Aprender a codificar não será tão importante quanto você pensa

Aprender a codificar será tão essencial quanto imaginamos? Talvez não.

18/12/2017 às 10:47

O Wall Street Journal recentemente sugeriu que a codificação de bootcamps pode “acelerar rapidamente os trabalhadores americanos para o século 21”. E o CEO da Apple, Tim Cook, disse que aprender a codificar acabará se tornando mais importante do que estudar inglês como segunda língua. Motivos suficientes para que a gente se prepare para o que está por vir e saiba falar essa língua fluentemente.

Porém, o foco míope de “aprender a codificar” pode dificultar a atenção para uma habilidade mais relevante, que é a compreensão do funcionamento da tecnologia, suas oportunidades e riscos dentro de sistemas e da sociedade. Embora seja essencial dominar uma linguagem de desenvolvimento de software, o restante será um alvo em movimento, à medida que as linguagens e os ambientes de programação surgirem, evoluírem e, em alguns casos, morrerem.

As evidências sugerem que a codificação será cada vez mais implementada, inclusive planejada, por sistemas de Inteligência Artificial. Isso faz parte de uma progressão natural, desde sistemas compatíveis com computadores até sistemas amigáveis para as pessoas.

O futuro da programação

No futuro, as plataformas permitirão que os seres humanos descrevam em linguagem oral ou escrita natural o que eles gostariam que os computadores realizassem. A codificação ocorrerá por trás das cenas computacionais. Em última análise, a codificação não é o ponto. O objetivo é definir e comunicar o que queremos que os sistemas computacionais façam.

Além da codificação, os humanos identificam, definem e priorizam problemas para os computadores serem resolvidos. No entanto, nas próximas décadas, os sistemas computacionais se tornarão capazes de definir problemas de valor e gerar soluções com apenas engajamento humano limitado.

Nós seguiremos mudando as abordagens humanas, a forma de entender como os sistemas computacionais funcionam e quais as possibilidades e os riscos que eles apresentam. Mas, acima de tudo, nós, seres humanos, não estaremos suficientemente equipados para o futuro sem nos aprofundarmos nas ciências sociais, humanidades e artes.


Fonte: Work QZ

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