Aprenda a identificar fake news em época de eleição

Notícias falsas aparecem cada vez com mais frequência na internet. Em tempos de eleição, então, esse número aumenta! Saiba como verificar quais são verdadeiras

26/06/2018 às 9:00

Seja para manipular a opinião pública, para trollar alguém ou, simplesmente, chamar a atenção, as notícias falsas sempre existiram. Aliás, elas se propagam com extrema velocidade. Entretanto, esse fenômeno tem chamado mais a atenção nos últimos anos por conta das redes sociais. Esse tipo de material ganhou o nome: fake news. Sabia que o termo foi escolhido a palavra do ano em 2017 pelo dicionário da editora britânica Collins? Pois é, só para você ver o espaço que as notícias falsas tomaram na vida das pessoas.

Na maior parte das vezes, essas informações surgem em sites ou perfis que imitam o estilo jornalístico de grandes veículos da imprensa. Dessa forma, invadem as redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, como o WhatsApp, por exemplo. Segundo informações da agência We Are Social, cerca de 87% dos brasileiros são usuários ativos de redes sociais. Assim, estão frequentemente expostos a essas notícias falsas.

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Em ano de eleições, o aumento da divulgação de dados falsos tem preocupado eleitores, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal.

Apenas em junho deste ano cerca de 12 milhões de pessoas compartilharam notícias falsas no Brasil. A informação foi divulgada pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai), da Universidade de São Paulo (USP). Se considerarmos a média de 200 seguidores por usuário, esse tipo de conteúdo tem potencial para alcançar boa parte da população brasileira.

Aliás, muitas vezes o motivo das fake news é tumultuar o processo pelo qual as pessoas recebem as informações de interesse público.

Facebook x Fake news

As publicações que foram consideradas “falsas” terão sua distribuição orgânica reduzida de forma significativa

Com a ajuda de duas organizações brasileiras especializadas em fact-checking, a Agência Lupa e Aos Fatos, a rede social de Mark Zuckerberg criou um serviço de verificação de notícias falsas.

A partir de denúncias feitas pelos usuários, as agências vão analisar as notícias. Assim, com a ajuda de algoritmos, as que forem classificadas como “falsas” aparecerão menos nos feeds dos usuários. Dessa forma, as páginas que continuarem propagando as notícias fake terão todo o seu alcance diminuído.

Assim, o Facebook faz com que as fake news sejam vistas por cada vez menos pessoas. E, assim, consequentemente, não sejam propagadas pela rede. Essa iniciativa já mostrou resultados positivos nos Estados Unidos. Houve uma redução de 80% no compartilhamento de notícias falsas após uma iniciativa semelhante ser adotada.

Eleições 2018 no Brasil

Na última semana, as fake news sofreram sua primeira derrota judicial no Brasil. Marina Silva, pré-candidata à Presidência da República, solicitou ao TSE (Tribunal de Justiça Eleitoral) que algumas publicações com informações falsas sobre ela fossem excluídas da internet. Os conteúdos afirmavam que a ex-senadora teria recebido propina de empreiteiras e estaria envolvida com a Operação Lava Jato.

No momento, a preocupação da Justiça Eleitoral é de que as eleições ocorram sem desequilíbrios. Assim, o objetivo é estabelecer limites sobre a liberdade de expressão.

Nas publicações removidas a pedido da candidata, o conteúdo era baseado em notícias reais. No entanto, tinham título que induziam o leitor ao erro ao tratar doação como propina.

Haverá atenção redobrada no país em relação às fake news

Apesar de não ter controle sobre os conteúdos publicados, as redes sociais apresentam um papel importante na propagação das fake news. Para muitos, essa falta de controle é positiva quando se analisa do ponto de vista da liberdade de expressão. Entretanto, quando se trata de uma candidatura, a mentira pode trazer prejuízos irreversíveis aos candidatos.

Para garantir um jogo limpo nas eleições, Luiz Fux, ministro do Supremo Tribunal Federal, garantiu que vai tirar do ar as publicações falsas na internet. Desde que Fux tomou posse como presidente do TSE, em fevereiro de 2018, essa é uma das principais lutas do órgão. O objetivo é garantir que nenhum candidato seja prejudicado pelas fake news durante a corrida eleitoral. Caso seja comprovado que algum candidato foi beneficiado pelas notícias falsas, a eleição  pode até mesmo ser anulada

As fake news têm tido muitos efeitos nas redes sociais. Durante a greve dos caminhoneiros que parou o Brasil por 10 dias, muitas pessoas receberam notícias falsas pelo WhatsApp. Correntes, memes e vídeos, por exemplo, são bastante usados para descontextualizar as informações.

Robô Fatima

O robô Fatima (que vem de “FactMa”, uma abreviação de “FactMachine”) foi desenvolvido pela agência Aos Fatos para monitorar, no Facebook e no Twitter, links com informações falsas ou distorcidas. Aliás, seu objetivo é responder com a informação verificada. Dessa forma, cada perfil que compartilhar no Twitter uma informação errada, por exemplo, vai receber automaticamente do perfil @fatimabot um link para a checagem de fatos relacionados aquele tweet.

Evitando as fake news no dia a dia

Cerca de 87% dos brasileiros são usuários ativos de redes sociais e, assim, estão frequentemente expostos as fake news

As fake news estão presentes em simples atos do cotidiano. Entre eles encaminhar um áudio sem fontes confiáveis, compartilhar manchetes sem ler a matéria completa e enviar correntes sem checar os fatos, por exemplo. E para impedir a propagação de notícias falsas, o papel do leitor é fundamental.

Detalhes simples, como a data de publicação do conteúdo e a URL do veículo de comunicação, podem aumentar as chances de identificar conteúdos.

Identificar as fake news não é uma tarefa tão complicada. Aliás, isso envolve apenas alguns passos que, com o passar do tempo, se tornam hábitos na vida das pessoas. Confira algumas dicas para ajudar a identificar e dificultar que um boato continue se espalhando.

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