50 modelos de disquetes, mas nenhum sobreviveu.

Videocassete gigante

Os cassetes, outra mídia magnética, igualmente não tiveram vida longa. Tanto as fitas de áudio, quanto os famosos videocassetes, surgiram em várias dimensões. Entretanto, nenhuma tão gigantesca quando esse da Sony, usado para vídeos e que, pelo tamanho nada prático, obviamente teve vida curta:

Imagem de videocassete gigante da Sony.

Videocassete gigante da Sony seguia conceito de que a fita larga garantiria imagem melhor.

Leitura óptica

O próximo passo na tecnologia de armazenamento de dados foi dado pelas mídias com leitura ótica, geralmente por laser, como CDs e DVDs. Outrossim, os tipos de discos óticos foram quase incontáveis, mas poucos obtiveram aceitação no mercado.

Um dos mais pitorescos certamente era o Data Play Disc Midia, hoje conhecido entre os especialistas como “a mídia futurística que o tempo esqueceu”. Só para ilustrar, um minidisco de 32 milímetros de diâmetro com 250 MB daria para você armazenar cerca de mil músicas.

Imagem de midiscos da Data Play Midia.

O pequenino Data Play Disc Midia era para ser um sucesso, mas acabou esquecido.

Discos óticos gigantes

Entretanto, nos anos 1990, teve um fabricante que foi pelo caminho diferente, produzindo um disco ótico gigante. Esse modelo abaixo tinha capacidade para armazenar 5,8 GB de dados. Aliás, vale lembrar que atualmente, o celular mais simples do mercado armazena pelo menos 16 GB.

Imagem de um homem segurando um disco gigante.
Todo esse tamanho servia apenas para armazenar 5,8 GB de dados.

E, sob o mesmo ponto de vista, tivemos este disco ótico para leitura a laser da Sony, tão grande que tinha até alça:

Imagem do disco ótico com alça lançado pela Sony.
Disco ótico com alça foi invenção da Sony.

O caro laserdisc

Nos anos 1980, a indústria tentou emplacar um formato inovador para ver filmes em casa. Nesse sentido, foi lançado o laserdisc. Ele era grande, caro e
precisava de um aparelho de reprodução específico. Em conclusão, não agradou e teve vida curta.

Imagem do laserdisc.
O laserdisc era grande, caro e não agradou.

DVD descartável

No meio de tanto formato de disco ótico, surgiu ainda um muito interessante: o DVD descartável, o Flexplay. Na embalagem havia o aviso “Só abra quando assistir”. Depois de aberta, a gravação desaparecia em 40 horas e o disco podia ser jogado fora (e até reciclado).

Imagem de uma pessoa segurando o DVD descartável, cuja imagem desaparecia em 40 horas.
Um impressionante DVD descartável, cujo conteúdo desaparecia em 40 horas.

Armazenamento de dados em tinta sobre papel

Já pensou qual a mídia para armazenamento de dados mais duradoura? A resposta é simples, a tecnologia mais antiga: tinta sobre papel. A escrita sobre papel é considerado o armazenamento de dados mais resistente, pois existe há mais de 2 mil anos e ainda resiste.

Imagem do livro Venezia.
Os livros ainda são a mídia para armazenamento de dados mais duradoura.

Inúmeros livros com seis séculos de idade ainda sobrevivem. E certamente não se pode dizer o mesmo de nenhuma outra mídia.

Tecnologias do futuro

Se você achou legal saber sobre armazenamento de dados, do mesmo modo irá gostar de ler um texto que mostra como o holograma será usado no futuro.

Informe-se também sobre o biochip, do tamanho de um grão de arroz e que irá assumir a função de chaves, senhas e cartões. Por fim, fique mais um tempinho aqui no Vivo Guru Blog e leia como o poder da mente poderá desbloquear celulares.  

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