Aplicativos de saúde são reforço para melhorar qualidade de vida

Cada vez mais aplicativos de saúde entram no mercado, com a missão de auxiliar as pessoas a cuidarem bem de si mesmas.

06/04/2020 às 9:00

Inegavelmente, muitos de nossos comportamentos têm passado dos métodos tradicionais para os digitais. O transporte, por exemplo, vive uma revolução com Uber, 99 e outros aplicativos. Os cursos de idiomas igualmente mudaram. Quanto ao comércio, bem como as entregas, nem se fala. Dessa maneira, parece óbvio que a medicina e outras áreas ligadas à qualidade de vida também se digitalizem, por meio de aplicativos de saúde.

Aplicativos de saúde móvel

Aliás, os aplicativos de saúde já são conhecidos como Saúde móvel, uma adaptação da expressão inglesa mHealth (diminutivo para mobile health). Esse termo atende à Organização Mundial de Saúde (OMS), que define as ações médicas e de saúde que utilizam aparelhos móveis (celulares, tablets ou wearables como smartwatches).

Aplicativos de saúde: imagem de um relógio no pulso de uma pessoa.
O Apple Watch chama até atendimento médico em emergências cardíacas.

A maioria dos smartwatches (os relógios de pulso inteligentes) traz embutidos apps que controlam batimentos cardíacos. E isso não só durante o dia, mas igualmente durante o sono. O Apple Watch é particularmente evoluído nesse aspecto, pois seu app de monitoramento do coração detecta emergências no ritmo cardíaco e até chama socorro médico.

Para acompanhamento da saúde

E o que fazem os aplicativos de saúde? Com eles, o próprio usuário do app pode acompanhar traços de doença. Ou, as informações fornecidas pelos mHealth podem ser enviados a um médico, mesmo que ele não esteja próximo.

Um paciente cardíaco pode enviar seu eletrocardiograma feito por um dos aplicativos de saúde a seu médico, a partir de qualquer lugar.

Aplicativos de saúde auxiliam os profissionais, monitorando glicemia em pacientes diabéticos, batimentos cardíacos e até ajudando em psicoterapia
A área da medicina também se digitaliza, por meio de aplicativos de saúde.

Aplicativos de saúde são auxiliares

Entretanto, os médicos fazem questão de sempre salientar que a utilidade dos aplicativos de saúde depende da qualidade das informações coletadas por eles. Dessa maneira, eles são apenas auxiliares, e portanto, não substituem um profissional de saúde.

É necessário que esses apps sejam certificados por organizações idôneas de saúde, principalmente os que monitoram sinais vitais dos pacientes. No Brasil, a principal organização é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Uma das virtudes desses apps, segundo médicos, é que eles facilitam o acompanhamento das condições dos pacientes. Assim, eles permitem uma avaliação mais rápida e eventualmente um encaixe para consulta.

Monitoramento cardíaco

Um dos aplicativos de saúde mais importantes é o Heart Care, disponível tanto para celulares com Android quanto para os Apple com iOS. Ele monitora e armazena o ritmo de batimentos cardíacos dos usuários, sem que seja necessário um smartwatch. Para fazer tal monitoramento, o app utiliza a câmera e o flash do celular onde está instalado. É uma tecnologia diferente, chamada fotoletismografia, que, aliás, já foi validada por cientistas.

Aplicativos de saúde: Heart Care é um deles.
O app de saúde Heart Care mede batimentos cardíacos usando a câmera e o flash do celular.

O usuário pode conferir seus batimentos quantas vezes desejar, e assim construir um histórico bem completo. Por outro lado, o app também emite alertas se o ritmo for anormal. Como benefícios complementares, o Heart Care oferece agenda dos remédios, consultas e exames dos usuários. E, além disso, informações estimulantes para cuidar da saúde.

Whitebook, para médicos

O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo aprova os aplicativos de saúde, desde que sigam os regulamentos internacionais de procedimentos e condutas validadas pela comunidade médica. Existem dois bons exemplos de apps desse tipo, feitos para uso pelos próprios médicos.

O primeiro deles é o Whitebook, disponível para Android e também para iOS. Um dos principais aplicativos de saúde, o Whitebook é um enorme guia de diagnósticos e prescrições, feito para ser usado no consultório ou ao lado da cama do paciente.

Produzido por uma equipe de 20 médicos e constantemente aperfeiçoado, ele contém, em resumo, orientação para mais de 300 procedimentos. Aliás, em várias especialidades médicas – da pediatria à ginecologia e cirurgia. E ainda contém um bulário de mais de 6 mil medicamentos. Tudo, aliás, pode ser acessado mesmo sem internet.

Aplicativos de saúde: Whitebook é um deles.
Capturas de tela do Whitebook no iPhone.

Controle da glicemia

Outro app para ser usado por médicos é o InsulinApp. Feito para uso hospitalar, ele serve para o controle da glicose em pacientes diabéticos. E foi criado pensando nas necessidades dos médicos de outras áreas, que não são especialistas em diabetes, mas igualmente necessitam atender pacientes com a doença.

Os hospitais, afinal, podem não ter procedimentos padronizados para tratamento, e dessa maneira o app é uma ferramenta importante de controle glicêmico aproveitando a portabilidade do celular. Ele é brasileiro e existe em versão para Android e para iOS.

Além do mais, existe ainda um app para que o próprio diabético faça o acompanhamento de seu estado, necessidades e níveis de glicemia pelo celular. Para essas pessoas, o app mySugr é certamente um grande apoio para manter seus registros atualizados de forma segura e simples.

Aplicativos de saúde: o mySugr é um deles.
O mySugr é um app bem interessante para controle da glicemia dos diabéticos.

Bem fácil de usar, esse app, que o desenvolvedor apelidou de Diário da Diabetes, pode ser encontrado para Android ou ainda para iOS.

OrienteMe, para psicoterapia

Aliás, de maneira até surpreendente, existe um app para psicoterapia. Chama-se OrienteMe (Android e para iOS), nada menos que um app que oferece o serviço de psicólogos online. O app foi criado no Hospital Albert Einstein, de São Paulo, e propõe preços acessíveis para atendimento via celular, por vídeo chamadas.

O paciente, se desejar, não precisa nem se identificar. Primeiramente, ele necessita baixar o app e preencher um cadastro. Então, a partir das respostas dadas ao cadastro, o algoritmo do app vai escolher o profissional mais indicado para o atendimento.

Aplicativos de saúde: OrienteMe é um deles.
O OrienteMe é um aplicativo para psicoterapia online.

Em conclusão, se quiser, o paciente pode ainda pedir para mudar de psicólogo, o que ocorre em cerca de 5% dos casos. O paciente manda mensagens, vídeos, imagens e áudios ao psicólogo, que responde duas vezes por dia. Igualmente são possíveis vídeo chamadas de 30 minutos.

Regulamentação está chegando

O Conselho Federal de Psicologia já permite procedimentos como esse. Entretanto, uma regulamentação definitiva por parte da Anvisa sobre softwares e aplicativos por celular ainda não existe.

A questão faz parte da agenda regulatória para o período de 2017 a 2020 da Anvisa. Portanto, é esperada uma definição ainda para o primeiro semestre deste ano.

Para o seu bem-estar

Além desses apps específicos para fins médicos, existe ainda no mercado um grande número de aplicativos para bem-estar, boa forma e mudança de hábitos. Você pode conferir vários deles, como o Nike Training Club, excelente para manter a forma. Ou ainda o My Fitness Pal, muito bom para perder peso e contar gasto calórico.

Aliás, nossa preocupação com sua saúde e bem-estar não vem de hoje. Já publicamos aqui um artigo especial sobre aplicativos para criar hábitos melhores. E ainda um texto superlegal sobre apps da Vivo para meditação. Da mesma forma, já escrevemos aqui sobre o DocWay, um app que leva o médico até sua casa. Também temos artigos caprichados sobre telemedicina e ainda sobre apps para parar de fumar. Boas leituras!

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